Data siglas

Data usually refers to raw data, or unprocessed data. It is the basic form of data, data that hasn’t been analyzed or processed in any manner. Once the data is analyzed, it is considered as information. In order for data to be transferred electronically, it must first be converted into electromagnetic signals. The signal can then be used to transfer data from one device to Data is breached each and every day, yahoo, british airways, talk talk, holiday inn and the list grows daily. Huge benefit to cloud vendors: privacy law compliant native cloud storage offered as an api. Massively significant to telecoms infrastructure. The world’s first generic pseudonymisation engine. A data communication signal is any modulated electromagnetic wave -- or digital pulse -- over which data is transmitted from one location to another in a network. This signal is composed of two basic parts -- baseband signal (information) and the carrier signal -- which are mixed with each other through the process of modulation. Data science is a vital tool in the response to the human challenges and uncertainties posed by the COVID-19 situation. Data holds the key to understanding disrupted supply chains, employee health patterns, changing consumer behavior and emerging credit risks. data(Del bajo lat. data, extendido, otorgado.) 1. s. f. Indicación del lugar y tiempo en que se hace o sucede una cosa, especialmente la que se pone al principio o al final de una carta o documento la data de la inscripción hace referencia al año de fundación de la ciudad. fecha 2. Tiempo en que ocurre o sucede una cosa. 3. Orificio de salida del ... In data communications, we commonly use periodic analog signals and nonperiodic digital signals. Note 8. 3-2 PERIODIC ANALOG SIGNALS Periodic analog signals can be classified as simple or composite . A simple periodic analog signal, a sine wave , cannot be decomposed into simpler signals. A composite periodic analog signal is composed of ...

Basquete feminino cria movimento por igualdade, apoio e visibilidade

2020.08.27 20:41 futebolstats Basquete feminino cria movimento por igualdade, apoio e visibilidade

Jogadoras do presente e algumas das que construíram a história do basquete feminino no Brasil lançaram nesta quarta-feira (26), Dia Internacional da Igualdade Feminina, o movimento Levante a Bola Delas. A iniciativa busca dar visibilidade, apoio e condições igualitárias à modalidade.
O vídeo da campanha, que remete às conquistas do basquete feminino, reúne nomes de peso, como as ex-atletas Magic Paula, Hortência e Janeth, campeãs mundiais com a seleção brasileira em 1994 e medalhistas de prata na Olimpíada de Atlanta (Estados Unidos), dois anos depois. Participam, também, as pivôs Erika de Souza e Gil Justino, a armadora Tainá Paixão e a ala Rapha Monteiro, destaques na atualidade, além de Vitor Benite, ala-armador da seleção masculina. Em depoimentos, as atletas falam de incentivo, reconhecimento e valorização, destacando que as principais conquistas recentes do país na modalidade vieram justamente no feminino.
"É muito bom ver o engajamento de todos em torno do basquete feminino. Isso mostra que estamos unidas, defendendo aquilo que é direito nosso, que é a igualdade nos patrocínios, no apoio das marcas esportivas e visibilidade. Ter atletas como Paula, Hortência e Janeth mostra que não estamos sozinhas e que todos querem só uma coisa, que é o crescimento do basquete feminino", disse Erika, 38 anos, quatro Olimpíadas na carreira e campeã tanto na Liga de Basquete Feminino (LBF), como na WNBA (Associação Nacional de Basquete Feminino, na sigla em inglês), principal campeonato feminino do mundo.

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Só vamo : 26 de agosto. Dia Internacional da Igualdade Feminina.Uma data bastante icônica para iniciarmos um movimento pela igualdade no esporte, em especial no basquete. O basquetebol feminino já foi Campeão Mundial, Medalhista Olímpico e ganhou vários outros campeonatos importantes. E as glórias não ficaram só no passado: ainda ganhamos títulos e formamos grandes talentos. Mas, apesar disso, o apoio está escasso. Precisamos de patrocínios, de investimentos, do suporte de marcas esportivas, de espaço na mídia . Aproveitamos este para levantar estas questões e provocar AÇÕES PRÁTICAS que valorizem o nosso basquetebol feminino. QUE LEVANTE A BOLA de atletas, times, equipes técnicas que colocam seu coração, seu suor, seu talento e suas vidas nas quadras pra LEVANTAR O NOME DO BRASIL E DO ESPORTE no cenário nacional e mundial. Por mais apoio, patrocínio e representatividade. . #LevanteABolaDelas, porque já está mais do que na hora. Vamos colocar a bola da mulherada lá em cima, como elas mesmas sempre fizeram. #ValorizaAsMinas #IgualdadeFeminina #EmpateNoBasquete #LugarDeMulherEnaQuadra #LevanteABolaDelas . . . #style⁣ #basquete #nba #basketball #basquetederua #nbb #basket #nbabrasil #basquetebrasil #esporte #basquetebol #dunk #basquetefeminino #aeraiz
Uma publicação compartilhada por Jennefer Gonçalves Coelho (@jennefermemy) em 26 de Ago, 2020 às 8:59 PDT
Paula, por sua vez, espera que a manifestação da comunidade do basquete feminino impulsione mulheres de outras modalidades a também lutarem por igualdade. "Já caminhamos muito, mas ainda há um longo caminho a trilhar. Movimentos dessa natureza só fortalecem o basquete feminino e as atletas envolvidas nesse processo. É nosso papel e é dessa forma que posso contribuir para que a modalidade se fortaleça cada vez mais, com patrocínios, uma competição forte e mais jogadoras atuando e curtindo o basquete", destacou.
"Espero que essa campanha possa chamar a atenção das marcas em relação às mulheres e ao basquete feminino. Estamos num momento delicado, por causa da pandemia [de covid-19], e também preocupadas em relação a patrocínio. O basquete é o nosso trabalho e precisamos de apoio para ter uma Liga forte no ano que vem, com mais equipes, para que possamos continuar jogando no nosso país", sustentou Tainá, eleita a melhor jogadora da final dos Jogos Pan-Americanos de Lima (Peru), no ano passado, vencida pela seleção brasileira.
Logomarca do movimento "Levante a Bola delas" que busca dar visibilidade, apoio e condições igualitárias à modalidade – Levante a bola delas/DivulgaçãoA temporada nacional de clubes do basquete feminino brasileiro só deve voltar no próximo ano, já que o calendário da LBF costuma contemplar datas em que as principais atletas do país não estão atuando no exterior. A edição 2020 da Liga começou em março, mas foi suspensa após três jogos realizados, e depois foi cancelada, por causa do novo coronavírus.
Para 2021, em meio às dificuldades financeiras em virtude da pandemia de covid-19, a LBF começou a dialogar na semana passada com o Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) para ter apoio logístico durante a temporada. A ideia é seguir moldes semelhantes ao que foi acordado com a principal competição masculina da modalidade, a Liga Nacional de Basquete (LNB), para a edição 2020/2021 do Novo Basquete Brasil (NBB).

Dia da Igualdade Feminina

O movimento é internacional e começou nos Estados Unidos, sendo celebrado desde os anos 70. A data destaca a instituição da 19ª emenda da Constituição norte-americana, de 1920, que proibia ao Estado negar direito ao voto aos cidadãos conforme o gênero, abrindo espaço para a participação feminina na política
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2020.06.21 18:34 nelumunteanu92ktu TOTUL DESPRE PLAYERELE PENTRU CHROMECAST (EVERYTHING ABOUT CHROMECAST PLAYERS)

TOTUL DESPRE PLAYERE PENTRU CHROMECAST (text in Romanian) Acestea sunt cele mai bune playere video Windows (si Mac OS) pentru Chromecast: -Airflow -Soda Player -Videostream pentru Chromecast -VLC 1. Airflow: -Hardware-accelerated transcoding -Suporta 4K -Subtitrare automată de la OpenSubtitles -5.1 sunet surround Din păcate, cel mai bun software pentru a reda videoclipuri este un program plătit. Dar AIRFLOW merită fiecare bănuț. Ce îl face superior aplicațiilor gratuite? Încercați proba gratuită și veți afla. Performanța este aspectul principal, deoarece Airflow acceptă transcodarea accelerată de hardware. De asemenea, are suport audio 5.1 canale pentru sunet surround. Airflow include un control complex asupra subtitrărilor și își amintește listele de redare și ultimele poziții. Airflow este o aplicație superbă. Este una din listă care „chiar isi face treaba”. Din cate am intales din alte surse, dacă aveți un Chromecast Ultra pentru videoclipuri 4K, puteți vedea diferența de performanță pe formate native de fișier Chromecast, neacceptate, precum MKV. De fapt, pe procesoarele Intel Skylake sau ulterioare, Airflow are o transcodare hardware mai rapidă. Varianta gratuita de proba este o modalitate bună de a vă da seama dacă doriți să plătiți pentru aceasta aplicatie. Cu acesta, puteți viziona până la 20 de minute de videoclip fara pauza. După ati realizat că acesta este cel mai bun, plătește 19 USD și folosește-l. Aplicatia a ajuns la "update 3". Am achizitionat varianta Premium dar va pot spune ca sunt ceva probleme in cazul materilelor video 1080p, cred ca din cauza ca folosesc varianta Chromecast 2... Poate cu Chromecast Ultra 4k situatia se schimba. Aplicatia a ajuns la "update 3" Aplicatia merge pe Windows si Mac OS Site oficial: https://airflowapp.com 2. Soda Player -Hardware-accelerated transcoding -Suporta 4K -Subtitrare automată de la Open Subtitles. Obțineți automat subtitrări potrivite în limba dvs. -5.1 și 7.1 sunet surround -Suport pentru linck-uri Ace Stream -Suport petru B. T. Redare aproape instant functie de viteza de NET -Suport pe pentru toate formatele si codec-urile -Suport pentru Chromecast dar si pentru Apple TV Este o aplicatie care m-a uimit!. Isi face treaba foarte bine si pe laptopuri sau PC-uri mai vechi. Daca pe un ACER 7736 ZG (8 ani) folosind aplicatia AIRFLOW procesorul lucreaza intre 60 si 80 % in cazul aplicatiei SODA PLAYER procesorul lucreaza sub 20%, aproape la fel ca un player audio!!!. Desi aplicatia nu are un playlist propriuzis, dar daca selectati initial materialele video si le trageti (drag & drop) pe interfata player-ului, se va forma un playlist din care puteti selecta ce material doriti sa urmariti in caz contrar vor rula la rand. Lag aproape nesesizabil. Aplicatia are si alte obtiuni pe are va las sa le descoperiti singuri, doar va fac cunoscut ca ruleaza perfect aplicatia sopcast in urma seterii corespunzatoare a acesteia din urma si o puteti folosii si ca player pe laptop unde imaginea apare instantaneu cand trageti materialele video spre deosebire de alte playere. NU suporta formate audio(. Mp3,. Wav,.. Etc.) Aplicatia merge pe Win. Si Mac OS Site oficial download: www.sodaplayer.com/ 3. VIDEOSTREM pentru Chromecast Aplicație gratuită cu telecomandă pe Android și iOS... Nu există liste de redare sau „redarea automată a videoclipului următor” în versiunea gratuită. VideoStream este cea mai veche aplicație care a rulat videoclipuri cu succes și cu ușurință. Este încă destul de buna și este singura cu o telecomandă gratuită pentru telefoane mobile. Aplicația poate chiar sincroniza un folder de videoclipuri de pe computer, controlând totul de la telefon. Acestea fiind spuse, Google Assistant acționează ca o telecomandă deja pentru redarea de bază: redare / pauză, retrocedare și avansare rapida. Pentru telefonul mobil aplicatia o instalati din Magazin Play. VideoStream a pornit ca o aplicație Chrome, dar Google a retras rularea aplicatiei pentru Windows. Așadar, va trebui să descărcați programul nativ. Puteti rula un clip fara a a putea sa va faceti liste de redare. Multe funcții importante sunt în versiunea plătită, inclusiv liste de redare, setări suplimentare de subtitrare și redarea automată a următorului videoclip. Premium VideoStream costă 1,49 USD pe lună, 14,99 USD pe an sau 34,99 USD pentru licența de viață. Poate reda atat formate video cat si audio. Personal NU sunt foarte incantat de aplicatie cu toate ca am achizitionat varianta Premium lifetime. Suporta formate audio. Aplicatia merge pe Win si Mac OS Site oficial download: getvideostream.com 4.VLC O aplicatie la care trebuie aduse imbunatatiri. Nu are suport pentru subtitrari. Suporta formate audio. Pentru a ridica materialul video pe Chromecast se procedeaza astfel… CLICK... Playback>Renderer> denumire Chromecast... https://www.videolan.org APLICATII TV OFICIALE PENTRU CHROMECAST IN ROMANIA Aplicatia DIGI ONLINE ce apartine RCS-RDS, prin actualizarea din 29.01.2019 vine cu noutati pe care nu putem decat sa le apreciem, mai precis, pe langa o noua interfata are si suport pentru Chromecast. Acum se pot urmarii 56 programe TV(calitate SD) direct pe televizoare prin intermediul acestui dispozitiv produs de cei de la Google. Aplicatia functioneaza perfect pe toate cele 3 modele Chromecast capabile sa redea imagini HD precum si pe modelul 4K. Digi Online se poate instala pe telefoanele mobile sau tabletele ce folosesc sistemul de operare Android sau pe laptop instaland intr-o partitie a hardului (care sa aiba in jur de 30GB ) REMIX OS, un sistem Android care poate rula in mod dual cu Windows-ul sau Linux-ul. Si inca ceva... Este necesar sa va faceti un cont pe platforma lor si sa va logati. Pe un cont pot sa mearga simulta 2 dispozitive. Nu cunosc daca Digi Online are suport pe IOS... Dar poate un utilizator de telefoane IOS ne poate ajuta... Pentru IPTV va recomand aplicatia IPTV (Alexander Sofronov)... La setari debifati "internal video player" si selectati VLC, aplicatie care are suport pentru Chromecast si este stabila... DIGI Online este o aplicatie de 5 stele care include canale de sport, stiri, tematice, filme, lifestyle, muzica, pentru copii, generale si externe dar si programe radio. CHROMECAST DIRECT DE PE TELEFONUL MOBIL PRIN HOTSPOT Acum Chromecast-ul se poate seta sa functioneze independent de o retea wireless locala ce provine de la un router. Acest lucru nu este precizat in nici un tutorial video si in nici in review de pe site-uri, dar am descoperit aceasta facand incercari in ultimul timp. Precizez ca am mai facut aceste incercari in trecut dar fara rezultat. Singura idee ce nu am avut-o in vedere era aceea ca, facand HOTSPOT cu tableta (tel mobil), incercam sa fac setarea Chromecast-ului tot cu o tableta (tel. Mobil) si nu cu PC-ul (laptop-ul). Deci care sunt pasii care trebuie urmati pentru a face ca Chromecast-ul sa functioneze direct de pe tel. Mobil (tableta) si de pe laptop. 1. Se conecteaza tel. Pe date mobile.. 2. Se face HOTSPOT (cu parola sau fara parola in functie de situatie).. 3. Se conecteza laptopul la HOTSPOT-ul telefonului (tabletei).. 4. Se intra pe www.google.com/intl/ro/chromecast/setup/ 5. Se apasa pe “configurarea chromecastului” si se face configurarea.. Dupa configurare se pot folosii materialele video sau audio ce urmeaza a fii urmarite atat de pe tel. Mobil cat si de pe laptop atata timp cat este conectat hotspot-ul pe tel. Mobil. NOTA: laptopul trebuie conectat la wifi-ul pe HOTSPOT-ul telefonului (tabletei) cand se face configurarea (Atentie.. Wifi-ul tel (tabletei). Are o denumire sau daca nu, se poate alege o denumire la preferinta). NOTA: Telefonul mobil se poate conecta direct la Chromecast cu conditia ca la setarea Hotspot-ului sa punem aceeasi denumire ca a routerului si aceeasi parola ca a aceestuia si sa nu uitam sa deconectam routerul(daca suntem in aceeasi locatie cu el)... Precizare: Uneori calitatea imaginii pe date mobile poate sa fie usor mai putin calitativa decat in situatia in care Chromecast-ul foloseste date de la un router conectat la o retea de internet fixa si aceasta se datoreste faptului ca viteza pe date mobile este mai mica si exista si riscul de pierdere de pachete unde distanta fata de antena terestra a operatorului este mai mare si semnalul devine instabil... Iar dispozitivul inteligent se adapteaza conditiilor si pentru a nu bloca imaginea periodic prefera s-o redea la o calitate inferioara. Acolo unde semnalul este corespunzator nu sunt probleme.. In felul acesta se poate folosi Chromecast-ul oriunde plecati in vacanta sau delegatii fara sa mai depindeti de reteaua locala WIFI a hotelului sau locatiei unde va aflati. Revin cu o noua sugestie... Legat de prima parte a review-lui... In cazul ca doriti sa pastrati setarile Chromecast -lui fara a le reconfigura de fiecare data cand plecati in delegatii sau concedii va sugerez sa setati doar Hotspotul telefonului mobil (sau tabletei) pastrand atat user-ul cat si parola router-ului pe care il folositi stabil acasa... atat de simplu ! ...garantat va merge ! In afara de Digi ONLINE, pentru abonatii AKTA s-a lansat si o aplicatie pentru canale TV din grila lor de programe cu aceeasi denumire care are suport pentru Chromecast... Totul este sa va faceti cont cu care sa va logati in aplicatie. Contine momentan 33 canale... APLICATII Pentru cei ce inca nu au aflat, aplicatia VLC atat pentru mobil cat si pentru sistemul de operare Windows a venit cu suport pentru Chromecast. Asa cum ne-au obisnuit cei de la VLC au facut un lucru asa cum trebuie, foarte stabil capabil sa redea majoritatea formatelor atat audio cat si video precum si a canalelor TV (IPTV) din format. M3u Daca aveti un fisier cu canale TV in format. Txt nu ramane decat sa-l redenumiti in. M3u. Procedura e simpla pentru conectare la Chromecast (in cazul sistemului de operare Windows)... Click... VLCPlaybachRenderer>>si sub Local trebuie sa apara denumirea Chromecast-ului dvs in dreptul unei benzi portocalii pe care dati click... OK... Daca nu aveti nimic in lista VLC-lui nu se va intampla nimic (VLC-ul pare ca nu se conecteaza)... Dar daca accesati o fila din lista sau pur si simplu o trageti pe icoana VLC-ului si aproape instantaneu o sa puteti urmarii materialul audio sau video pe ecranul TV-ului. In cazul Android apare automat sigla specifica pentru streaming a Chromecast-ului. Pentru Android puteti folosi cu rezultate destul de bune aplicatia IPTV Pro pentru TV. O alta aplicatie foarte buna similara cu VLC-ul (doar pentru video) este Airflow care se poate descarca de pe https://airflow. App/ pentru o suma modica (free merge doar in reprize de 20 min).
Pentru cei ce intampina greutati cu aplicatia Digionline se impun cateva precizari.Trebuie sa aveti abonament la RCS-RDS cablu, si cu codul de abonat si adresa de mail sa va faceti un cont pe site-ul digionline.ro... Odata facut contul descarcati aplicatia din Magazin Play si va logati folosind username si parola. Intrati in aplicatie si dati click pe un canal TV... Dupa ce apare imaginea dati 2 click-uri rapid unul dupa altul pe imagine... Trebuie sa apara sigla caractristica chromecast undeva jos in stanga ecranului telefonului (tabletei) si la mijlocul ecranului denumirea Chromecast-ului dvs. Pe care dati click iar imaginea se va muta pe TV. Evident atat Chromecastul cat si telefonul trebuie sa fie conectate pe acelasi router sau pe acelasi hotspot asa cum am aratat mai sus (situatie in care sigla chromecast poate uneori sa apara cu o intarziere ceva mai mare). Si inca o treaba foarte importanta de care trebuie sa tineti cont... Trebuie sa va actualizati la zi aplicatia Digionline verificand in Magazin Play daca aveti ultima versiune. Si ORANGE ROMANIA are o aplicatie cu suport pentru CHROMECAST ce va permite urmarirea unor canale TV din grila lor FREE dar si o gama extinsa de canale in conditiile ce le gasiti pe site-ul lor oficial… accesati https://tvgo.orange.ro/
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2020.05.27 18:22 castrovini Você também odeia o uso de siglas no aprendizado?

Acho que esse é o post mais aleatório que eu fiz em toda minha vida, e nem sei vou conseguir me expressar bem, ou deixar claro meu ponto. E também, me opor a algo tão banal faz com que eu questione a minha sanidade mental. Mas, seguindo:
Se você está cursando ou já cursou qualquer coisa, já deve se ter deparado com essas siglas: na área de administração tem o tal do "conhecimentos, habilidades e atitudes"(CHÁ). No Big Data, tem o V.V.V.V.V. (veracidade, velocidade, volume, variedade e valor).
E notem, por esses exemplos, sempre é informação irrelevante. São sempre pontos óbvios que as pessoas resumem numa sigla sem motivo algum.
E não para por aí — quando tem uma sigla em inglês, quem traduz a sigla, faz de tudo pra conseguir formar uma palavra em português, as vezes troca as palavras da sigla, dá um significado novo, mas tudo pra formar sigla que componha uma palavra. Acho que as pessoas gostam de brincar com as palavras, não entendo. Deve ser algum tipo de arte especialmente do meio administrativo.
Mas enfim, sempre que eu estou aprendendo algo novo e eu me deparo com essas siglas eu dou uma desanimada: acho que essas siglas tiram a magia da coisa — será que o ser humano é tão burro pra precisar disso? E também, não sei porque me incomoda tanto essas siglas bestas, mas sempre que vejo uma (e sempre aparecem) eu desanimo de aprender a coisa em questão. Sinto que ter que memorizar essas siglas insultem a minha inteligência.
Enfim, essa quarentena nos dá tempo livre pra questionar todo tipo de coisa aleatória, por mais banal, minúscula e absurda que seja. Essa foi uma das coisas que notei, e resolvi compartilhar sem motivo algum, usando meu tempo extra que poderia estar sendo usado para varrer a casa.
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2020.05.09 14:35 slightly_mental Real Life Soap Opera - FINALE: La Peste a Milano

ep I, ep II, ep III, ep IV, ep V, ep VI, ep VII, ep VIII, ep IX, ep X,
mi piace il fatto che il setting di questo episodio sia ancora più manzoniano del solito. è un buon modo di chiudere. è anche forse più lungo degli altri episodi, come ogni finale di serie che si rispetti.
riassunto della puntata precedente: In seguito a una foto incautamente postata da Lucia, Don Rodrigo si è insospettito e ha costretto Lucia a confessare, almeno parzialmente, della sua tresca clandestina. Venuto a conoscenza del litigio tra i due, Renzo decide di interrompere i contatti con Lucia, la quale però lo invita ugualmente a un incontro della sinistra setta religiosa a cui appartiene. Spinto dalla curiosità, Renzo accetta.
Episodio XI: La Peste a Milano
Renzo e Lucia si sono dati appuntamento la domenica mattina in centro per andare insieme allo strano incontro mistico. Renzo attende con trepidazione il momento, in parte perchè è effettivamente molto curioso di vedere cosa succede in questo culto esotico, e in parte perchè è dell’idea di forzare le cose con Lucia per uscire, in un modo o nell’altro, da questa fastidiosa situazione indeterminata.
I piani di Renzo sono destinati ad essere stravolti da un avvenimento ben più grande delle sue beghe amorose: lo scoppio dell’epidemia di Coronavirus.
Il sabato Renzo è in montagna con un’amica e i loro telefoni non prendono per tutto il giorno. Mentre rientrano a Milano ricevono le prime allarmanti notizie dei contagi in Lombardia. Renzo ha dei problemi di salute pregressi piuttosto seri, e chiama quindi il suo medico per avere consiglio. Siamo ancora in un momento in cui poco si sa di questo virus e per questo motivo il medico, forse con eccesso di prudenza, ingiunge categoricamente a Renzo di non uscire di casa.
Renzo, oltre ad essere preoccupato per l’incombente fine della civiltà, è anche dispiaciuto di non poter andare alla messa satanica il giorno successivo, e chiama Lucia per avvisarla.
La ragazza non solo non prende sul serio le cose, ma si incazza pure accusando Renzo di essersi inventato una scusa per non andare. In realtà subito dopo poi capisce quanto le cose siano serie, anche perchè la setta annuncia ufficialmente che l’evento è annullato.
Come è stato per tutti, questa emergenza epocale ha stravolto i piani di vita di entrambi. Renzo sarebbe dovuto partire per l’estero proprio in quei giorni e stare via diversi mesi ma ovviamente è tutto annullato. Lucia, anche lei, sarebbe dovuta tornare temporaneamente negli USA dalla famiglia di lì a breve, una volta completate le pratiche della cittadinanza, ma è tutto rimandato a data da destinarsi.
Cala, progressivo ma inesorabile, il lockdown. Renzo comincia lentamente ad adattarsi alla triste vita solitaria dello smart worker recluso. Lucia, complice forse la noia, si fa sentire spessissimo ed è come sempre molto piacevole. I due si videochiamano anche diverse volte la sera, a lungo, per scherzare un po’ e tirarsi su di morale a vicenda.
Le scene dei due che, dalle loro tristi stanzette, si scambiano battute e sguardi amorosi attraverso il monitor del portatile sono accompagnate dalla voce di Sting in Every Breath You Take, che sembra scritta apposta.
Passano i giorni. La gente fa i flash mob sui balconi e i telegiornali riportano le prime tragiche immagini di feretri accatastati negli obitori degli ospediali. Il lockdown è totale.
Incurante di tutto ciò, Lucia è ancora una volta imprevedibile: Renzo, vorrei venirti a trovare.
Le obiezioni potrebbero essere mille. Renzo le chiede semplicemente, considerate tutte le regole e i decreti: come fai a venire da casa tua? abiti dall’altra parte della città. la risposta di Lucia è contemporaneamente delirante e inoppugnabile: con la metropolitana.
E così fa. Nei giorni più bui dell'epidemia, mentre i giornali riportano numeri impressionanti di morti e contagiati e i monumenti di tutto il mondo si illuminano del Tricolore, in totale barba a polizia, autocertificazioni e bollettini dello Spallanzani, una mattina qualsiasi Lucia prende bel bella la metropolitana e si fa tutta la città da parte a parte per andare a trovare Renzo.
Dal momento in cui lui le apre la porta di casa passano forse quaranta secondi prima che i due si lancino in una furiosa sessione di sfrenato sesso extraconiugale.
Inutile dire che Renzo si è completamente dimenticato di farsi dire cosa ne fosse stato di Don Rodrigo. Anzi, pensa che non sia cambiato niente tra quest’ultimo e Lucia e che i due siano ancora tecnicamente insieme, altrimenti lei le avrebbe detto qualcosa…
E così è. Un paio di giorni dopo, in piena notte, Lucia telefona a Renzo. è di nuovo in lacrime: ha di nuovo litigato con Don Rodrigo ma non si sa perchè. Dice a Renzo che non ne può più e che ha delle considerazioni importanti.
Uno, non tornerà negli USA per l’estate ma rimarrà in Italia. Due, appena finisce il lockdown si impegnerà per cercare lavoro a Milano. Tre, crede che la sua relazione con Don Rodrigo sia diventata sterile e inutile e sta pensando di mollarlo.
PUBBLICITA’ Il marketing ha impiegato meno di chiunque altro ad adattarsi al coronavirus e adesso le pubblicità sono tutte uguali.
“E’ già dal 1932 che noi di Brambilla&Figli siamo vicini agli italiani. In questi tempi difficili, quando tutti siamo lontani, vogliamo essere più vicini che mai a tutti voi, e per questo noi di Brambilla&Figli ci stiamo impegnando tantissimo per ripartire tutti insieme appena tutto sarà finito” il tutto accompagnato da gente che canta sui balconi, gente felice con la famiglia in case giganti che si videochiama, e un’infermiera piuttosto fica che sorride.
...Lucia sta pensando di mollare Don Rodrigo. Renzo si trattiene dal dirle che era ora che si svegliasse. Che ci sia voluta una tragedia mondiale epocale per farla rinsavire?
Sembra che tutto volga per il meglio per Renzo e Lucia. Due righe fa i due scopavano come ricci e adesso sembra che lei voglia mollare il fidanzato. Sembrerebbe proprio una di quelle storie d’amore che finiscono bene, dove tutti vivono felici e contenti.
Il colpo di scena finale sarebbe stato facilissimo: questo è l’ultimo episodio. ora spengo il portatile, che Lucia sta dormendo vicino a me e non voglio darle fastidio.
E invece no. La differenza tra le storie vere e quelle inventate è che quelle vere non finiscono con un crescendo di tensione e un colpo di scena finale in cui si risolve tutto. E questa è una storia vera.
Quello che succede è che la situazione già spiacevole del lockdown per Lucia diventa ancora peggiore: la ragazza comincia ad avere seri problemi economici perchè non può nemmeno fare quelle due lire che faceva prima ogni tanto con lavoretti occasionali e le sue misere riserve sono finite. Tutta la sua famiglia negli states non sta lavorando, anche loro causa Coronavirus. Le mandano quello che possono ma l’affitto a Milano è costoso.
Su consiglio di Renzo parla con il padrone di casa che è una persona molto disponibile e sarebbe disposto a non farla pagare del tutto, ma sia lei che la famiglia di lei non si sentono di dipendere così dalla generosità dell’anziano signore e alla fine si accordano per metà affitto.
Non è che stia letteralmente morendo di fame, però questa situazione la riempie di ansia e apprensione.
In più, l’Innominato sta dando fuori di matto. Minaccia continuamente Lucia di andare al comune e di spifferare all’Azzeccagarbugli che la ragazza non abita più da lei. Non si capisce perchè lo faccia, forse vuole dei soldi che comunque Lucia non ha, o forse è solo un continuare della sua personalità oppressiva, o forse ancora lo fa per effettiva paura del fatto che sta violando la legge? non si sa.
Se l’Innominato andasse davvero in comune a fare casino le conseguenze per Lucia potrebbero essere serie, non tanto per aver dichiarato una cosa non vera, ma perchè dovrebbe ricominciare tutto l’iter burocratico da zero nel nuovo comune di residenza, con annesse spese economiche, il problema di dover trovare un affitto regolare, e ulteriori mesi e mesi.
A un certo punto l’Innominato effettivamente va in comune e effettivamente denuncia che Lucia non vive più lì. Nero su bianco. In un paesino minuscolo tutti si conoscono, e l’Azzeccagarbugli sa quanto l’Innominato sia una persona orribile. Pertanto, chiama Lucia subito e si fa spiegare tutto.
Lucia chiama Renzo per avere un aiuto con la comunicazione e così i tre hanno una bizzarra comunicazione telefonica triangolare in cui una Lucia con la voce rotta spiega, attraverso Renzo, la sua storia all’impiegata del comune di Roccaminchiona.
L’azzeccagarbugli, intenerita dalla situazione, decide di nascondere il documento firmato dall’Innominato finchè le pratiche di Lucia non siano finite, ma non potrà farlo ad libitum. Quindi raccomanda di finire tutto con la massima fretta. il problema è che mezzo mondo è in lockdown e anche le ambasciate lavorano a rilento…
Lucia è una persona molto sociale, abituata ad andare in giro tutte le sere con gente varia, ridere e fare casino, e avrebbe avuto difficoltà ad adattarsi all’isolamento anche nel migliore dei casi. E’ anche chiaro a tutti ormai che non è esattamente la persona più emotivamente solida del mondo.
Le ansie economiche, la paura dell’Innominato, il traballare della lunga relazione con Don Rodrigo, l’altalenarsi dei sensi di colpa con Renzo, la solitudine del lockdown in un paese straniero dove si sentiva già sola in tempi migliori. Tutte queste cose si sommano l’una con l’altra and it wears her out. Lucia è triste, sola e molto depressa.
Lucia non chiama più Renzo nel mezzo della notte per raccontargli cosa ha sognato. Non gli invia più video di Trump per ridere delle cazzate che dice. Sono finite le videochiamate affettuose serali in cui le risate di Renzo facevano picchiare i vicini sul muro. Niente più foto in cui mostra orgogliosa a Renzo quale ricetta italiana ha impietosamente massacrato con impegno.
Quelle rare volte che si sentono parla con voce abbattuta e confessa di piangere in continuazione, di voler tornare a casa e di voler essere lasciata sola. Lui prova a tirarla su sparando un po’ di cazzate come ha sempre fatto ma non funziona più.
Quando invece è Renzo a farsi sentire lei risponde a monosillabi o non risponde affatto.
Da quando i due hanno cessato ogni contatto è passato un altro mese. Secondo le ultime informazioni Il master che Lucia voleva fare non si sa nemmeno se ci sarà, e difficilmente lei troverà lavoro per mantenersi mentre studia. Appena finite le pratiche e appena permesso dalle restrizioni al trasporto internazionale, Lucia tornerà a casa negli States, per rimanerci.
Schermo nero. la sigla finale è un blues lento, tristissimo. Fine
e io, –disse un giorno al suo moralista- cosa volete che abbia imparato? Io non sono andato a cercare i guai: son loro che sono venuti a cercar me. Quando non voleste dire, –aggiunse sorridendo– che il mio sproposito sia stato quello di volerle bene, e di legarmi a lei.
I guai vengono bensì spesso, perché ci si è dato cagione; ma che la condotta più cauta e più innocente non basta a tenerli lontani; e che quando vengono, o per colpa o senza colpa, la fiducia in Dio li raddolcisce, e li rende utili per una vita migliore. Questa conclusione, benché trovata da povera gente, c'è parsa così giusta, che abbiam pensato di metterla qui, come il sugo di tutta la storia.
La quale, se non v'è dispiaciuta affatto, vogliatene bene a chi l'ha scritta, e anche un pochino a chi l'ha raccomodata. Ma se in vece fossimo riusciti ad annoiarvi, credete che non s'è fatto apposta…
The Police - Every Breath You Take
R.E.M. - It's the End of the world as we know it (and I feel fine)
Radiohead - Fake Plastic Trees
Daniel Norgren - Stuck in the Bones
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2020.05.01 10:57 kong-dao COVID-19: GDPR Violado

La pandemia abrazó al mundo en un aspecto sanitario y tecnológico, las distopias de Aldous Huxley o George Orwell (entre otros) aparecieron para quedarse, la realidad siempre supera la ficción, oculta desde la sombra miraba todo, lista para arrimarse cuando quisiera.
Con la idea de mezclar ambas partes, ciencia y tecnología, las empresas no tardaron en hacer una sinfonía orquestada que aturde a usuarios con el bombarde de información por medio de la televisión, radio, prensa o internet, que además utiliza como herramientas de control sin su conscentimiento, la excusa: COVID-19. No ahondaré en países donde la vigilancia rompe con todas las "libertades civiles" como China, Rusia, Corea del Norte, Corea del Sur, Estados Unidos, Australia, Canada, Nueva Zelanda, Japón, Israel, Iran y más, pero sí donde los políticos se regocijan y vanaglorian de las leyes aprobadas: Europa.
La "fiebre tecnológica" saltó al mundo cuando la OMS declaró la pandemia, miles de empresas de hardware y software especializadas en mediciones térmicas empezaron a frotarse las manos para "predecir" los síntimas del virus: fiebre, fatiga, pérdida del apetito y el olfato, tos, dolor muscular (efecto secundario de la fiebre), son los más "comunes" Resulta dificil atribuir a un virus síntomas tan generales, pero no tanto gracias a la tecnología que se instalará en aeropuertos, aviones, edificios públicos y privados (compañías) y no es casualidad que el "mercado térmico" haya saltado como nunca antes con un valor estimado de €65 Billones según Telegraph
Recientemente Google y Apple se asociaron para "ayudar" con su aporte tecnológico, crearon una API (Programa de Aplicación con Interfaz - Application Programming Interface) hoy conocida como "app", que estará en los sistemas operativos Android e iOS a partir de las proximas actualizaciones de software. La aplicación utilizará el sistema de Bluethooth para identificar, gracias al GPS, cerca de quien estuvo, cuándo y dónde, hará "tests" de COVID-19 que si da positivo se enviará a las autoridades y luego se enviarán una alerta de forma anónima a la persona que estuvo en contacto con el "infectado". Ante esta iniciativa del sector privado, los gobiernos de Francia y Alemania levantaron la mano para pedir acceso a los códigos, mientras ellos desarrollan sus propias APIs con la ayuda de los institutos Inria (Francia) y Fraunhofer (Alemania) ambos miembros del proyecto PEPP-PT (Pan-European Privacy-Preserving Proximity Tracing) los que según la documentación oficial subida a Github (compañía adquirida en 2018 por Microsoft en U$7.5 Billones) no muestra el código fuente, solamente se ven unos cuantos pdf además de las 43 incidencias entre las que se relacionan los problemas de privacidad y seguridad que ofrece la "app", cuyo último documento fue subido por el primer instituto fechada el 30 de Abril de 2020 diciendo respetar las normas mínimas del GDPR (¿Qué dice el GDPR? Lo aclaro debajo) La pregunta sería ¿cómo la API puede descartar los falsos-positivos? Aún no está claro. Lo que si está claro es que el mismo documento oficial aclara que el impacto será la Vigilancia Masiva, los informes son precarios con respecto a la información técnica sobre la tegnología que utilizarán y si la app será centralizada o descentralizada, es decir de código abierto (open-source) o código cerrado (al que acceden solamente los "dueños") que de momento sería el último caso. Este plan o proyecto "pan-europeo",comenta Thomson Reuters, fue apoyado por las más grandes empresas de telecomunicaciones de Europa entre las que se encuentran: Vodafone, Deutsche Telekom, Orange, Telefonica, Telecom Italia , Telenor, Telia y Telekom donde la primer ministra alemana Angela Merkel apoyó de forma rotunda tras bloquear las acciones de Trump para comprar vacunas a CureVac (farmaceutica alemana subvencionada por la Fundación Bill & Melinda Gates) Desde el mes de Abril los países que comenzar con el plan fueron: España, Italia, Noruega, Belgica, Inglaterra, Portugal y Grecia.
La página oficial de la empresa española Telefónica muestra de forma orgullosa su historia colaborativa con Facebook, además de asociarse con Google y el gobierno español para desarrollar una "app" local y combatir el COVID, empresas que la Comunidad Europea estaba bloqueando por considerarlas "comeptencia".
Vodafone tiene actualmente trabajando a investigadores pagados por la Fundación Bill & Melinda Gates para luchar contra la pandemia, una con la que tienen relación hace más de 10 años según la web oficial de la institución. (Esta fundación ya fue expuesta en otro articulo sobre su intención de reducir la población mundial y cómo se relaciona con la infame OMS)
GDPR
En 2016 la Comunidad Europea aprobó la Regulación de Protección General de Datos (siglas en inglés: GDPR) aplicada (tardíamente) en 2018 para trabaja a la par es el Comité Europeo de Protección de Datos (EDPB por sus siglas en inglés) Esta última, dirigada por la abogada Andrea Jelinek, hizo publico un breve comunicado de 3 páginas en la web oficial el día 19 de Marzo de 2020, en la 1er pág. cita:
Emergency is a legal condition which may legitimise restrictions of freedoms provided these restrictions are proportionate and limited to the emergency period. (La emergencia es una condición legal que puede legitimar las restricciones de las libertades\, siempre que estas restricciones sean proporcionadas y limitadas al período de emergencia)*
*[La palabra legitimar deriva de legítimo, es decir, legal, lícito o permitido, lease "es permitido restringir las libertades"] Condición anti-ćonstitucional de los "derechos humanos" que rechaza de pleno el Articuloº13 sobre la libre circulación.
El 20 de Abril, una publicación de Bloomberg declara:
We know that cellphone contact tracing is effective, though, in part through documents made public by the former U.S. intelligence contractor Edward Snowden describing how the National Security Agency gained access to global location data by tapping into mobile network cables. Intelligence agencies used this data to uncover hidden associations of known targets based on intersecting movements. (Sin embargo, sabemos que el rastreo de contactos de teléfonos celulares es efectivo, en parte a través de documentos hechos públicos por el ex contratista de inteligencia de los Estados Unidos, Edward Snowden, que describen cómo la Agencia de Seguridad Nacional obtuvo acceso a datos de ubicación global al conectarse a cables de redes móviles. Las agencias de inteligencia utilizaron estos datos para descubrir asociaciones ocultas de objetivos conocidos basados en movimientos de intersección.)
Recientemente el navegador Brave que apunta a la privacidad de los usuarios (pero no más que el open-source Firefox) denunció a la comunidad Europea por violar las políticas de GDPR con respecto a los usuarios, alegando que los gobiernos están fallando en respetar las políticas que ellos mismos crearon para proteger a los usuarios.
El periódico inglés Daily Mailpublicó un articulo titulado: "Cuando las pandemias golpean, el libro de reglas sale volando por la ventana": Expertos advierten que el rastreo de smartphones para encontra el coronavirus puede pavimentar un gran camino a la vigilancia masiva
Otro medio que levantó la alarma fue Politico con el titular: La privacidad amenazada en Occidente por combatir el virus
Está claro que gracias a la tecnología GPS se puede hacer un seguimiento bastante preciso, se puede saber dónde vive, dónde trabaja, con quien se junta (por proximidad entre los móviles que transmiten beams o beacons) y dónde, con qué frecuencia visita x lugares, los sitios turisticos o de consumo que frecuenta, información obviamente detallada por una cronología que indica en qué hora, min y seg, si se estuvo moviendo o estuvo quieto. Un instrumento más del hoy llamado Big Data
Las más grandes tecnologías, medios de comunicación, y gobiernos están haciendo de "reguladores de información" contra las "fake news", unas falsas noticias que ellos mismos crean para generar confusión y desinformación en la sociedad actual, así es más fácil de dirigir a las masas hacia un futuro sin libertad de expresión, sin libre-pensamiento, sin democracia, es decir, sin libertad(es) y que además viola los derechos humanos, y las leyes que los mismos gobiernos crearon.
La tecnología es una poderosísima herramienta, saber usarla está en sus manos, ignorarla es dejar que otros la usen en su nombre para hacer bien o para hacer mal, algo que usted nunca sabrá.
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Anexos:
Población de Europa (2020) - Fuentes:
World Population ReviewPopulation PiramidWorld Meters
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2020.02.01 02:39 giseldamaria Meditação: os benefícios para o cérebro de quem pratica

Meditação: os benefícios para o cérebro de quem pratica

O cérebro da meditação

Você medita? Não? Deveria. Os efeitos dessa prática no organismo e no comportamento humano têm sido muito estudados na atualidade, apesar de a meditação ser praticada há milênios, nas filosofias espirituais do Oriente.
Para alguns autores, a meditação é uma espécie de “treino da atenção plena à consciência do momento presente”. Estudos também consideram que, na meditação, “a interpretação dos fatos é mais importante do que os fatos em si”. Fato é que essa prática tem contribuído de forma significativa para a evolução e desenvolvimento em diversos âmbitos da vida dos praticantes.
Trata-se de um exercício interior, um momento de concentração profunda, que “coloca em contato com o equilíbrio geral”, como explica a psicóloga que trabalha com meditação há 5 anos Paula Baccelli. A técnica constitui uma grande variedade de práticas que visam a um treinamento mental, cujo intuito é “educar” a mente; isto é, desenvolver e aprimorar habilidades para lidar melhor com as emoções e conviver melhor consigo mesmo.
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Existe até uma modalidade denominada Meditação Emocional.
Dentre os diversos benefícios já observados em praticantes da meditação, é importante destacar a grande influência em mudanças comportamentais.
Estudos mostram que a meditação também pode auxiliar na diminuição de pensamentos distrativos e ruminantes, na melhora da atenção, na saúde física e na qualidade das relações familiares e profissionais.
Outras pesquisas também apontam que pessoas que praticam meditação há mais tempo e com regularidade se mostraram mais alegres, estáveis emocionalmente, confiantes e tranquilas.
Para Baccelli, os benefícios são diversos e imediatos. Para além de um mergulho profundo em si mesmo e uma percepção mais holística da vida, temos:
  • redução dos níveis de estresse;
  • aumento da capacidade de concentração;
  • aumento da capacidade de memorização;
  • desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático;
  • desenvolvimento da criatividade;
  • redução significativa da violência;
  • equilíbrio do campo emocional;
  • redução da dor crônica;
  • redução da ansiedade generalizada;
  • aumento da imunidade.

Qualquer prática pode ser considerada meditação?

Não. Foram definidos elementos (atualmente aceitos pela ciência) para caracterizá-la; são eles: uso de técnica claramente definida, com foco em atenção e produção de relaxamento muscular e psíquico com redução do pensamento lógico.
A psicóloga também explica que “há um movimento básico indispensável para qualquer prática meditativa, que envolve respiração, concentração e postura“. Assim, a meditação trabalha a mente e o corpo. É uma ginástica que não requer muito tempo: bastam 15 minutos e um pouco de persistência e regularidade para ver, cada vez mais, mudanças em sua vida.

Os tipos de meditação

Várias são as modalidades: Zazen, uma meditação zen-budista que estuda o self; Kinhin, praticada quando se está fazendo caminhada, concentrando a atenção nos pés ao pisar; meditação transcendental, que provém das tradições hindus e consiste em repetir um som para si, para que o foco de sua mente vá para ele. Além disso, tem-se a meditação guiada, caracterizada pela formação de imagens que acredita-se serem relaxantes; o Qi Gong, prática que combina meditação, relaxamento, exercícios físicos e de restauração para manter o equilíbrio; Tai Chi, uma forma de artes marciais chinesas; a Ioga, na qual são utilizados exercícios de respiração e postura para acalmar a mente e desenvolver um corpo mais flexível, dentre várias outras.
Já a Meditação Emocional é um método de meditação em 5 passos que busca a consciência plena e o equilíbrio emocional.
Por outro lado, um artigo recente de Menezes e DellAglio ilustra os tipos de meditação, conforme a literatura científica, em dois tipos: concentrativa e mindfulness. A primeira é caracterizada pela atenção em um determinado foco, como a respiração. Já a meditação mindfulness é caracterizada pela “consciência da experiência do momento presente, com uma atitude de aceitação, em que nenhum tipo de elaboração ou julgamento é utilizado. À medida que estímulos internos ou externos atingem a consciência do praticante, este simplesmente os observa e, assim como surgiram, deixa-os sumir, sem qualquer reflexão ou ruminação” (Shapiro et al., 2005).

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Como o cérebro reage quando estamos meditando

O nosso cérebro reage – e por sinal, muito bem – às práticas meditativas. Diversos pesquisadores têm se dedicado ao estudo de como a meditação interfere não somente no comportamento humano, mas na saúde física e no funcionamento do cérebro.
Estudos mostraram que ela pode ativar certas áreas cerebrais, como aquelas relacionadas ao bem-estar. Isso se deve à plasticidade do cérebro; isto é, ele possui a capacidade de desenvolver novas conexões, na medida em que é estimulado. A meditação é um desses estímulos e, de acordo com o tempo e regularidade da prática, os efeitos cerebrais/físicos/comportamentais podem ser ampliados.
Alguns estudos demonstram alterações neurofisiológicas específicas quando a pessoa está meditando, como a redução do consumo do oxigênio, o que indica, por consequência, uma diminuição do metabolismo. A conclusão é de que a prática propicia um padrão de hipometabolismo basal, apesar do estado de alerta em que a mente se encontra.
A conclusão de um estudo da Universidade Nacional da Singapura (NUS) mostra algo interessante: nem todas as práticas meditativas produzem os mesmos efeitos na mente e no corpo. A pesquisa revelou que alguns tipos de meditação budista suscitam efeitos diversos; um deles, por exemplo, produzia atividade parassimpática (relaxamento) aumentada, enquanto outro nem passava perto, ativava o sistema simpático.
Outra descoberta consiste na verificação de que a prática meditativa associou-se à ativação do córtex pré-frontal esquerdo, o qual está relacionado a afetos positivos e a maior resiliência.

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Mais atenção, mais concentração

Os estudos ainda vão além. Pesquisas compararam a espessura do córtex cerebral de meditadores mais experientes com o de pessoas de um grupo controle. Conclusão? A espessura da área relacionada à atenção era maior nos praticantes de longa data.
Segundo o artigo de Menezes e DellAglio, “por meio do Exame de Tomografia Computadorizada por Emissão de Fóton único (SPECT, sigla em inglês) (Newberg et al., 2001) e por medição de ondas gama (Lutz et al., 2004), verificou-se que meditadores budistas experientes tinham respostas cerebrais que indicavam um poder significativamente maior de concentração, em comparação com o grupo-controle”.
As pesquisas também mostraram que certas características que se manifestam por meio da meditação podem ser explicadas através da atividade neuroelétrica. Assim, ilustraram, por meio da eletroencefalografia (EEG), um aumento da produção de ondas teta em meditadores mais experientes.
Em tempos nos quais vivemos “correndo”, meditar é mais que um bom caminho, é essencial para aprendermos a “correr” com qualidade e sabedoria. Mas, será que, no caso da meditação, a frase popular “tudo que é demais passa” vale? “Duvido!”, afirma Bacceli. “As pesquisas provam a sua eficácia e como prática milenar não faz parte de modismos passageiros. Não há contra indicação”. Portanto, não hesite! Medite.

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2020.01.18 12:18 Lord_TheJc [Guida] Di Bollette e Contratti Luce

Edit - 16 Giugno 2020: nelle prossime settimane (massimo anni) arriverà la prima revisione della guida. Sarà pubblicata nella wiki e conterrà le parti che ho dovuto tagliare, e verranno corretti un paio di piccoli errori (che si sono autorisolti, ma che errori rimangono). I concetti rimangono corretti.
Questa guida è lunga ben 38608 caratteri (su un limite di 40000 per thread), e per quanto non siano concetti difficili è comunque il genere di cosa che vi consiglierei di leggere senza distrazioni e possibilmente non dal cellulare, ma dal pc. Dovremo muoverci spesso tra pdf, file excel e questa stessa guida, quindi consiglio appunto il pc, o se proprio proprio un tablet ma avendo bolletta, excel e pdf stampati.
Il nuovo avvicinamento alla data di fine del mercato tutelato ha reso più frequenti thread e commenti del tipo "mi aiutate a scegliere la miglior tariffa luce/gas?", e con questi la realizzazione che per molti l'argomento "bollette" rimane una specie di scienza esoterica.
Dico "nuovo avvicinamento" per un motivo: la fine del mercato tutelato doveva avvenire già nel 2015 (forse addirittura prima), ma è stata posticipata prima al 2018, poi al 2019, e poi a luglio 2020. E l'ultimo Millepropoghe ri-rimanda tutto a gennaio 2022! Ma ogni momento è buono per questa guida.
I problemi attuali: un commento personale
La mia impressione è che oggi tanti, troppi, non sappiano leggere/capire le bollette e le offerte degli operatori energetici. Questa per me è la causa di tutti i mali (per gli utenti) del mercato attuale.
Immaginate di ricevere un'offerta per cambiare piano telefonico ma di non essere in grado di valutare se è effettivamente una buona offerta, che opzioni avete in questa situazione? Rimanere con l'attuale operatore azzerando il rischio ma rinunciando all'eventuale offerta migliore, oppure cambiare fidandovi solo delle belle parole del venditore, cioè saltando nel buio.
Ma se i clienti non sanno valutare le offerte, chi me lo fa fare a me venditore di proporre tariffe migliori dei concorrenti? Come fa la concorrenza a funzionare a pieno se tanto il cliente non sa cosa sta comprando?
Questa è più o meno la situazione attuale, con una differenza. Una differenza della quale parleremo con calma dopo, e che ha davvero il sapore della perculata. Perculata secondo me meritata (quasi sempre), ma che perculata rimane.

Requisiti per leggere questa guida

In questa guida parleremo di gas solo per le "parti comuni", ma non analizzeremo nè bollette nè offerte gas.
Procuratevi una bolletta luce DETTAGLIATA, se non una delle proprie almeno le due che linkerò tra poco. Se l'avete solo in digitale consiglio di stamparne una, sia perchè più comoda da consultare, sia perchè così se volete farvi degli appunti li potete direttamente lì. Prendete una bolletta ordinaria, non una di conguaglio/rettifica/etc.
Poi andate sul sito di ARERA a questa pagina e scaricate il file excel con i prezzi luce.
Specifico che in questa guida parleremo solo di clienti domestici residenti, quindi se guarderete l'excel per i non-domestici potreste avere numeri diversi, ma i concetti saranno gli stessi.
Una volta aperto il file faccio notare i segni "+" in cima alle colonne J, R, U. Premeteli tutti e 3 in modo da espandere la tabella.

La bolletta dettagliata

La bolletta dettagliata è il primo strumento che ci serve per capire quanto e cosa stiamo pagando, e quindi per confrontare la nostra attuale offerta con le altre offerte dal mercato. La bolletta dettagliata la riconoscete per la presenza di una tabella dove per ogni singola voce è indicata l'unità di misura, il prezzo unitario, il totale della singola voce.
Esempio: questa è una bolletta sintetica, mentre questa è una bolletta dettagliata. La bolletta sintetica ai fini di questa guida (e per confrontare le offerte) è quasi totalmente inutile.

"La mia bolletta dettagliata ha molte meno voci"

Se siete in Maggior Tutela: potete limitarvi a guardare l'excel ARERA (e volendo le bollette di esempio che vi darò io) dato che i valori unitari saranno uguali. La vostra bolletta vi servirà solo per leggere i consumi nel momento in cui cercheremo un'offerta.
Se siete in Libero Mercato: nella tabella energia/spesa energia/spesa materia prima (di solito è la prima parte della tabella con il dettaglio) dovete poter leggere queste voci: perdite di rete (espresse in €/kwh), commercializzazione e dispacciamento (espresse in €/mese o €/giorno), dispacciamento e sbilanciamento/bilanciamento/perequazione (espresse in €/kwh). Al massimo può mancare la voce sbilanciamento/bilanciamento/perequazione.
Se manca qualcosa dovrete chiedere al vostro fornitore il dettaglio di tutte le singole voci, se non siete sicuri caricate una bolletta da qualche parte e la guardiamo insieme. NON CARICATE PDF, solo immagini!

Un paio di bollette per gli esempi

Qui trovate una bolletta luce di ENEL.
Qui invece trovate una bolletta luce di ENGIE, mio attuale fornitore. Specifico che tecnicamente la mia bolletta è un collage, in quanto ho una bolletta unica per luce e gas, e che nella mia bolletta ci sono un paio di voci strane, specifiche per la mia offerta, che ignoreremo.
Ripeto il consiglio di usare una vostra bolletta per leggere la guida, e di guardare queste due solo se non siete sicuri di aver capito cosa/dove guardare.

Alcune nozioni base

Mercato Tutelato e Mercato Libero

In regime di "Maggior Tutela" le condizioni economiche di fornitura sono decise totalmente dall'Autorità di Regolazione per Energia Reti e Ambiente, che aggiorna le cifre ogni 3 mesi. In questa situazione il nome del fornitore (probabilmente ENEL) è irrilevante, se non per quanto riguarda l'assistenza clienti.
In regime di "Libero Mercato" le condizioni economiche sono decise in parte da ARERA e in parte dal fornitore, ma la maggior parte delle voci rimangono in mano ad ARERA. In Libero Mercato il fornitore inoltre può proporre servizi e prodotti aggiuntivi alle proprie offerte: "opzioni green" per avere solo energia da fonti rinnovabili, kit di lampadine led, assicurazioni sulla casa, caldaie.
In generale i fornitori determinano solo 2 voci: il costo nudo e crudo della materia prima (PE) e il costo di commercializzazione (PCV), ma per esempio il mio attuale fornitore determina anche il valore della componente di perequazione (PPE). Le voci determinate dal fornitore sono tutte indicate nelle condizioni economiche dell'offerta e nelle condizioni generali di fornitura.

"Condizioni economiche dell'offerta? Condizioni generali di fornitura?? Tutta roba che non ho mai letto!"

Male!
Sarei ipocrita a dirvi di leggere sempre tutto tutto tutto, ma quando ci sono dei soldi di mezzo LE CONDIZIONI. VANNO. LETTE. Specialmente quando parliamo di spese ricorrenti non-fisse e dipendenti dai consumi. Specialmente quando parliamo di un prodotto sempre uguale dove la differenza la fanno il prezzo e gli eventuali servizi/prodotti aggiuntivi.
Dopo le prime letture comunque vedrete voi stessi che, per quanto sia sempre consigliabile leggere tutto per intero, le parti "interessanti" da controllare sono poche.

Lettura reale, lettura stimata, conguaglio, autolettura

Insieme ai kwh/smc consumati, in bolletta viene indicato anche il tipo di lettura, cioè "come" il fornitore ha ottenuto quel numero. Questo dato può dirvi se siete a rischio conguaglio.
Lettura reale o rilevata: il fornitore ha ricevuto l'esatta lettura del vostro contatore dal distributore di zona. Pagherete esattamente per quanto consumato. Non c'è possibilità di conguaglio se non per un errore nei numeri trasmessi dal distributore, o se la vostra offerta prevede per esempio bollette ad importo fisso con conguaglio programmato.
Lettura stimata: se il fornitore non riceve la lettura reale dal distributore allora questo dovrà presumere un certo consumo basandovi sul vostro storico o altri elementi. Potreste pagare meno di quanto avete realmente consumato, ma anche di più. Il conguaglio in questo caso è essenzialmente obbligatorio, perchè prima o poi bisognerà riallinearsi ad una lettura reale.
Con l'arrivo dei contatori luce elettronici le letture stimate sono rimaste più che altro per il gas, con l'aggiornamento anche di questi dovrebbero sparire del tutto.
Conguaglio: se il vostro fornitore ha dovuto ricorrere alla lettura stimata, prima o poi dovrà riallinearsi ad una lettura reale. A quel punto voi clienti potreste avere un credito o un debito nei confronti del fornitore, quando questo succede viene emessa la fattura di rettifica/conguaglio.
Il conguaglio può essere una sorpresa anche molto spiacevole, specialmente per il gas, specialmente se c'è stata una lettura stimata nei mesi freddi, dove il consumo di gas è alto e le stime possono non essere precise.
Autolettura: per sopperire alla mancata lettura reale da parte del distributore il vostro fornitore v'indicherà delle finestre temporali per comunicare voi stessi la lettura reale, e se effettivamente la lettura del distributore non dovesse arrivare il fornitore potrà contare sul vostro dato.
L'autolettura non è obbligatoria, è solo una possibilità che viene data per ridurre il "rischio" (e gli effetti) di una lettura stimata, e quindi di un conguaglio più o meno corposo. Il mio consiglio è di fare l'autolettura almeno durante i mesi freddi, mentre per il resto dell'anno si può stare più tranquilli, ma se anche la fate male non fa!

Monoraria, Bioraria, Multioraria. Le fasce di consumo [SOLO LUCE]

"Tariffa Monoraria" indica una tariffa dove il costo del kwh (e SOLO del kwh) è uguale in ogni momento della giornata. Può essere indicato in bolletta come "Fascia F0".
"Tariffa Bioraria/Multioraria" indica una tariffa dove il costo del kwh cambia in base all'ora e al giorno della settimana.
F1 è la "fascia alta", copre dalle 8 alle 19 nei giorni feriali.
F2 è la "fascia media", copre dalle 7 alle 8 e dalle 19 alle 23 nei giorni feriali. Per il sabato invece va dalle 7 alle 23.
F3 è la "fascia bassa", copre dalle 23 alle 7 nei giorni feriali. Per la domenica e per le festività nazionali invece copre tutte le 24 ore.
F23 riunisce le fasce F2 ed F3, quindi vale dalle 19 alle 7 nei giorni feriali, e tutto il giorno per sabato, domenica, festivi.
Una tariffa bioraria fa uso delle fasce F1 e F23, una multioraria usa F1, F2, F3. Ad oggi la bioraria è la tariffa non-monoraria più comune, ma nella bolletta ENGIE potete vedere un esempio di multioraria.
Con l'arrivo dei contatori di nuova generazione pare che sarà possibile per gli operatori definire fasce personalizzate e diverse da offerta a offerta. Per esempio già oggi ENEL a chi ha un nuovo contatore propone offerte dove è possibile scegliere 3 ore di energia gratis tutti i giorni, definibili autonomamente.
Se per qualche strano motivo avete ancora uno dei vecchi contatori con la rotella sappiate che siete costretti alla monoraria. E mi pare di capire che esistono addirittura dei contatori elettronici che non effettuano la divisione per fasce, anche in quel caso siete costretti alla monoraria.
Le tariffe biorarie/multiorarie prevedono costi più bassi per i consumi nelle fasce F2/F3/F23, e possono essere convenienti per chi usa l'energia prevalentemente la sera o nei weekend. Non esiste nulla di simile per il gas.
Attenzione però: il risparmio nelle fasce basse è controbilanciato da un prezzo più alto per la fascia F1, quindi bisogna stare attenti a quando si consuma! In generale serve concentrare almeno i 2/3 dei consumi nelle fasce basse per aver convenienza, ma la "soglia" varia di tariffa in tariffa, in base alla differenza di prezzo tra la fascia alta e quella bassa.

Consumi annuali, comparatori e biorarie

In bolletta trovate indicato anche il consumo annuale della vostra utenza. Salvo che abbiate appena cambiato casa, l'importanza di questo valore non è da sottovalutare, specialmente se volete usare un comparatore di tariffe, specialmente se state valutando una tariffa bioraria per la luce.

Il problema dei comparatori e dei consumi stimati

I comparatori vi chiederanno tutti "conosci il tuo consumo?", altrimenti come possono stimarvi il costo annuale delle singole tariffe? Ma se alla domanda rispondete "no", allora il comparatore vi farà delle domande, perchè dei numeri da macinare li DEVE avere, anche se solo stimati.
Personalmente però trovo che queste stime siano sempre troppo differenti dalla realtà, e quindi sarebbe meglio inserire i propri valori quando possibile. Poi per carità, magari è la mia famiglia ad essere strana, e a tutti voi le stime calzeranno a pennello.

Leggiamo insieme una bolletta Luce

Io per completezza le bollette d'esempio le ho caricate intere o quasi, ma in verità a noi interessa solo la tabella con il dettaglio degli importi (pag 3 bolletta ENEL, pag 5 bolletta ENGIE), e nemmeno l'intera tabella! La sezione "Spesa materia prima energia elettrica"/"Spesa per l'energia"/"Spesa per la materia energia", o come stracazzo si chiama nella vostra bolletta, è quella che c'interessa davvero.
Le altre sezioni le possiamo ignorare, perchè è tutta roba stabilita da ARERA o dalla rete distributiva. Salvo specificato, non usciremo mai da questa sezione.

Il prezzo del kwh

Questo è, insieme alla commercializzazione, il dato più importante e quello che da solo (insieme alla commercializzazione) vi permette nella maggior parte dei casi di paragonare la vostra tariffa con una diversa.
Trovare questo valore dovrebbe essere facilissimo. Indizio: si misura in kwh e dovrebbe avere un nome tipo "energia", e infatti nelle bollette esempio:
Bolletta ENEL: voce "energia".
Bolletta ENGIE: voci "energia F1/F2/F3".
Nell'excel ARERA invece dovete guardare il valore "PE".
Questo è il prezzo del kwh nudo e crudo o prezzo della materia prima. "PE" per gli amici. Segnatevi/evidenziate questo valore, perchè ci servirà.
Attenzione, se sopra siete rientrati nella casistica "la mia bolletta dettagliata ha molte meno voci" ma avete deciso di proseguire nella lettura anche con la bolletta "meno dettagliata" vi consiglio di fermarvi, perchè il valore che avete trovato POTREBBE non essere il valore PE, ma una somma di cose.

La Commercializzazione

Questo è il secondo valore più importante per il confronto: la commercializzazione è (per l'energia) uno dei costi fissi e indipendenti dai consumi, ma alcune offerte prevedono anche una componente variabile (cioè un costo di commercializzazione per kwh).
Bolletta ENEL: "Commercializzazione vendita".
Bolletta ENGIE: "Commercializzazione al dettaglio".
Excel ARERA: valore "PCV".
Per le forniture in Maggior Tutela questo valore è stabilito da ARERA, al momento è pari a 65,1239€/anno. 5,43€/mese.
Per le forniture in Libero Mercato il fornitore può sia decidere di usare il valore di ARERA, sia di stabilirne uno proprio. Naturalmente se il fornitore applica un proprio valore deve esplicitamente dirlo nel contratto. Non siete sicuri della vostra attuale situazione? Verificare è facile: confrontate il valore che avete in bolletta con quello dell'excel ARERA (occhio a guardare la scheda giusta dell'excel in base alla data della bolletta), e capirete al volo.
SE modificato dal venditore questo valore è importantissimo in fase di confronto, perchè può incidere anche parecchio sul "vero" prezzo del kwh che andrete a pagare. Ma facciamo un esempio.
Tizio consuma 100kwh/mese e ha un contratto in Maggior Tutela. Oggi paga 0,0653€/kwh e 5,43€/mese di commercializzazione e vorrebbe cambiare. Trova un'offerta da 0,054€/kwh e 7€/mese di commercializzazione. Cioè 1,57€/mese in più di commercializzazione, che spalmati sui suoi 100kwh/mese diventerebbero un +0,0157€/kwh.
0,054 + 0,0157 = 0,0697€/kwh. Cioè Tizio spenderebbe di più nonostante un prezzo della materia prima più basso.
La commercializzazione rappresenta la prima vera "trappola" nel confronto offerte, perchè ignorandola si corre il rischio di farsi ammaliare da un costo del kwh più basso del proprio.
Se il vostro fornitore applica anche una commercializzazione variabile (cioè per kwh) aggiuntiva a quella fissa... tenetene conto! Fate i vostri calcoli.

Le altre voci

Le altre voci essenzialmente non c'interessano, perchè sono stabilite dal vostro fornitore solo se la vostra specifica offerta prevede questo, e naturalmente non mi è possibile coprire tutti i casi possibili e immaginabili in questa guida.
Vi dirò solo una cosa: non siete sicuri se una voce è decisa da ARERA o dal fornitore? Prendete in mano l'excel ARERA e confrontate i numeri (occhio alle date). Se avete dei dubbi contattate il vostro fornitore e chiedete una copia delle condizioni generali di contratto e delle condizioni economiche della vostra specifica offerta.
Se un valore è stabilito dal vostro fornitore tenetene conto quando guarderete altre offerte!
"E le altre sezioni?"
Tutto stabilito da ARERA o dai distributori. A memoria non è roba modificabile nemmeno se il fornitore lo mette a contratto, ma non ci metto la firma su questa affermazione.

Altre nozioni prima di cercare insieme un'offerta luce

I Comparatori

I comparatori sono un ottimo punto di partenza, e il motivo è semplice: con la liberalizzazione del mercato sono nati parecchi fornitori energetici, ma nell'attuale mercato quasi tutti sono oscurati dai grandi nomi noti come Enel ed Eni, che però ultimamente non offrono più tariffe molto competitive.
Avete paura che uno dei nuovi nomi possa darvi un servizio scadente? Ho buone notizie: il prodotto è sempre quello, l'unico problema che potreste avere è con l'assistenza clienti. Ma quanti di voi hanno mai dovuto interagire con l'assistenza del proprio fornitore? Quanti di voi hanno mai avuto un problema di fatturazione non risolto con un paio di fax/pec/raccomandate e che è durato del tempo? Non dubito che qualcuno avrà la sua storia da raccontare (io stesso ne ho un paio, ma positive e non degne di nota), ma ci metto la mano sul fuoco che saranno sempre pochi casi isolati, e più o meno equamente distribuiti tra i vari fornitori. Ma naturalmente se il "big" vi da più sicurezza nulla da ridire. A me basta che sappiate che il mercato è più ampio di quel che sembra.
Il mio consiglio è di evitare i vari Facile, Segugio e compagnia, e di puntare direttamente al comparatore ufficiale dell'autorità per l'energia. Esiste da anni, è stato rinnovato di recente, e non vi chiede chili di dati per mandarvi pubblicità.
Dico che i comparatori sono un "punto di partenza" perchè non possono cogliere tutte le "sfumature", un minimo di lavoro dovrete comunque farlo voi. Esempio: ho fatto una ricerca di prova e mi viene proposta questa "Invent Srl" con un prezzo da favola, peccato che si tratta di un offerta riservata a chi ha montato un impianto fotovoltaico da svariate decine di migliaia di euro. Un altro operatore invece per applicare quel prezzo richiede obbligatoriamente l'addebito SDD e non il pagamento via bollettino, che magari qualcuno preferisce.
Oppure sto cercando un offerta che includa un'assicurazione casa o una caldaia? In quel caso dovrò fare una ricerca più specifica.
Inoltre le cifre stimate dal comparatore sono appunto STIME. Dovete essere VOI a stabilire se un'offerta è buona per i vostri consumi, comparatori e scheda di confrontabilità sono solo un aiuto.

La scheda di confrontabilità: premessa

Sottotitolo: "guarda come ti perculo senza neanche farti la cortesia di non dirtelo"
Nel mio personale commento a inizio guida attribuivo al non saper leggere bollette e offerte tutti i mali del mondo. Adesso aggiungo un pezzo: i fornitori sanno benissimo che tanta gente non sa leggere bollette e offerte, e quindi possono proporre anche tariffe brutte senza particolari problemi, perchè tanto i clienti mica capiscono che sono tariffe brutte.
L'autorità ha provato a mettere una pezza, e infatti da tempo ogni offerta va accompagnata da una "scheda di confrontabilità" da tenere aggiornata. Questa scheda contiene una stima (fatta dal fornitore stesso) di quanto la sua offerta sia più o meno costosa delle vigenti condizioni di maggior tutela (per alcune fasce di consumo definite dall'autorità).
"Ma se la scheda la fanno i fornitori allora scriveranno tutti che con loro si risparmia?" potreste chiedervi, e la risposta è NO! E qui c'è la perculata: c'è pieno il mercato di offerte con schede che stimano una spesa maggiore (rispetto alla Tutela) di anche 50, 100€! E la gente le sottoscrive comunque.
"Ma sta cosa la nasconderanno dentro contratti di decine di pagine, la scriveranno in piccolo, la scriveranno in un legalese così spinto che perfino alla Bocconi ti guarderebbero male chiedendoti cosa ti sei fumato", e la risposta è ancora NO! La perculata continua.
Andate voi stessi sui siti per esempio di ENEL ed ENI, aprite un paio di offerte ciascuno e ditemi quanta fatica fate a trovere le schede. Poi apritene una e leggetela, ditemi se può essere più chiaro di così: "Scheda di confrontabilità per clienti finali domestici di energia elettrica", "Stima della spesa annua escluse le imposte (in euro)", "Minore spesa o maggiore spesa", e poi un valore numerico con un + o un - davanti!!
Venghino signori venghino! Ammirate il trasparentissimo splendore della perculata!
I fornitori lo mettono nero su bianco, in una tabella che saprebbe leggere anche un bambino, se la loro offerta costa più o meno della tutela, ma nonostante questo le offerte brutte si vendono, si vendono e poi fioccano gli articoli "gli utenti dicono che il mercato libero costa di più".

La scheda di confrontabilità

La scheda esprime maggiormente la sua utilità per chi sta valutando il passaggio da Maggior Tutela a Mercato Libero, perchè dice immediatamente se l'offerta è o non è più conveniente della Tutela.
Tecnicamente la scheda è utile anche per chi è già nel Mercato Libero, ma attenzione.
Se volete semplicemente confrontare grossolanamente due nuove offerte potete guardare le colonne "offerta" delle schede.
Se invece volete confrontare la nuova offerta con la vostra attuale... non fatelo. Dovreste aver conservato la vostra vecchia scheda, e verosimilmente sarà obsoleta per via dei cambi che ARERA potrebbe o non potrebbe aver fatto. In sintesi: non fatelo.
Il mio consiglio è di guardare sempre come prima cosa la scheda di ogni offerta che state valutando: se viene stimata una spesa maggiore della Tutela non ha senso perdere altro tempo, salvo che non abbiate visto qualcosa nell'offerta che vi faccia pensare che la stima non sia applicabile al vostro caso (particolari abitudini di consumo, o consumi altissimi che rendono costi fissi come la commercializzazione irrilevanti).

Cerchiamo insieme un'offerta Luce!

Con "cerchiamo" intendo "apro un'offerta a caso e l'analizziamo insieme". Nello specifico analizzeremo l'offerta "Easy Web Luce" di un fornitore chiamato "Spigas". Guardo l'offerta bioraria in modo da poter coprire questo caso più particolare. Ho scelto questa compagnia sia perchè era nelle prime posizioni del comparatore, sia perchè le attuali offerte sono valide fino a fine Marzo 2020, il che aiuterà a rallentare l'invecchiamento di questa guida.
Come consigliato sopra andiamo subito a vedere la scheda di confrontabilità per evitare di perdere tempo con offerte più care della Tutela. Noto con dispiacere che questo fornitore non elenca la scheda in modo separato dagli altri documenti, il che vuol dire che troveremo la scheda all'interno del PDF con le condizioni economiche dell'offerta. Chiarisco che questa scelta ha perfettamente senso e non è sintomo di "truffaldinità", ma da utente apprezzo quando la scheda è separata.
La tabella mostra un interessante -51,40€/anno, che segnalo subito essere un'ottimo valore, quindi possiamo procedere all'analisi dell'offerta.

Condizioni Tecnico Economiche (CTE) / Condizioni Particolari di Fornitura (CPE) / Condizioni Economiche di Fornitura (CEF)

Queste diciture/sigle indicano il documento con i dettagli della singola offerta che state guardando. Potrebbero essercene altre, ma queste sono le più comuni. Spigas per esempio vedo che le chiama CE (Condizioni Economiche).
Questo documento, che per inciso è quello che casualmente abbiamo già aperto per accedere alla scheda di confontabilità, contiene il grosso dei dettagli che ci serve effettivamente sapere, mentre una piccola parte potrebbe rimanere nelle Condizioni Generali.
Come regola generale, ma lo dovreste trovare specificato, se le CE dicono una cosa diversa dalle Condizioni Generali allora prevale quanto scritto nelle CE. Sarebbe controintuitivo il contrario. Passiamo quindi alla lettura delle CE, io citerò solo le parti utili per la guida.
TARIFFA BIORARIA DOMESTICA F1: 0,057€/kWh F23: 0,049€/kWh
Il prezzo sopra indicato verrà applicato al consumo di energia elettrica ed alle perdite di rete......
Il grosso di questa parte è tutta roba standard, essenzialmente vi dicono che voi non andrete a pagare solo l'energia nuda e cruda, ma anche le restanti voci.
L’offerta esclusiva ti permette di risparmiare, infatti in deroga alle CGF non verranno fatturati il deposito cauzionale, i costi di attivazione e la GSI.
Io ammetto candidamente di non sapere cosa sia la GSI, ma immagino ce lo diranno loro quando leggeremo le CGF, perchè anche nel glossario ARERA non c'è traccia di questa sigla. Segnamocela per dopo.
Dopo 12 mesi, allo scadere dell’offerta, la tariffa verrà rinnovata automaticamente secondo quanto indicato nell’art 6.2.1 delle CGF.
In generale, tutte le cose che scattano dopo 12 mesi (o alla fine del periodo di prezzo bloccato) a noi non interessano, perchè se tra 12 mesi il mercato offrirà di meglio noi cambieremo gestore.
L’offerta prevede uno sconto di 4€/mese per i primi 12 mesi di fornitura.
Commento personale: questo spiega il -51€ riportato nella scheda di confrontabilità, perchè il prezzo dell'energia di questa offerta non era compatibile con un risparmio così forte.
Nel caso l’Autorità istituisca ulteriori oneri a carico dei clienti finali, si provvederà ad addebitarli in fattura senza ulteriori comunicazioni.
Questa cosa è normale e la troverete ovunque. E se anche non la trovate sappiate che è così.
Nessun costo di fatturazione. Nessun addebito al cliente per oneri postali.
Questa può sembrare una banalità ma non lo è. Molti fornitori subordinano certi sconti al pagamento con addebito SEPA, o prevedono costi aggiuntivi per chi paga con bollettino postale. Altri ancora fanno pagare 1/2€ per ogni fattura emessa. Possono sembrare pochi soldi, ma non lo sono! Vi ricordate di quando abbiamo parlato della commercializzazione? 1.50€/mese di costi fissi può fare la differenza tra una buona e una cattiva offerta.
Attenzione a non cantare vittoria troppo presto però: qui si parla solo di costi di fatturazione, non di sconti subordinati al pagamento con SDD, vedremo che dicono le Condizioni Generali.
La seconda pagina non contiene elementi interessanti. Avendo finito la lettura delle CE passiamo alle Condizioni Generali.

Condizioni Generali di Fornitura (CGF)

Le CE sono sempre abbastanza corte, sono le CGF ad essere lunghe. Ma iniziamo con una buona notizia: le parti che a noi interessano sono veramente poche.
Con un minimo di pratica saprete subito quali sono le parti interessanti da analizzare, ma diciamolo forte e chiaro: per le prime letture dovrete leggere tutto. Sì, tutto. Perchè io non posso insegnarvi a riconoscere le parti interessanti. E se anche potessi forse non lo vorrei fare.
E quindi? E quindi vi faccio un bel dito medio e vi dico che le CGF ve le leggete da soli.
Terminata la lettura delle CGF abbiamo essenzialmente finito! Non resta che la domanda che si fanno tutti:

"Ma quindi l'offerta conviene?"

Dalla lettura delle CE sappiamo che il costo dell'energia è di 0,057€/kWh e di 0,049€/kWh, e che ci viene riconosciuto uno sconto di 4€/mese forse subordinato a condizioni o forse no, lo sa chi ha letto le CGF.
Dalla lettura delle CGF sappiamo inoltre che ci sono ulteriori costi quantificabili in ???€/kwh e ???€/mese. Chi ha letto le CGF saprà che numeri inserire al posto dei ???.
I 4€ di sconto al mese e gli ???€/mese però vanno tutti convertiti in €/kwh e vanno sommati (sottratti, nel caso dei 4€) al costo dell'energia, in modo da avere un singolo numero "normalizzato" per il confronto.
Per amor di chiarezza, e per semplicità, assumiamo che dalle CGF non risultino altri costi, e che i 4€ di sconto siano incondizionati. Tiriamo di nuovo in ballo il buon vecchio Tizio e i suoi 100kwh/mese di consumo.
i 4€/mese di sconto diventano quindi un -0,04€/kwh. Il "vero" prezzo dell'energia di Tizio sarebbe quindi di 0,053€/kwh e 0,045€/kwh.
Attualmente ARERA per il Mercato Tutelato applica una tariffa di 0,07104€/kwh e 0,06237€/kwh. Quindi questa tariffa è effettivamente più conveniente della Tutela. Noi naturalmente già lo sapevamo per via della Tabella di Confrontabilità.
E se dovessimo fare un confronto con la nostra attuale offerta in Mercato Libero? Facile. Basta confrontare il proprio costo della materia prima con questi valori.
Attenzione però: se la nostra offerta attuale prevede costi non-standard per certe voci, tipo la commercializzazione, dovremo tenerne conto e dovremo fare gli opportuni calcoli per ottenere un prezzo del kwh "normalizzato" come abbiamo fatto adesso.
Vi assicuro che tutti questi passaggi sono veloci, tranne forse le prime 2-3 volte se dovrete impratichirvi, e qui passiamo alla seconda domanda che si fanno tutti:

"Ma ha senso fare tutto questo? Vale il tempo impiegato?

Dovete stabilirlo voi.
Non ci giro intorno: sfruttando bene il mercato libero si risparmia, ma non parliamo di grosse cifre. Combinando luce e gas si arriva senza troppi problemi a circa 100€/anno (ma dipende per esempio dal momento in cui bloccate un certo prezzo, e banalmente da quanto consumate), ma possono essere anche meno (ripeto: dipende).
Io dedico forse 1 ora l'anno al confronto delle offerte e PER ME conviene, perchè 100€ in più in casa mia non li buttiamo (e potete guardare voi stessi la mia bolletta Engie. 100€ sono 1 mese di luce+gas+canone). Ma se PER VOI tutto questo è troppo complicato e PER VOI non vale il vostro tempo... ok. Affari vostri. Basta che poi però non vi lamentiate di star pagando più del dovuto!

Ultime nozioni prima di finire!

"Cambiare fornitore o passare al Mercato Libero ha costi? Magagne particolari?"

No, passare dal Mercato Tutelato a quello Libero non ha costi, e anche il cambio fornitore è gratuito, con una nota: se rimanete con un fornitore per meno di un anno, questo potrebbe (potrebbe) addebitarvi il costo che lui ha sostenuto per comunicare al distributore di zona il cambio di fornitore per la vostra utenza. Mi pare siano circa 30€.
Questo è un non-problema, perchè salvo che non ci sia stato un veloce e forte calo dei prezzi è improbabile che voi vogliate cambiare fornitore prima della fine del prezzo bloccato (salvo che prima non abbiate sottoscritto una qualche offerta veramente orribile). Inoltre tenete presente che per compensare i 30€ di "penale" i prezzi dovrebbero calare vertiginosamente, quindi tenete a mente sta cosa, ma difficilmente vi servirà.
Ben diverso invece è il caso di chi volesse tornare al Mercato Tutelato, che ha quasi sempre dei costi. Ammetto di non essermi informato, perchè è un caso che non m'interessa.
Per il resto il cambio è trasparente. Il vostro nuovo fornitore vi dirà da che giorno inizierà la sua fornitura e voi al massimo verificherete che il vecchio fornitore non vi stia addebitando consumi relativi a periodi del nuovo fornitore. Personalmente mi è successo, mi pare 2 volte, ma ho sempre risolto tutto con un fax/mail dove segnalavo la cosa.

"E quando finiscono i 12/24/xx mesi di prezzo bloccato, o quelli dove mi danno un qualche sconto?"

2-3 mesi prima della fine del periodo a prezzo bloccato (che solitamente coincide con quello di applicazione di sconti come quello dell'offerta sopra) il vostro fornitore IN BOLLETTA vi scriverà che dal giorno X le vostre condizioni economiche cambieranno e vi diranno come.
Se la proposta è interessante non dovrete fare nulla, dal giorno X partiranno altri 12/24/X mesi di prezzo bloccato. Generalmente anche se il periodo iniziale era di 24 o più mesi al "rinnovo" si passa sempre a 12.
Se la proposta dovesse essere brutta, e spesso lo è dato che non siete più nuovi abbonati principi delle stelle, vi basterà cercare un nuovo fornitore. Io di solito inizio il cambio fornitore pochi giorni prima del cambio di prezzo, in modo da ridurre il tempo passato con la nuota tariffa e per assicurarmi che siano passati 12 mesi dal precedente cambio.
Chiarisco che l'accettazione (tacita) del nuovo prezzo per altri 12 mesi non costituisce un vincolo (nemmeno la prima sottoscrizione è un vincolo eh!), quindi se dopo un mese vi rendete conto che il mercato offre di meglio siete liberi di cambiare quando volete.

"Ci sono le rimodulazioni come per la telefonia?"

No e sì.
Sì perchè tecnicamente le possono fare (mi pare comunicando la variazione con 90 giorni di anticipo), e sempre tecnicamente il cambio tariffa dopo 12 mesi è una rimodulazione (seppur pre-concordata), ma io non ne ho mai vista una, nè ho mai sentito nessuno raccontare di averne subite.
No perchè penso sarebbe stupido farle, salvo mutamenti pesantissimi nel mercato, perchè non ci sono barriere che trattengono l'utente.
Facciamo il paragone con la telefonia: domani Vodafone vi dice che pagherete 1€ in più. Valutate di passare a Tim? C'è da pagare il costo della nuova sim, magari pure l'attivazione dell'offerta (difficile, ma può essere), magari Tim da voi funziona peggio di Vodafone. Tutto questo vale il risparmio di 1€?
Con luce e gas tutto questo non esiste! Cambiare fornitore non ha nessun costo, per via della rimodulazione non potrebbero nemmeno addebitarvi i famosi 30€, e il prodotto è sempre quello! Non c'è nemmeno l'equivalente di quel bizzarro periodo dove si attende la disattivazione della vecchia sim per poter inserire quella nuova.
Insomma, io non mi preoccuperei. E come minimo prima vorrei sentire la storia di un utente (non aziendale) a cui hanno rimodulato la tariffa.

"Ok, con il mercato libero si può risparmiare, ma dove sta la fregatura?"

Se vuoi continuare a risparmiare non puoi rimanere immobile. Una volta l'anno c'è da guardare la bolletta e confrontarla con le nuove tariffe sul mercato.
Rimanere troppi anni con lo stesso fornitore è un'ottimo modo per pagare di più, perchè fintanto che sei un Nuovo Abbonato (principe delle stelle) per te si costruiscono ponti d'oro e si sfoderano le migliori offerte, quando sei un povero vecchio abbonato di merda no.
La fedeltà purtroppo non paga. Ed è buffo come la cosa non venga nascosta: tanti fornitori hanno offerte "fedeltà", con sconti crescenti di anno in anno, peccato che la tariffa di partenza sia quasi sempre merda che puzza. E anche applicando lo sconto massimo, per i fedelissimi, l'offerta rimane merda, che puzza meno ma che merda rimane.
La fregatura è che una volta l'anno c'è da controllare cosa offre il mercato. Fine. Non è detto che l'inculata arrivi al primo rinnovo, ma è bene sapere che potrebbe essere così.

"Quando, e se, finirà il mercato tutelato, i prezzi aumenteranno?"

Lo sa Dio. Forse nemmeno lui.
Io sono tra quelli che sostengono che la fine del tutelato farà calare i prezzi, ma sono assolutamente contro la fine del tutelato, perchè credo fermamente che ci debba essere una "spiaggia sicura" per chi non può, o non vuole, partecipare al gioco del libero mercato. Si paga una tariffa leggermente più alta ma non si è esposti al mercato.
La mia tesi, sostenuta da zero conoscenze economiche eh, è che la presenza del tutelato non sia, come dicono tanti contro la sua fine, un tetto che impedisce ai fornitori di far pagare di più, perchè già oggi c'è pieno il mercato di tariffe più care.
La mia tesi invece è che il tutelato alzi i prezzi, perchè fintanto che c'è il tutelato a me fornitore basta essere più basso del tutelato quel minimo necessario a raccogliere clienti.
Abbiamo finito!
La parte sul gas arriverà... prima o poi. Ma in verità la si potrebbe saltare.
Le parti comuni le abbiamo trattate qui, e in generale il gas è più facile. Secondo me se avete capito bene i "segreti" della bolletta luce dovreste riuscire a capire da soli come funziona quella del gas.
Dovete guardare il prezzo della materia prima (come per la luce), stare attenti alla commercializzazione (come per la luce!) e aiutarvi con la scheda di confrontabilità (come per la luce!!) e con l'excel ARERA relativo al gas (come per la luce!!!). L'unica parte "ostica" secondo me è quella sul coefficiente P.
Ci sono domande sulla parte luce? Fatele! Specifico che io non sono un professionista del settore, ma un utente che si è auto-istruito. Vuoi con le varie guide e glossari fatte dall'autorità negli anni, vuoi con le guide alla bolletta dei singoli fornitori, vuoi anche con delle email ai singoli fornitori. Quello che voglio dire è che per quanto io mi senta sicuro (non avrei assolutamente scritto sto muro di testo se non lo fossi) potrebbero esserci imprecisioni. Non credo ci siano errori invece, perchè quello che ho scritto lo applico alla mia utenza di casa con successo.
Edit: formattazione
Edit2: lascio il link alla versione wiki, se nei prossimi giorni ci saranno domande interessanti da integrare nella guida, lo farò.
https://www.reddit.com/italy/wiki/guidabollettaluce
submitted by Lord_TheJc to italy [link] [comments]


2020.01.11 19:42 ORoxo Como investir Keep it simple, Stupid!

Olá,
Se chegaste até aqui é porque estás preocupado com as tuas finanças, por isso, parabéns!
De facto, é uma preocupação fundamentada, uma vez que, de acordo com Relatório sobre a Sustentabilidade Financeira da Segurança Social publicado em Outubro de 2018 como anexo do Orçamento de Estado de 2019, a Segurança Social como a conhecemos hoje esgotar-se-á no final da segunda metade da década de 2040.
O FEFSS (Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social), a ser utilizado perante saldos negativos do sistema previdencial a partir do final da segunda metade da década de 2020, teria com a atual projeção, um esgotamento no final da segunda metade da década de 2040, representando uma melhoria face à projeção do relatório de sustentabilidade anexo ao Relatório do OE de 2017, em cinco anos.
Assim, se, tal como eu, estás a iniciar a tua vida adulta, provavelmente serás responsável pelo teu próprio sustento durante a idade da reforma. Como tal, temos de arranjar uma forma de garantir que o nosso dinheiro rende, para garantir esse conforto futuro.
A melhor forma que conheço para o fazer é através de investimentos, algo que começa agora a ser falado no nosso país, mas sobre o qual a generalidade das pessoas ainda sabe muito pouco.
Ao contrário de subs de outros países relacionadas com finanças pessoais onde existem vários tópicos Guide, em Portugal, tal não acontece.
Para colmatar essa lacuna, decidi escrever este post que espero ajudar aqueles que buscam conselhos financeiros e que se deparam com esta comunidade pela primeira vez.
Infelizmente (ou felizmente) não venho de famílias abastadas. Como tal, há cerca de 2/3 anos quando comecei a ganhar alguma autonomia financeira coincidente com a minha entrada no mercado de trabalho, comecei a pensar como viria a fazer face às minhas despesas - casa, carro, alimentação, etc.
Desta reflexão resultaram muitas horas de leitura e lições que agora partilho aqui convosco:
Lição 1: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês.
Começo por partilhar convosco que uma das coisas que mais me irrita na indústria financeira - e no qual tenho a minha quota-parte de culpa, dado que é a minha área de formação - é da necessidade de complicar. Alguém que esteja de fora, ficará intimidado pela complexidade de palavras que usamos como asset alocation, derivatives, bonds, stocks, optimal portfolio allocation, options, warrants e futuros. Como se isso não bastasse, não educamos os jovens em finanças - em muitos casos temos dificuldade em poupar e noutros tantos em perceber como investir.
Claro que toda esta iliteracia financeira é um paraíso para portfolio managers e outros agentes dispostos a investir o vosso dinheiro por vocês. Porquê, perguntam vocês?
Existem três formas através das quais um porfolio manager consegue fazer dinheiro para a empresa:
  1. Comissões sobre produtos;
  2. Assets Under Management;
  3. Aconselhamento 1-on-1.
Em primeiro lugar, parte do salário de um portfolio manager, é variável. Por outras palavras, está dependente do lucro que trouxer para a empresa. Como tal, não é de admirar que vos sugerirão aqueles produtos que lhes dêem maior retorno, independentemente do retorno que vos trouxerem para vocês. Como tal, aqueles produtos que vos tentarão enfiar pela garganta abaixo são precisamente aqueles que vão de acordo com os objectivos deles (maximizar lucro) e não necessariamente os vossos (maximizar o retorno).
Para além disso, existe também o modelo AUM (Assets Under Management) que na práctica é 1-2% que vos cobrados pelo valor de activos na vossa carteiro. A título de exemplo, suponham que eu tenho 100.000€ investidos na institução A cuja taxa AUM é de 2%. Todos os anos terei de pagar 2.000€ à instituição financeira que faz a gestão dos meus activos, independentemente de ter, ou não lucro. Imaginem que num dado ano tive 6% de retorno, a inflação foi de 3% e a AUM é de 2%. Resta-me 1% de um retorno que deveria ter sido 3%. De repente, um ano que até teria sido bastante positivo transformou-se num mísero 1%. (Parece-vos justo? Nem a mim...)
Por último, alguns advisors estão ainda disponíveis para vos aconselha por uma módica quantia de X, sendo X um valor absolutamente ridículo para o qual não existe qualquer justificação lógica. Como se tal não bastasse, muitas vezes esse aconselhamento não se traduz em qualquer valor acrescentado para nós. Com sorte, vai de encontro ao ponto 1 e comem-nos por parvos duas vezes: no aconselhamento que roçou o medíocre e na venda de um produto com comissões altíssimas e retornos pelas ruas da amargura.
Dito isto, aqui fica a primeira lição: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês!
No entanto, identificar um problema sem o tentar resolver soa-me um pouco hipócrita. Por isso, deixem-me introduzir-vos à segunda lição: é mais fácil do que parece.
Dado que, como já partilhei convosco acima, a minha formação base é finanças, comecei a pensar "como é que se investe?". Esta questão levou-me a ler vários livros sobre investimento e apercebi-me que, ao contrário do que todos os profissionais da área faziam parecer crer, investir, era bastante simples.
Tão simples, de facto, que alguém com zero experiência como investidor conseguirá obter um retorno melhor do que 80% dos ditos portfolio managers utilizando apenas as ferramentas que partilharei convosco neste thread.
O quê?! 80%?! Mas investir não é difícil?!
Não.
O quê?! Melhores retornos que portfolio managers que vivem, respiram e comem informação financeira?
Sim.
Afinal eu não preciso de pagar fees ao meu banco para investir por mim?!
Não.
Contudo, antes de partilhar convosco quais são essas ferramentas há três questões que são imperativas que saibam responder:
  1. Em que fase da vossa vida é que estão? Acumulação ou Preservação de riqueza?;
  2. Que níveis de risco é que estão disponíveis a aceitar?;
  3. O vosso horizonte temporal a nível de investimentos é longo ou curto prazo?.
Certamente repararam que as três questões estão intrinsecamente ligadas e que existe um tema comum a todas elas, risco. Pelo que gostava de começar por abordá-lo em primeiro lugar.
Ao contrário do que vos possam dizer ou vocês próprios possam pensar, não existe nenhum investimento 100% seguro.
Experimentem colocar o vosso dinheiro debaixo do colchão durante 20 anos e depois contem-me como os 20k€ que com tanto esforço, suor e lágrimas amealharam valem agora apenas 5k€ em bens e/ou serviços. Ou talvez vocês seja pessoas conservadoras e decidam comprar títulos do tesouro, mas nesse caso apresentar-vos-ei a minha inflação ou então são completamente o oposto e decidem que acções is the way to go, caso em que opto por vos dar a conhecer a minha outra amiga, deflação.
Estes exemplos não servem para vos desincentivar de investir. Queria apenas de uma forma, mais ou menos, lúdica demonstrar-vos que, qualquer que seja a nossa opção, nunca estamos 100% seguros. Consequentemente, a única opção que nos resta é fazer as escolhas que julgamos serem as mais correctas com a informação que temos disponível de momento - e atenção que não fazer escolha é, em si, uma escolha.
Dito isto, existem apenas outras três ferramentas que necessitam para construir o vosso portfolio:
(já repararam que eu gosto de manter as coisas simples?)
  1. Acções
E se invés de apostarmos numa única equipa e rezássemos para que essa equipa vencesse, pudéssemos apostar que uma qualquer equipa entre todas as que estão na competição poderia ganhar? As nossas odds seriam bem melhores, verdade?
É isso que constitui um index fund - um cabaz de acções de várias empresas. Regra geral, cada index fund tem um benchmark que segue o que acaba por definir as ações nas quais esse index fund invest. Tudo o que precisam de saber são três siglas muito simples, IWDA:NA, VUSA e VWRL.
Quais as diferenças?
Dentro dos fundos cotados (aka ETFs), existem duas sub-classes no que toca à distribuição dos dividendos consoante o fundo reeinvista autmaticamente os dividendos ou caso os distribua aos investidores, chamados accumulation ou distribution, respectivamente*.*
Isto é relevante principalmente para efeitos fiscais. No que toca a investimentos desta natureza, existem dois momentos nos quais estás sujeito a imposto.
Na altura de receberes os dividendos e no momento da venda propriamente dito.
Aquando da distribuição dos dividendos, o teu broker transferirá para a conta bancária associada o valor dos dividendos retirados os 28% de imposto. No momento da venda, analisar-se-á qual a mais ou menos valia que há a realizar. Isto é, se vendeste o investimento a um preço superior ao que compraste, o valor de imposto a pagar será de 28% sobre essa diferença. Se o valor de venda for inferior ao valor de compra, não terás qualquer imposto a pagar.
Logo, salvo raras excepções, é aconselhável que se invista num ETF que seja cumulativo (IWDA:NA). Desta forma, tiraremos proveito da capitalização composta dos juros ao mesmo tempo que adiamos o pagamento de impostos desnecessários.
  1. Obrigações
As obrigações proporcionam uma viagem ao longo do percurso de investidor um pouco mais suave. Pessoalmente, dada a minha idade, não creio que tenha muito interesse para mim. No entanto, para investidores mais conservadores, BND e AGGG-fund?switchLocale=y&siteEntryPassthrough=true) são as única sigla que precisam de conhecer neste sub-universo.
  1. Dinheiro
Um fundo de emergência é algo que devemos sempre ter. Ninguém sabe o que acontecerá no dia de amanhã e enquanto investidores de longo-prazo não queremos ter de liquidar os nossos activos devido a uma emergência. Por isso, três a seis meses de despesas fixas é um bom objectivo para se ter em dinheiro numa conta a ordem ou conta poupança que possa ser movimentada sem incorrer em custos.
Lição 2: Todos os portfolio managers acreditam que conseguem bater o mercado. Por sua vez, nós, investidores, acreditamos que conseguimos escolher aqueles que o fazem. Estamos todos enganados.
Imaginem uma sala cheia de crânios financeiros, vestidos nos seus fatos com tecidos italianos. Estes profissionais contam com anos de experiência nos mercados de capitais, para não falar das décadas passadas a estudar em grandes Business Schools.
Para além disso, têm à sua disposição inúmeras ferramentas da Bloomberg, Reuters e outros grandes players que lhes permitem ter acesso a toda a informação, constantemente actualizada, a qualquer instante.
Apesar de trabalharem noite e dia, estes guerreiros também descansam para um ocasional café, cigarro e almoço de negócios. Nesses raros e curtos momentos, encontram-se com outros analistas, experts, insiders das empresas nas quais investem e outra panóplia de gente importante.
Ao conviverem tão próximos com a realidade na qual investem, de certeza que eles sabem o que andam a fazer, certo?
Ahhhhh...think again.
Está comprovado impericamente (clicar irá fazer o download de um pdf) que os vários fundos de investimento não são capazes de dar rendibilidade superior ao seus investidores, quando comparado com o mercado.
Num horizonte temporal de 5 anos, 84,15% dos fundos de investimento tiveram uma performance pior do que o S&P500.
Logo, para terem um retorno superior ao mercado, vocês teriam de escolher o melhor fundo de investimentos possível, de um conjunto de 10! Como se isso não bastasse - e supondo que escolhiam o fundo vencedor -, ser-vos-ia cobra entre 1 a 2% em comissões. Não é muito? Para ilustrar a diferença que isto pode fazer, sigam o meu raciocínio:
Suponham que investiram 10.000€ há 30 anos num dado activo. A rentabilidade média desse mesmo activo foi de 7%, já tida a inflação em conta. Se tivessem investido vocês mesmos esse valor num index fund, teriam aproximadamente 66.000€. Por sua vez, se tivessem escolhido o fundo vencedor teriam apenas 43.000€. Uma diferença de 23.000€ tendo por base apenas 2%. Funny, right?
(aqui estou a supor que o fundo vencedor vos proporcionava apenas a mesma rentabilidade dada pelo mercado, mas dado que assumi, de 10 fundos de investimento, vocês escolhiam o único cuja rentabilidade não era pior que a do mercado, parece-me justo para balançar o cenário)
Este exemplo introduz-nos à próxima lição.
Lição 3: Controlem o que conseguem controlar
Esta conversa é toda muito bonita, mas o que raio é essa coisa da Vanguard e porque é que todos os EFTs que sugeres são geridos por eles? Afinal, também és um vendedor?!
Bom ponto, tens estado atento!
Um mercado de capitais é um sítio feio, se não soubermos gerir as emoções provavelmente perderemos muito dinheiro - mais sobre isto numa edição futura do post. A verdade é que os nossos investimentos irão desvalorizar e valorizar várias vezes ao longo do tempo. Como tal, uns anos serão positivos e outros nem tanto. Isto para dizer algo que ninguém gosta de ouvir: não podemos controlar o retorno que o mercado nos dá. Felizmente, há algo que nos cabe a nós controlar: o custo do nosso investimento.
Uma vez que o lucro do nosso investimento será nada mais do que retorno - custo, minimizando o custo estamos a optimizar esta equação.
É aqui que entra a Vanguard, fundada por um grande senhor, John Bogle, em 1975.
O que a torna tão especial é que, no momento da sua fundação, John Bogle estruturou-a de forma a que fosse customer-owned e cujo objetivo fosse o breakeven (i.e., não é suposto ter lucro, mas sim apenas ser capaz de fazer face às suas despesas).
Para compreenderem a diferença, uma empresa de investimento pode ter duas formas:
  1. É uma empresa privada. Funciona da mesma forma que um negócio familiar e o objectivo é gerar valor para os donos - a Fidelity Investments é um exemplo;
  2. É uma empresa cotada em bolsa, detida por accionistas.
Em qualquer um destes casos, o objectivo da empresa é gerar lucro. Apenas deste modo serão capazes de pagar as suas despesas e remunerar os seus donos, sejam eles privados ou accionistas. Não é difícil perceber que quanto maior for o lucro, maior será a fatia dada a cada um destes agentes. Logo, há todo um incentivo para a maximizar tanto quanto possível. E imaginem de quem virá essa fatia...nós, investidores, claro!
Por outras palavras, quando investimos com uma destas empresas, estamos a pagar pelo investimento financeiro propriamente dito e mais alguns pózinhos para os seus donos/accionistas.
Logo, é claro que há aqui um conflito de interesses - o mesmo se passa com portfolio managers, mas isso fica para uma outra versão do post. O dono de uma empresa de investimento quer que os fees sejam tão altos quanto possível. Eu, enquanto investidor, quero pagar o mínimo.
Ainda que este modelo de negócio seja perfeitamente digno. Nós, investidores, temos uma solução melhor! Acontece que John Bogle quando fundou a Vanguard, fê-lo de modo a que a mesma fosse detida pelos fundos que esta opera. Ora, uma vez que são os investidores que detêm os fundos, na práctica, os investidores detêm a própria Vanguard.
Logo, qualquer lucro que a empresa tivesse entraria directamente para a nossa carteira. No entanto, dado que este circulo Investidor - Vnaguard Mutual Funds - Vanguard - Investidor seria um pouco non-sense, a Vanguard opera no breakeven, cobrando os custos mínimos para garantir a sua operação.
No que é isto se traduz, na práctica? No facto de que o expense ratio (ou seja, a taxa de encargos correntes) média dos fundos da Vanguard seja 0.2% contra 1,20% da indústria. Pode não parecer muito, mas considerando este valor sobre vários anos e sobre um capital considerável, dá uns bons mlhares de euros poupados no final de uma vida de investidor.
Lição 4: Fazer para crer
Dito isto, como é que se compra essas coisas estranhas, ETFs? Para o fazer, precisam de uma correctora ou broker. Cada correctora practica o seu próprio preço. Por isso, é importante compararem-nos antes de abrirem conta numa delas. Deixo-vos aqui e aqui e aqui imagens de tabelas comparativas das várias correctoras a operar em Portugal (obrigado, Bárbara Barroso). Para além dos custos de aquisição de títulos, algumas delas cobram ainda custos de manuntenção e/ou outros.
Muitas destas correctoras permitem criar contas demo. Caso estejam indecisos. criem uma e experimentem a plataforma de negociação.
Feito este passo, é uma questão de acederem à dita plataforma, procurar os títulos indicados acima e adquiri-los.
Frequently Asked Questions
Os mercados estão em máximos históricos. Por isso, uma recessão está para breve. Será que devo esperar que a dita recessão chegue e que os mercados acalmem?
Ninguém sabe ao certo quando - e sequer se - estaremos perante uma recessão. A pesquisa feita em torno dos retornos históricos demonstra que se tiveres X€ para investir, a melhor solução é colocá-los de uma só vez no mercado.
Mas ainda ontem ouvi o Miguel Sousa Tavares a dizer que estaria para breve!
Não.
Ah, mas a minha tia, que é economista, disse no jantar de Natal que a guerra comercial da China e dos EUA...
Não.
Ah, mas o meu piriquito...
Não.
Ninguém consegue fazer timing ao mercado e quem vos disser o contrário está a tentar enganar-vos. No caso de serem vocês próprios, sentem-se à espera que a vontade passe, 99.9% das vezes estarão enganados.
Devo investir com a Degiro?
Antes de usarem a DeGiro como vossa correctora leiam este thread e pesquisem Amsterdamtrader Degiro no Google.
Com este tópico pretendo apenas informar-vos. Como tal, ainda que vos possa partilhar convosco como giro os meus investimentos, tento ser o mais imparcial possível. No entanto, sou defensor que devemos fazer escolhas conscientes. Não digo que não seja uma boa opção, estejam apenas consciente do que se passa no background.
Qual é a correctora que usas, u/ORoxo**?**
Comecei por usar o Banco Invest porque me dava uma segurança adicional fazê-lo através de um banco no qual confio. No entanto, os custos eram demasiado elevados e agora faço-o pela DeGiro, apesar do indiquei no ponto imediatamente acima. O importante é termos consciência dos riscos, lembrem-se.
O que acontece se a correctora que uso for à falência?
Regra geral, as correctoras mantêm os nossos activos numa entidade legal separada. Na práctica, isto significa que a correctora teria uma entidades para o negócio de corretagem propriamente dito através da qual realiza todas as actividades inerentes à operação (i.e., pagar os salários dos empregados, receber os fees dos clientes, etc, etc) e outra entidade à qual os nossos activos estariam alocados (dinheiro que temos em conta e os nossos produtos financeiros). A vantagem deste tipo de estrutura é que, em caso de falência do negócio, os ativos dos investidores não poderiam ser usados para pagar aos credores da correctora.
Não vos posso dizer se na práctica é 100% assim mas, pelo menos em teoria, isto acontece (ver e ver). Usando a DeGiro como exemplo:
DEGIRO holds Financial Instruments for you in such a way that they cannot be accessed by creditors of DEGIRO, even if DEGIRO would be bankrupt.
Ainda assim, supondo que a DeGiro ia à falência, dado que está sediada na Holanda, estaria ao abrigo do Investor Compensation Scheme que fará face às obrigações da correctora até um limite de 20k€ por investidor.
Para vos dar outro exemplo, caso investissem através da Interactive Brokers, o limite seria 500k€, uma vez que estariamos ao abrigo da SIPC (Securities Investor Protection Corporation).
Estes valores/regras dependerão do país no qual a correctora está sediada. Caso queiram optar por outra, as preocupações deverão rondar as seguintes questões:
Qual é a rentabilidade anual que posso esperar do meu portfólio, se seguir as estratégias deste post?
Tendo em consideração os dados do último século, o retorno médio anual do mercado de capitais foi de 10%. Na práctica, isto quer dizer que se adquirires um ETF cujo benchmark seja o S&P500 ou um índice global (muitas vezes os ETF deste tipo têm WLR ou World no nome), no longo prazo (20+ anos), podes esperar um retorno anual de 10% nos teus investimentos. Atenta, por favor, que isto não quer dizer que terás todos os anos 10% - poderão haver anos que ganhas 30% e noutros perdes 15%, por exemplo. Ainda assim, no longo-prazo, em média, poderás esperar um retorno de 10%/ano.
O importante é que não faças o que a maior parte das pessoas faz: vender quando o mercado está a cair e comprar quanto o mercado está em alta. O nosso objectivo enquanto investidores de longo prazo deve ser comprar sempre o mesmo em valor absoluto (supõe que defines como objetivo uma taxa de poupança de 30%/mês; deverás investir sempre esses 30% quer o ETF custe 10€ ou 80€). Uns anos essa poupança de 30% comprará mais unidades do dito ETF, outras menos. Ainda assim, no final da nossa vida de investidor, poderemos esperar um retorno de 10%/ano, em média.
Para aqueles que são conservadores, usem 6% como referência.
O ETF xpto é uma boa alternativa aos que mencionas no teu post?
Quando consideramos investir num ETF há algumas questões que devemos colocar:
  1. Qual é o activo subjacente ao ETF?
  2. Qual o custo de gestão do ETF?
  3. O ETF é cumulativo ou distribuí dividendos?
  4. Em que praça é cotado?
  5. Em que moeda está denominado o ETF?
Em primeiro lugar, importa perceber qual é o activo que está subjacente ao ETF.
Em segundo lugar, importa analisar os custos.
Eu posso pensar "epah estar exposto ao mundo todo é melhor do que estar apenas exposto ao mercado dos EUA." Certíssimo. No entanto, o retorno que irei ter ao estar exposto a empresas de diferentes geografias vai compensar a diferença de custos de gestão anuais que terei de pagar? Para além disso, supondo que estou a investir em empresas do S&P500, a maior parte delas operam em vários mercados. Será que faz sentido optar por um ETF que diversifica ainda mais, incorrendo em custos superiores, quando as grandes empresas são, hoje em dia, na sua grande maioria, globais?".
O ponto 3, ainda para mais em Portugal, é fulcral. Cada vez que te forem pagos dividendos, pagarás 28% de imposto. Logo, supondo que recebes 1.000€ de dividendos, só receberás à cabeça 720€. Num ano, pode não parecer muito, capitaliza isto pela tua vida de investidor, no meu caso 50 ou 60€ e tens uma valente fortuna paga ao Estado, sem motivo para isso.
Qual é então a solução? Fácil! Investir num ETF que invés de te dar os 1.000€ todos os anos, os investe automaticamente no ETF. Não só poupaste 28% em imposto como o poder do juro composto vai multiplicar este valor inúmeras vezes. Lembra-te, sempre que possível, accumulating.
O próximo ponto também é essencial uma vez que se o EFT for cotado nos EUA não está sequer acessível para nós. Infelizmente, as normas europeias exigem que os issuers forneçam uma série de informação, sem a qual os ETF não poderão ser transacionados em bolsa Europeias. Consequentemente, não são sequer solução para nós porque simplesmente não estão disponíveis.
Por último, há pessoas que consideram que seja bastante importante a moeda na qual o ETF está cotado devido ao currency risk (i.e., supõe que tens um activo em USD e gastas o teu dinheiro em EUR. O risco é que o USD desvalorize face ao EUR e que, consequentemente, percas poder de compra).
Pessoalmente, não é algo que me faça perder o sono, mas é uma questão a considerar.
O que acontecerá às minhas poupanças daqui a 20 anos se conseguir investir mais 50€/mês?
De acordo com esta calculadora, daqui a 20 anos terás mais 36.199,34€ ou 22.782,29€, consoante a tua perspectiva face à taxa de juro seja optimista ou pessimista, respectivamente.
Quero aprender mais sobre o tópico. O que me aconselhas?
Infelizmente, muito do conteúdo que existe está extremamente vocacionado para o mercado Norte-americano, em particular os EUA - surprise, surprise, han?
De qualquer modo, existem muitas (e boas!) lições que podemos adaptar à nossa realidade. Por isso, caso se sintam à vontade a ler inglês aconselho os seguintes livros:
Creio que para a maior parte deles poderão encontrar a versão em PT. No entanto, caso considerem que há interesse posso fazer um breve resumo de cada um deles e incluí-lo no âmbito do thread.
Para aqueles cujas versões de inglês forem suficientes, mas cujo valor dos livros faça diferença no orçamento familiar, mandem-me dm.
Tenho mais de 100.000€ disponível para investir, devo seguir o mesmo processo?
Não.
Nesse caso, por favor, abre uma garrafa de champanhe. Para além de estares entre os 20% mais ricos de Portugal e dinheiro não ser uma preocupação para ti, podes investir directamente com a Vanguard.
Para o fazeres, envia um e-mail para [email protected] com a indicação de que pretendes investir no index fund cujo ISIN é IE0002639668. Infelizmente, a partir daqui não te consigo ajudar mais, uma vez que ainda não estou neste patamar. Contudo, para questões particulares, estou sempre disponível por dm, se necessitares.
Caso pretendas consultar os restantes fundos disponíveis para investidores portugueses podes fazê-lo aqui.
Creio que já deu para entender que adoro este temas. Por isso, caso tenham alguma questão, estejam completamente à vontade para a colocar nos comentários ou enviar-me dm. Terei todo o gosto em ajudar cada um de vocês em tudo o que me for possível.
Como qualquer pessoa, sou humano e, como tal, não sei tudo. Ainda assim, se for esse o caso, estou disponível para ir aprender de modo a ser capaz de vos explicar e partilhar convosco.
Provavelmente editarei este tópico várias vezes à medida que me for lembrando de mais informação. Até lá, espero que vos seja útil!
submitted by ORoxo to literaciafinanceira [link] [comments]


2019.12.28 13:24 ORoxo Como investir Keep it simple, Stupid!

Olá,
Se chegaste até aqui é porque estás preocupado com as tuas finanças, por isso, parabéns!
De facto, é uma preocupação fundamentada, uma vez que, de acordo com Relatório sobre a Sustentabilidade Financeira da Segurança Social publicado em Outubro de 2018 como anexo do Orçamento de Estado de 2019, a Segurança Social como a conhecemos hoje esgotar-se-á no final da segunda metade da década de 2040.

O FEFSS (Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social), a ser utilizado perante saldos negativos do sistema previdencial a partir do final da segunda metade da década de 2020, teria com a atual projeção, um esgotamento no final da segunda metade da década de 2040, representando uma melhoria face à projeção do relatório de sustentabilidade anexo ao Relatório do OE de 2017, em cinco anos.

Assim, se, tal como eu, estás a iniciar a tua vida adulta, provavelmente será responsável pelo teu próprio sustento durante a idade da reforma. Como tal, temos de arranjar uma forma de garantir que o nosso dinheiro rende, para garantir esse conforto futuro.
A melhor forma que conheço para o fazer é através de investimentos, algo que começa agora a ser falado no nosso país, mas sobre o qual a generalidade das pessoas ainda sabe muito pouco.

Ao contrário de subs de outros países relacionadas com finanças pessoais onde existem vários tópicos Guide, em Portugal, tal não acontece.
Para colmatar essa lacuna, decidi escrever este post que espero ajudar aqueles que buscam conselhos financeiros e que se deparam com esta comunidade pela primeira vez.
Infelizmente (ou felizmente) não venho de famílias abastadas. Como tal, há cerca de 2/3 anos quando comecei a ganhar alguma autonomia financeira coincidente com a minha entrada no mercado de trabalho, comecei a pensar como é viria a fazer face às minhas despesas - casa, carro, alimentação, etc.
Desta reflexão resultaram muitas horas de leitura e lições que agora partilho aqui convosco:

Lição 1: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês.
Começo por partilhar convosco que uma das coisas que mais me irrita na indústria financeira - e no qual tenho a minha quota-parte de culpa, dado que é a minha área de formação - é da necessidade de complicar. Alguém que esteja de fora, ficará intimidado pela complexidade de palavras que usamos como asset alocation, derivatives, bonds, stocks, optimal portfolio allocation, options, warrants e futuros. Como se isso não bastasse, não educamos os jovens em finanças - em muitos casos temos dificuldade em poupar e noutros tantos em perceber como investir.
Claro que toda esta iliteracia financeira é um paraíso para portfolio managers e outros agentes dispostos a investir o vosso dinheiro por vocês. Porquê, perguntam vocês?
Existem três formas através das quais um porfolio manager consegue fazer dinheiro para a empresa:
  1. Comissões sobre produtos;
  2. Assets Under Management;
  3. Aconselhamento 1-on-1.

Em primeiro lugar, parte do salário de um portfolio manager, é variável. Por outras palavras, está dependente do lucro que trouxer para a empresa. Como tal, não é de admirar que vos sugerirão aqueles produtos que lhes dêem maior retorno, independentemente do retorno que vos trouxerem para vocês. Como tal, aqueles produtos que vos tentarão enfiar pela garganta abaixo são precisamente aqueles que vão de acordo com os objectivos deles (maximizar lucro) e não necessariamente os vossos (maximizar o retorno).
Para além disso, existe também o modelo AUM (Assets Under Management) que na práctica é 1-2% que vos cobrados pelo valor de activos na vossa carteiro. A título de exemplo, suponham que eu tenho 100.000€ investidos na institução A cuja taxa AUM é de 2%. Todos os anos terei de pagar 2.000€ à instituição financeira que faz a gestão dos meus activos, independentemente de ter, ou não lucro. Imaginem que num dado ano tive 6% de retorno, a inflação foi de 3% e a AUM é de 2%. Resta-me 1% de um retorno que deveria ter sido 3%. De repente, um ano que até teria sido bastante positivo transformou-se num mísero 1%. (Parece-vos justo? Nem a mim...)
Por último, alguns advisors estão ainda disponíveis para vos aconselha por uma módica quantia de X, sendo X um valor absolutamente ridículo para o qual não existe qualquer justificação lógica. Como se tal não bastasse, muitas vezes esse aconselhamento não se traduz em qualquer valor acrescentado para nós. Com sorte, vai de encontro ao ponto 1 e comem-nos por parvos duas vezes: no aconselhamento que roçou o medíocre e na venda de um produto com comissões altíssimas e retornos pelas ruas da amargura.

Dito isto, aqui fica a primeira lição: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês!

No entanto, identificar um problema sem o tentar resolver soa-me um pouco hipócrita. Por isso, deixem-me introduzir-vos à segunda lição: é mais fácil do que parece.

Dado que, como já partilhei convosco acima, a minha formação base é finanças, comecei a pensar "como é que se investe?". Esta questão levou-me a ler vários livros sobre investimento e apercebi-me que, ao contrário do que todos os profissionais da área faziam parecer crer, investir, era bastante simples.
Tão simples, de facto, que alguém com zero experiência como investidor conseguirá obter um retorno melhor do que 80% dos ditos portfolio managers utilizando apenas as ferramentas que partilharei convosco neste thread.

O quê?! 80%?! Mas investir não é difícil?!
Não.

O quê?! Melhores retornos que portfolio managers que vivem, respiram e comem informação financeira?
Sim.

Afinal eu não preciso de pagar fees ao meu banco para investir por mim?!
Não.

Contudo, antes de partilhar convosco quais são essas ferramentas há três questões que são imperativas que saibam responder:

  1. Em que fase da vossa vida é que estão? Acumulação ou Preservação de riqueza?;
  2. Que níveis de risco é que estão disponíveis a aceitar?;
  3. O vosso horizonte temporal a nível de investimentos é longo ou curto prazo?.

Certamente repararam que as três questões estão intrinsecamente ligadas e que existe um tema comum a todas elas, risco. Pelo que gostava de começar por abordá-lo em primeiro lugar.
Ao contrário do que vos possam dizer ou vocês próprios possam pensar, não existe nenhum investimento 100% seguro.
Experimentem colocar o vosso dinheiro debaixo do colchão durante 20 anos e depois contem-me como os 20k€ que com tanto esforço, suor e lágrimas amealharam valem agora apenas 5k€ em bens e/ou serviços. Ou talvez vocês seja pessoas conservadoras e decidam comprar títulos do tesouro, mas nesse caso apresentar-vos-ei a minha inflação ou então são completamente o oposto e decidem que acções is the way to go, caso em que opto por vos dar a conhecer a minha outra amiga, deflação.
Estes exemplos não servem para vos desincentivar de investir. Queria apenas de uma forma, mais ou menos, lúdica demonstrar-vos que, qualquer que seja a nossa opção, nunca estamos 100% seguros. Consequentemente, a única opção que nos resta é fazer as escolhas que julgamos serem as mais correctas com a informação que temos disponível de momento - e atenção que não fazer escolha é, em si, uma escolha.
Dito isto, existem apenas outras três ferramentas que necessitam para construir o vosso portfolio:
(já repararam que eu gosto de manter as coisas simples?)

  1. Acções
E se invés de apostarmos numa única equipa e rezássemos para que essa equipa vencesse, pudéssemos apostar que uma qualquer equipa entre todas as que estão na competição poderia ganhar? As nossas odds seriam bem melhores, verdade?
É isso que constitui um index fund - um cabaz de acções de várias empresas. Regra geral, cada index fund tem um benchmark que segue o que acaba por definir as ações nas quais esse index fund invest. Tudo o que precisam de saber são três siglas muito simples, IWDA:NA, VUSA e VWRL.

Quais as diferenças?
Dentro dos fundos cotados (aka ETFs), existem duas sub-classes no que toca à distribuição dos dividendos consoante o fundo reeinvista autmaticamente os dividendos ou caso os distribua aos investidores, chamados accumulation ou distribution, respectivamente*.*
Isto é relevante principalmente para efeitos fiscais. No que toca a investimentos desta natureza, existem dois momentos nos quais estás sujeito a imposto.
Na altura de receberes os dividendos e no momento da venda propriamente dito.
Aquando da distribuição dos dividendos, o teu broker transferirá para a conta bancária associada o valor dos dividendos retirados os 28% de imposto. No momento da venda, analisar-se-á qual a mais ou menos valia que há a realizar. Isto é, se vendeste o investimento a um preço superior ao que compraste, o valor de imposto a pagar será de 28% sobre essa diferença. Se o valor de venda for inferior ao valor de compra, não terás qualquer imposto a pagar.
Logo, salvo raras excepções, é aconselhável que se invista num ETF que seja cumulativo (IWDA:NA). Desta forma, tiraremos proveito da capitalização composta dos juros ao mesmo tempo que adiamos o pagamento de impostos desnecessários.

  1. Obrigações
As obrigações proporcionam uma viagem ao longo do percurso de investidor um pouco mais suave. Pessoalmente, dada a minha idade, não creio que tenha muito interesse para mim. No entanto, para investidores mais conservadores, BND e AGGG-fund?switchLocale=y&siteEntryPassthrough=true) são as única sigla que precisam de conhecer neste sub-universo.

  1. Dinheiro
Um fundo de emergência é algo que devemos sempre ter. Ninguém sabe o que acontecerá no dia de amanhã e enquanto investidores de longo-prazo não queremos ter de liquidar os nossos activos devido a uma emergência. Por isso, três a seis meses de despesas fixas é um bom objectivo para se ter em dinheiro numa conta a ordem ou conta poupança que possa ser movimentada sem incorrer em custos.

Lição 2: Todos os portfolio managers acreditam que conseguem bater o mercado. Por sua vez, nós, investidores, acreditamos que conseguimos escolher aqueles que o fazem. Estamos todos enganados.

Imaginem uma sala cheia de crânios financeiros, vestidos nos seus fatos com tecidos italianos. Estes profissionais contam com anos de experiência nos mercados de capitais, para não falar das décadas passadas a estudar em grandes Business Schools.
Para além disso, têm à sua disposição inúmeras ferramentas da Bloomberg, Reuters e outros grandes players que lhes permitem ter acesso a toda a informação, constantemente actualizada, a qualquer instante.
Apesar de trabalharem noite e dia, estes guerreiros também descansam para um ocasional café, cigarro e almoço de negócios. Nesses raros e curtos momentos, encontram-se com outros analistas, experts, insiders das empresas nas quais investem e outra panóplia de gente importante.
Ao conviverem tão próximos com a realidade na qual investem, de certeza que eles sabem o que andam a fazer, certo?
Ahhhhh...think again.
Está comprovado impericamente (clicar irá fazer o download de um pdf) que os vários fundos de investimento não são capazes de dar rendibilidade superior ao seus investidores, quando comparado com o mercado.
Num horizonte temporal de 5 anos, 84,15% dos fundos de investimento tiveram uma performance pior do que o S&P500.
Logo, para terem um retorno superior ao mercado, vocês teriam de escolher o melhor fundo de investimentos possível, de um conjunto de 10! Como se isso não bastasse - e supondo que escolhiam o fundo vencedor -, ser-vos-ia cobra entre 1 a 2% em comissões. Não é muito? Para ilustrar a diferença que isto pode fazer, sigam o meu raciocínio:

Suponham que investiram 10.000€ há 30 anos num dado activo. A rentabilidade média desse mesmo activo foi de 7%, já tida a inflação em conta. Se tivessem investido vocês mesmos esse valor num index fund, teriam aproximadamente 66.000€. Por sua vez, se tivessem escolhido o fundo vencedor teriam apenas 43.000€. Uma diferença de 23.000€ tendo por base apenas 2%. Funny, right?

(aqui estou a supor que o fundo vencedor vos proporcionava apenas a mesma rentabilidade dada pelo mercado, mas dado que assumi, de 10 fundos de investimento, vocês escolhiam o único cuja rentabilidade não era pior que a do mercado, parece-me justo para balançar o cenário)

Este exemplo introduz-nos à próxima lição.

Lição 3: Controlem o que conseguem controlar

Esta conversa é toda muito bonita, mas o que raio é essa coisa da Vanguard e porque é que todos os EFTs que sugeres são geridos por eles? Afinal, também és um vendedor?!

Bom ponto, tens estado atento!
Um mercado de capitais é um sítio feio, se não soubermos gerir as emoções provavelmente perderemos muito dinheiro - mais sobre isto numa edição futura do post. A verdade é que os nossos investimentos irão desvalorizar e valorizar várias vezes ao longo do tempo. Como tal, uns anos serão positivos e outros nem tanto. Isto para dizer algo que ninguém gosta de ouvir: não podemos controlar o retorno que o mercado nos dá. Felizmente, há algo que nos cabe a nós controlar: o custo do nosso investimento.
Uma vez que o lucro do nosso investimento será nada mais do que retorno - custo, minimizando o custo estamos a optimizar esta equação.
É aqui que entra a Vanguard, fundada por um grande senhor, John Bogle, em 1975.
O que a torna tão especial é que, no momento da sua fundação, John Bogle estruturou-a de forma a que fosse customer-owned e cujo objetivo fosse o breakeven (i.e., não é suposto ter lucro, mas sim apenas ser capaz de fazer face às suas despesas).
Para compreenderem a diferença, uma empresa de investimento pode ter duas formas:

  1. É uma empresa privada. Funciona da mesma forma que um negócio familiar e o objectivo é gerar valor para os donos - a Fidelity Investments é um exemplo;
  2. É uma empresa cotada em bolsa, detida por accionistas.

Em qualquer um destes casos, o objectivo da empresa é gerar lucro. Apenas deste modo serão capazes de pagar as suas despesas e remunerar os seus donos, sejam eles privados ou accionistas. Não é difícil perceber que quanto maior for o lucro, maior será a fatia dada a cada um destes agentes. Logo, há todo um incentivo para a maximizar tanto quanto possível. E imaginem de quem virá essa fatia...nós, investidores, claro!
Por outras palavras, quando investimos com uma destas empresas, estamos a pagar pelo investimento financeiro propriamente dito e mais alguns pózinhos para os seus donos/accionistas.
Logo, é claro que há aqui um conflito de interesses - o mesmo se passa com portfolio managers, mas isso fica para uma outra versão do post. O dono de uma empresa de investimento quer que os fees sejam tão altos quanto possível. Eu, enquanto investidor, quero pagar o mínimo.
Ainda que este modelo de negócio seja perfeitamente digno. Nós, investidores, temos uma solução melhor! Acontece que John Bogle quando fundou a Vanguard, fê-lo de modo a que a mesma fosse detida pelos fundos que esta opera. Ora, uma vez que são os investidores que detêm os fundos, na práctica, os investidores detêm a própria Vanguard.
Logo, qualquer lucro que a empresa tivesse entraria directamente para a nossa carteira. No entanto, dado que este circulo Investidor - Vnaguard Mutual Funds - Vanguard - Investidor seria um pouco non-sense, a Vanguard opera no breakeven, cobrando os custos mínimos para garantir a sua operação.

No que é isto se traduz, na práctica? No facto de que o expense ratio (ou seja, a taxa de encargos correntes) média dos fundos da Vanguard seja 0.2% contra 1,20% da indústria. Pode não parecer muito, mas considerando este valor sobre vários anos e sobre um capital considerável, dá uns bons mlhares de euros poupados no final de uma vida de investidor.

Lição 4: Fazer para crer
Dito isto, como é que se compra essas coisas estranhas, ETFs? Para o fazer, precisam de uma correctora ou broker. Cada correctora practica o seu próprio preço. Por isso, é importante compararem-nos antes de abrirem conta numa delas. Deixo-vos aqui e aqui e aqui imagens de tabelas comparativas das várias correctoras a operar em Portugal (obrigado, Bárbara Barroso). Para além dos custos de aquisição de títulos, algumas delas cobram ainda custos de manuntenção e/ou outros.
Muitas destas correctoras permitem criar contas demo. Caso estejam indecisos. criem uma e experimentem a plataforma de negociação.
Feito este passo, é uma questão de acederem à dita plataforma, procurar os títulos indicados acima e adquiri-los.


Frequently Asked Questions

Os mercados estão em máximos históricos. Por isso, uma recessão está para breve. Será que devo esperar que a dita recessão chegue e que os mercados acalmem?
Ninguém sabe ao certo quando - e sequer se - estaremos perante uma recessão. A pesquisa feita em torno dos retornos históricos demonstra que se tiveres X€ para investir, a melhor solução é colocá-los de uma só vez no mercado.

Mas ainda ontem ouvi o Miguel Sousa Tavares a dizer que estaria para breve!
Não.
Ah, mas a minha tia, que é economista, disse no jantar de Natal que a guerra comercial da China e dos EUA...
Não.
Ah, mas o meu piriquito...
Não.

Ninguém consegue fazer timing ao mercado e quem vos disser o contrário está a tentar enganar-vos. No caso de serem vocês próprios, sentem-se à espera que a vontade passe, 99.9% das vezes estarão enganados.

Devo investir com a Degiro?
Antes de usarem a DeGiro como vossa correctora leiam este thread e pesquisem Amsterdamtrader Degiro no Google.
Com este tópico pretendo apenas informar-vos. Como tal, ainda que vos possa partilhar convosco como giro os meus investimentos, tento ser o mais imparcial possível. No entanto, sou defensor que devemos fazer escolhas conscientes. Não digo que não seja uma boa opção, estejam apenas consciente do que se passa no background.

Qual é a correctora que usas, u/ORoxo**?**
Comecei por usar o Banco Invest porque me dava uma segurança adicional fazê-lo através de um banco no qual confio. No entanto, os custos eram demasiado elevados e agora faço-o pela DeGiro, apesar do indiquei no ponto imediatamente acima. O importante é termos consciência dos riscos, lembrem-se.

O que acontece se a correctora que uso for à falência?
Regra geral, as correctoras mantêm os nossos activos numa entidade legal separada. Na práctica, isto significa que a correctora teria uma entidades para o negócio de corretagem propriamente dito através da qual realiza todas as actividades inerentes à operação (i.e., pagar os salários dos empregados, receber os fees dos clientes, etc, etc) e outra entidade à qual os nossos activos estariam alocados (dinheiro que temos em conta e os nossos produtos financeiros). A vantagem deste tipo de estrutura é que, em caso de falência do negócio, os ativos dos investidores não poderiam ser usados para pagar aos credores da correctora.
Não vos posso dizer se na práctica é 100% assim mas, pelo menos em teoria, isto acontece (ver e ver). Usando a DeGiro como exemplo:

DEGIRO holds Financial Instruments for you in such a way that they cannot be accessed by creditors of DEGIRO, even if DEGIRO would be bankrupt.

Ainda assim, supondo que a DeGiro ia à falência, dado que está sediada na Holanda, estaria ao abrigo do Investor Compensation Scheme que fará face às obrigações da correctora até um limite de 20k€ por investidor.
Para vos dar outro exemplo, caso investissem através da Interactive Brokers, o limite seria 500k€, uma vez que estariamos ao abrigo da SIPC (Securities Investor Protection Corporation).
Estes valores/regras dependerão do país no qual a correctora está sediada. Caso queiram optar por outra, as preocupações deverão rondar as seguintes questões:


Qual é a rentabilidade anual que posso esperar do meu portfólio, se seguir as estratégias deste post?
Tendo em consideração os dados do último século, o retorno médio anual do mercado de capitais foi de 10%. Na práctica, isto quer dizer que se adquirires um ETF cujo benchmark seja o S&P500 ou um índice global (muitas vezes os ETF deste tipo têm WLR ou World no nome), no longo prazo (20+ anos), podes esperar um retorno anual de 10% nos teus investimentos. Atenta, por favor, que isto não quer dizer que terás todos os anos 10% - poderão haver anos que ganhas 30% e noutros perdes 15%, por exemplo. Ainda assim, no longo-prazo, em média, poderás esperar um retorno de 10%/ano.
O importante é que não faças o que a maior parte das pessoas faz: vender quando o mercado está a cair e comprar quanto o mercado está em alta. O nosso objectivo enquanto investidores de longo prazo deve ser comprar sempre o mesmo em valor absoluto (supõe que defines como objetivo uma taxa de poupança de 30%/mês; deverás investir sempre esses 30% quer o ETF custe 10€ ou 80€). Uns anos essa poupança de 30% comprará mais unidades do dito ETF, outras menos. Ainda assim, no final da nossa vida de investidor, poderemos esperar um retorno de 10%/ano, em média.

Para aqueles que são conservadores, usem 6% como referência.

O ETF xpto é uma boa alternativa aos que mencionas no teu post?
Quando consideramos investir num ETF há algumas questões que devemos colocar:
  1. Qual é o activo subjacente ao ETF?
  2. Qual o custo de gestão do ETF?
  3. O ETF é cumulativo ou distribuí dividendos?
  4. Em que praça é cotado?
  5. Em que moeda está denominado o ETF?
Em primeiro lugar, importa perceber qual é o activo que está subjacente ao ETF.
Em segundo lugar, importa analisar os custos.
Eu posso pensar "epah estar exposto ao mundo todo é melhor do que estar apenas exposto ao mercado dos EUA." Certíssimo. No entanto, o retorno que irei ter ao estar exposto a empresas de diferentes geografias vai compensar a diferença de custos de gestão anuais que terei de pagar? Para além disso, supondo que estou a investir em empresas do S&P500, a maior parte delas operam em vários mercados. Será que faz sentido optar por um ETF que diversifica ainda mais, incorrendo em custos superiores, quando as grandes empresas são, hoje em dia, na sua grande maioria, globais?".
O ponto 3, ainda para mais em Portugal, é fulcral. Cada vez que te forem pagos dividendos, pagarás 28% de imposto. Logo, supondo que recebes 1.000€ de dividendos, só receberás à cabeça 720€. Num ano, pode não parecer muito, capitaliza isto pela tua vida de investidor, no meu caso 50 ou 60€ e tens uma valente fortuna paga ao Estado, sem motivo para isso.
Qual é então a solução? Fácil! Investir num ETF que invés de te dar os 1.000€ todos os anos, os investe automaticamente no ETF. Não só poupaste 28% em imposto como o poder do juro composto vai multiplicar este valor inúmeras vezes. Lembra-te, sempre que possível, accumulating.
O próximo ponto também é essencial uma vez que se o EFT for cotado nos EUA não está sequer acessível para nós. Infelizmente, as normas europeias exigem que os issuers forneçam uma série de informação, sem a qual os ETF não poderão ser transacionados em bolsa Europeias. Consequentemente, não são sequer solução para nós porque simplesmente não estão disponíveis.
Por último, há pessoas que consideram que seja bastante importante a moeda na qual o ETF está cotado devido ao currency risk (i.e., supõe que tens um activo em USD e gastas o teu dinheiro em EUR. O risco é que o USD desvalorize face ao EUR e que, consequentemente, percas poder de compra).
Pessoalmente, não é algo que me faça perder o sono, mas é uma questão a considerar.

O que acontecerá às minhas poupanças daqui a 20 anos se conseguir investir mais 50€/mês?
De acordo com esta calculadora, daqui a 20 anos terás mais 36.199,34€ ou 22.782,29€, consoante a tua perspectiva face à taxa de juro seja optimista ou pessimista, respectivamente.

Terás tido um proveito líquido de 19% com esta simples operação, excluído eventuais comissões de resgate e subscrição. Daí que o passo 1 seja importante.
De nada :)

Quero aprender mais sobre o tópico. O que me aconselhas?
Infelizmente, muito do conteúdo que existe está extremamente vocacionado para o mercado Norte-americano, em particular os EUA - surprise, surprise, han?
De qualquer modo, existem muitas (e boas!) lições que podemos adaptar à nossa realidade. Por isso, caso se sintam à vontade a ler inglês aconselho os seguintes livros:


Creio que para a maior parte deles poderão encontrar a versão em PT. No entanto, caso considerem que há interesse posso fazer um breve resumo de cada um deles e incluí-lo no âmbito do thread.
Para aqueles cujas versões de inglês forem suficientes, mas cujo valor dos livros faça diferença no orçamento familiar, mandem-me dm.

Tenho mais de 100.000€ disponível para investir, devo seguir o mesmo processo?
Não.
Nesse caso, por favor, abre uma garrafa de champanhe. Para além de estares entre os 20% mais ricos de Portugal e dinheiro não ser uma preocupação para ti, podes investir directamente com a Vanguard.
Para o fazeres, envia um e-mail para [[email protected]](mailto:[email protected]) com a indicação de que pretendes investir no index fund cujo ISIN é IE0002639668. Infelizmente, a partir daqui não te consigo ajudar mais, uma vez que ainda não estou neste patamar. Contudo, para questões particulares, estou sempre disponível por dm, se necessitares.
Caso pretendas consultar os restantes fundos disponíveis para investidores portugueses podes fazê-lo aqui.


Creio que já deu para entender que adoro este temas. Por isso, caso tenham alguma questão, estejam completamente à vontade para a colocar nos comentários ou enviar-me dm. Terei todo o gosto em ajudar cada um de vocês em tudo o que me for possível.
Como qualquer pessoa, sou humano e, como tal, não sei tudo. Ainda assim, se for esse o caso, estou disponível para ir aprender de modo a ser capaz de vos explicar e partilhar convosco.

Provavelmente editarei este tópico várias vezes à medida que me for lembrando de mais informação. Até lá, espero que vos seja útil!
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2019.12.12 12:21 Reportscheckbiz Global Chestnuts Industry Market-Latest Study, Growth Prospects And Forecast Till 2025

Chestnuts Market 2019, A recent report presented by Reports Check provides a unique guidance in helpful details regarding the development factors, used a top-down and bottom-up approach to keep it error-free and accurate.The researchers have used primary and secondary technique to collect data and its analysis.
Request for Sample Report @ : https://reportscheck.biz/report/28521/global-chestnuts-industry-market-research-report/
Global Chestnuts Market Reports provides results and potential opportunities and challenges to future Global Chestnuts industry growth. Global Chestnuts market research report offer five-year revenue forecasts through 2024 within key segments of the Global Chestnuts industry.
List of most important key players are:
Chengde Shenli Food Sigla Tarim Urunleri, Tekstil Ve Yag Ihracat-Ithalat San Jining Yufeng International Trade Jining Green Land Internatioanl Trading Gtfserra Gida San Tic Sckinportandexport Zunhua City Meikeduo Food Weifang Nachuan International Trading Global Solutions Trading and Exports Anhui Huahui Fruit & Vegetable Industry Onel Forest Products Agriculture and Agri-Food Canada Samrioglu Hazelnuts & Dried fruits Export Vitec Kota Enterprise Gml Global Trading Sdn Bhd Malaysia Eaglewings Import & Export Aydinoglu Kestat A.G.H Global Company Sdn Bhd
Most Important Types are:
European species Asiatic species American species
Most Important Applicaions are:
Food Animal fodder and litter Timber Wildlife Leather Others
The Global Chestnuts Market is poised to grow strong during the forecast period 2017 to 2027. Global Chestnuts market is the definitive study of the global Global Chestnuts industry. The report content incorporates innovation, industry drivers, geographic patterns, showcase estimates, makers, and crude material/gear providers.
Inquiry before buying of Chestnuts: https://reportscheck.biz/report/28521/global-chestnuts-industry-market-research-report/
This report centers around Chestnutss volume and incentive at worldwide level, provincial level and company level. From a worldwide point of view, this report speaks to by and large Chestnutss advertise size by breaking down verifiable information and future possibility. Locally, this report centers around a few key districts: North America, Europe, China and Japan.
First of all, the growth of the global Chestnutss market is caused by various driving factors such as strict government regulations. rise of eco-accommodating vehicles and the expanding fuel costs pull in potential clients. Second, because of the rising concerns in regards to ecological contamination, numerous legislatures over the world have executed a few guidelines and strategies to decrease vehicle outflow during the most recent couple of years. Global warming has also created a major threat to the environment and human life. Moreover, the emergence of eco-friendly vehicles has also been played a major role in the increasing sales of e-bike. China commands the Chestnuts advertise as far as income as of now. what's more, Western Europe and North America are starting to build their piece of the pie of Chestnutss.
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2019.09.22 11:35 Nrevolver Significato della sigla A.O. in una data

Sono in giro per Rimini e c'è una statua dedicata a Francisco Busignani, un caduto della guerra di Etiopia del 1936. Invece del tradizionale A.D. la data è preceduta dalla sigla A.O. ma non sono riuscito a trovargli un significato. Qualcuno ne sa più di me?
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2019.08.13 07:24 hshabilitacao Habilitação suspensa por excesso de pontos? Conheça a lei e o que fazer

HS habilitação suspensa ou cassada por excesso de pontos bafômetro multas 📷

Habilitação suspensa por Bafômetro Lei seca o que fazer?

HS habilitação suspensaHabilitação suspensa por Bafômetro Lei seca o que fazer?

CNH Habilitação suspensa por bafômetro (famosa lei seca) como posso fazer para recorrer?

vamos explicar um pouco sobre a Lei Seca, para que você possa entender melhor sobre o assunto

A Lei Seca apelido dado a lei do Código de Trânsito Brasileiro - Lei n. 9.503/97 diz em resumo que o condutor (motorista) que esteja na condução (dirigindo) de veículos automotores caso tenha ingerido bebida alcoólica ou entorpecente estará sujeito as penas imposta pela lei.

Conheça a Lei Seca 11.705, seus níveis de tolerância e a recusa do motorista a fazer o teste do bafômetro

A Lei 11.705, aprovada em 2008 é que definitivamente ganhou o título de Lei Seca, já que propôs reduzir drasticamente a tolerância no nível de álcool ingerido por quem dirige. Com a sanção da nova lei, o Código de Trânsito Brasileiro foi alterado e provocou grandes mudanças nos hábitos da população brasileira.
Tornou-se rotina diversas campanhas de conscientização e blitz de fiscalização.
Na prática, o mais comum é que os agentes de fiscalização usem o etilômetro (popularmente chamado de bafômetro e que normalmente causa a Habilitação suspensa por Bafômetro) para aferir a ingestão de álcool por parte dos condutores.
Após várias mudanças nos níveis de ingestão de álcool por parte do condutor, atualmente, o nível máximo é tolerância zero para qualquer concentração de álcool por litro de sangue (ou seja, se feito exame de sangue qualquer concentração de álcool já será suficiente para a autuação e consequentemente o condutor terá a habilitação suspensa por Bafômetro) e de 0,05 miligrama de álcool por litro de ar alveolar expirado (0,05 mg/l), descontado o erro admissível na tabela do Anexo I da Resolução 432/2013 do Contran que regulamenta a referida Lei Seca.
No caso de concentração igual ou superior a 6 decigramas de álcool por litro de sangue ou igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, ou sinais que indiquem, na forma disciplinada pelo Contran, alteração da capacidade psicomotora, pode o condutor responder a processo criminal, que prevê pena de seis meses a três anos.

Recusa ao teste do bafômetro e a multa aplicada.

Entre tantas polêmicas que envolvem a Lei Seca, o uso do bafômetro talvez seja a principal, em especial quando há recusa por parte do condutor em ser submetido a tal teste, pois, há o entendimento em considerar a multa e demais sanções aplicadas inconstitucional.
Segundo juristas, magistrados e operadores do direito em geral, o cidadão não é obrigado a produzir provas contra si mesmo, segundo a própria Constituição Federal garante.
Apesar de ser lícita a recusa em fazer o exame, segundo o artigo 165-A do CTB – Código de Trânsito Brasileiro, o motorista estará sujeito às mesmas sanções que sofreria se tivesse feito o exame com resultado positivo.
Mesmo no judiciário há decisões nos dois sentidos, ou seja, há o entendimento de que a recusa ao teste do etilômetro é conduta que deve ser reprimida sob, basicamente, por questão de consonância com a política de segurança no trânsito ou saúde pública, mas outros juízes entendem que o artigo 165-A do CTB está em desacordo com os princípios constitucionais da presunção de inocência e de não ser obrigado a produzir prova contra si mesmo.
Fato é que a penalidade aplicada simplesmente por recusa ao bafômetro, inclusive, é suscitada no âmbito do próprio Supremo Tribunal Federal em sede da Ação Direita de Inconstitucionalidade nº 4103. E, em que pese não ter havido julgamento final de tal ação até a presente data, a inconstitucionalidade do artigo foi expressa e veementemente defendida pela Procuradoria Geral da República no Parecer 9415 – PGR-RG, por ofender justamente o princípio constitucional da Não Autoincriminação.
Além do teste do bafômetro, também são consideradas provas o testemunho dos agentes policiais ou de outras pessoas que estiverem próximas e o exame clínico, geralmente realizado no Instituto Médio Legal (IML), tal como demais sinais que denunciam características do uso de álcool ou entorpecente que podem ser anotadas no auto de infração.

Valor da multa após teste do bafômetro

Quem dirige embriagado pode ser multado em R$ 2.934,70, valor que dobra se o motorista for flagrado novamente dentro de um ano. O valor era de R$ 1.915,40 quando a lei foi sancionada e foi atualizado em 2016 com o endurecimento das regras.
As autoridades policiais podem ainda recolher a habilitação e o veículo, conforme o caso.

A Suspensão do direito de dirigir e a pontuação aplicada a CNH

Além de prever uma multa de valor expressivo, o Código de Trânsito Brasileiro - CTB (Lei n. 9.503/97), ainda prevê uma penalidade de suspensão do direito de dirigir por 12 meses ou seja o motorista terá a sua habilitação suspensa por Bafômetro ou por uso de entorpecente.
O CTB ainda prevê que a autuação da lei seca é infração gravíssima, portanto, o condutor ainda terá 7 pontos inseridos no seu prontuário.
O processo de suspensão é regulamentado pela Resolução nº 723/2018 do CONTRAN. E dentro do período de suspensão o condutor ainda terá de participar de um curso de reciclagem para efetivamente voltar a ter a plena regularidade da CNH.

Recurso de multa e o processo de suspensão da CNH.

Na prática, o condutor autuado na blitz da lei seca, terá contra si dois processos administrativos, um de imposição de multa, e outro de suspensão do direito de dirigir.
Portanto, que fique claro, há sempre um procedimento para percorrer antes de qualquer imposição de penalidade ao condutor!
Toda multa é um ato do poder público e todo ato do poder público deve fielmente seguir a Lei sob pena de nulidade, neste caso, o Código de Trânsito Brasileiro - CTB (Lei n. 9.503/97), Resoluções do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), princípios constitucionais entre outros devem ser observados no rito do processo administrativo.
Portanto, toda infração, por mais leve que seja, deve passar por um processo ou procedimento administrativo para verificação de sua legalidade pela autoridade de trânsito. É o que dispõe o art. 281 do CTB. Ou seja, as infrações de trânsito geram uma ‘penalização’, é um ato do Estado que adentra na esfera particular do cidadão e gera danos, portanto, o processo serve para verificar se todas as etapas, prazos e regras foram cumpridas pelo Estado, já que, antes de se exigir o cumprimento por parte do cidadão, deve o Estado cumprir sua parte.
Assim, quando uma infração de trânsito é identificada, vale dizer, quando o condutor comete uma infração, ele é autuado, contra ele é lavrado o chamado auto de infração de trânsito, conhecido pela sigla 'AIT'! E para toda infração há um processo (ou procedimento) administrativo, ou seja, toda vez que é lavrado um auto de infração um processo administrativo é aberto, sempre.
Este processo administrativo segue regras e prazos legais específicos, e visa, de maneira geral, por parte da administração pública, a apreciação do fato, da legalidade, e ao final, ter a certeza sobre a imposição de uma penalidade ou mesmo optar pela anulação de todo o ato deflagrado desde a atuação, e por parte do administrado (condutor autuado ou proprietário do veículo), o direito ao contraditório, à defesa, de apresentar seus argumentos e provas, de pedir a anulação ou mesmo corrigir falhas no procedimento.
Autuado, o condutor receberá a notificação da autuação, onde será aberto prazo para a denominada defesa prévia, defesa preliminar ou defesa da autuação (o prazo vem descrito na carta de notificação). Aqui a defesa da autuação é dirigida ao próprio órgão de trânsito responsável pela expedição da autuação, por exemplo: Detran, Der, PRF, Dnit, etc, já o processo de suspensão da CNH é sempre aberto pelo Detran de onde a CNH está registrada.
Após, seja pelo não acatamento das razões de defesa ou mesmo pela inércia do condutor (não apresentou defesa), a autuação será convertida em multa (ou penalidade de suspensão do direito de dirigir), e mesmo assim o condutor receberá a carta de notificação da decisão, agora com prazo para recurso, que será dirigido a JARI (Junta Administrativa de Recursos de Infrações).
Esta fase é importante se atentar, pois, se o condutor perder o prazo deste recurso a JARI ele não mais poderá recorrer, assim, será encerrado o processo, operando-se a confirmação da multa ou outra penalidade imposta, como a suspensão.
E, caso o recurso à JARI ainda não seja favorável, novamente, o condutor ou proprietário do veículo receberá notificação de decisão, e poderá elaborar outro recurso, desta vez endereçado ao CETRAN (Conselho Estadual de Trânsito). Esta é a última fase ou instância administrativa do processo de trânsito, após decisão deste o processo administrativo é encerrado.
Portanto, e obviamente, o processo (ou procedimento) administrativo, desde seu nascedouro (à autuação e lavratura do auto de infração) até a fase final de apreciação e de decisão, e aplicação de possíveis sanções, demanda algum tempo, ainda que mínimo, ainda que o interessado (condutoproprietário) não apresente nenhuma defesa.
Como observado, o procedimento é composto por três fases e duas Instâncias, em atenção aos prazos, pode o condutor recorrer em até três oportunidades. Estamos falando de um processo que pode transcorrer de 1 (um) ano a 3 (três) anos ou mais.
O importante é saber que o cumprimento das penalidades impostas (multa e suspensão) somente podem ser exigidas de fato quando do encerramento do processo administrativo, pois, enquanto não apreciado todos os recursos cabíveis não se pode ter certeza se as penalidades subsistirão até decisão final, é o chamado efeito suspensivo.
Após, esgotado o processo administrativo, poderá o condutor se socorrer ao judiciário, inclusive pleiteando medida antecipatória para não perde o direito de dirigir.
De fato é importante que o recurso seja elaborado com cautela e apresente de forma técnica os erros cometidos pela administração pública, aliado a uma boa base jurídica, o que exige conhecimento da matéria específica atinente ao caso.
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2019.07.05 13:08 tugafcp CEO - Uma nova definição pelo JN

"Surpreende-me que a Mercadona seja a cadeia mais cara. São os custos de ajustamento" a um novo mercado, considera Armando Mateus, costumer experience officer (CEO) da TouchPoint Consulting.
Usar a sigla CEO para uma função deste tipo acho um pouco abusado. Agora quando se erra no nome da função é para rir mesmo!


Notícia:
Das quatro cadeias concorrentes analisadas, a Mercadona tinha os preços mais altos no dia 2 de julho.
No dia em que abriu portas, terça-feira, em Canidelo, a Mercadona era mais cara do que os concorrentes Pingo Doce, Jumbo, Continente Bom Dia e Lidl, cadeias com supermercados localizados na mesma freguesia de Vila Nova Gaia. Num cabaz de dez produtos de marca própria analisado pelo Dinheiro Vivo, comprar na cadeia espanhola obrigava a gastar mais 3,9 euros do que numa loja Pingo Doce, a mais em conta das retalhistas alimentares analisadas.
"Surpreende-me que a Mercadona seja a cadeia mais cara. São os custos de ajustamento" a um novo mercado, considera Armando Mateus, costumer experience officer (CEO) da TouchPoint Consulting. "Não se sabe se houve uma reação nas lojas nas redondezas, que há muito sabiam a data de abertura", baixando os preços, alerta porém o responsável da consultora de shopper marketing.
Desde março que o mercado sabia que seria no Canidelo a primeira das 10 lojas previstas para este ano, a abrir a 2 de julho. Tempo suficiente para preparar a chegada de um novo concorrente, ou pelo menos para planear ações de comunicação junto ao supermercado, com cadeias como o Pingo Doce, a Aldi ou o Lidl a fazer isso mesmo no dia da abertura
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2019.05.24 01:20 ricardoorganizacao Câncer de mama: dos primeiros sinais ao tratamento

que é Câncer de mama?
O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve na mama como consequência de alterações genéticas em algum conjunto de células da mama, que passam a se dividir descontroladamente. Ocorre o crescimento anormal das células mamárias, tanto do ducto mamário quanto dos glóbulos mamários. Esse é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres em todo o mundo, sendo 1,38 milhões de novos casos e 458 mil mortes pela doença por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). A proporção em homens e mulheres é de 1:100 - ou seja, para cada 100 mulheres com câncer de mama, um homem terá a doença. No Brasil, o Ministério da Saúde estima 52.680 casos novos em um ano, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de uma a cada 12 mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos de idade. Segundo o INCA, é que represente, em 2016, 28,1% do total dos cânceres da mulher.
Tipos
Existem diversos tipos e subtipos de câncer de mama. No geral, o diagnóstico leva em conta alguns critérios: se o tumor é ou não invasivo, seu tipohistológico, avaliação imunoistoquímica e seu estadio (extensão):
Tumor invasivo ou não
Um câncer de mama não invasivo, também chamado de câncer in situ, é aquele que está contido em algum ponto da mama, sem se espalhar para outros órgãos - a membrana que reveste o tumor não se rompe, e as células cancerosas ficam concentradas dentro daquele nódulo. Já o tipo invasivo acontece quando essa membrana se rompe e as células cancerosas invadem outros pontos do organismo. Todo câncer in situ tem potencial para se transformar em invasor.
Avaliação Imunoistoquímica
Também chamada de IQH, a avaliação imunoistoquímica para o câncer de mama avalia se aquele tumor tem os chamados receptores hormonais. Aproximadamente 65 a 70% dos cânceres de mama tem esses receptores, que são uma espécie de ancoradouro para um determinado hormônio. Existem três tipos de receptores hormonais: o de estrógeno, o de progesterona e o de HER-2. Esses receptores fazem com que o determinado hormônio seja atraído para o tumor, se ligando ao receptor e fazendo com que essa célula maligna se divida, agravando a doença.
A progesterona e o estrógeno são hormônios que circulam normalmente por nosso organismo, que podem se ligar aos receptores hormonais do câncer de mama, quando houver. Já o HER-2 (sigla para receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano) é um gene que pode ser encontrado em todas as células do corpo humano, que tem como função ajudar a célula nos processos de divisão celular. O gene HER-2 faz com que a célula produza uma proteína chamada proteína HER-2, que fica na superfície das células. De tempos em tempos, a proteína HER-2 envia sinais para o núcleo da célula, avisando que chegou o momento da divisão celular. Na mama, cada célula possui duas cópias do gene HER-2, que contribuem para o funcionamento normal destas células. Porém, em algumas pacientes ocorre o aparecimento de um grande número de genes HER-2 no interior das células da mama. Com o aumento do número de genes HER-2 no núcleo, ficará também aumentado o número de receptores HER-2 na superfície das células.
Tipo histológico do câncer de mama
O tipo histológico é como se fosse o nome e o sobrenome do câncer. Os tipos histológicos se dividem em vários subtipos, de acordo com fatores como a presença ou ausência de receptores hormonais e extensão do tumor. Os tipos mais básicos de câncer de mama são:
· Carcinoma ducta in situ: é o tipo mais comum de câncer de mama não invasivo. Ele afeta os ductos da mama, que são os canais que conduzem leite. Ele não invade outros tecidos nem se espalha pela corrente sanguínea, a membrana que reveste o tumor não se rompe, e as células cancerosas ficam concentradas dentro daquele nódulo mas pode ser multifocal, ou seja, pode haver vários focos dessa neoplasia na mesma mama. Caracteriza-se pela presença de um ou mais receptores hormonais na superfície das células.Todo câncer de mama in situ tem potencial para se transformar em invasor.
· Carcinoma ductal invasivo: ele também acomete os ductos da mama, e se caracteriza por um tumor que pode invadir os tecidos que os circundam. O câncer do tipo ductal invasivo representa de 65 a 85% dos cânceres de mama invasivos. Esse carcinoma pode crescer localmente ou se espalhar para outros órgãos por meio de veias e vasos linfáticos. Caracteriza-se pela presença de um ou mais receptores hormonais na superfície das células.
· Carcinoma lobular in situ: ele se origina nas células dos lobos mamários e não tem a capacidade de invasão dos tecidos adjacentes. Frequentemente é multifocal. O carcinoma lobular in situ representa de 2 a 6% dos casos de câncer de mama.
· Carcinoma lobular invasivo: ele também nasce dos lobos mamários e é o segundo tipo mais comum. O carcinoma lobular invasivo pode invadir outros tecidos e crescer localmente ou se espalhar. Geralmente apresenta receptores de estrógeno e progesterona na superfície das células, mas raramente a proteína HER-2.Tem maior de afetar as duas mamas.
· Carcinoma inflamatório: raramente apresenta receptores hormonais, podendo ser chamado de triplo negativo. Ele é a forma mais agressiva de câncer de mama – e também a mais rara. O carcinoma inflamatório se apresenta como uma inflamação na mama e frequentemente tem uma grande extensão. Ele também começa nas glândulas que produzem leite. As chances dele se espalhar por outras partes do corpo e produzir metástase é grande.
· Doença de Paget: é um tipo de câncer de mama que acomete a aréola ou mamilos, podendo afetar os dois ao mesmo tempo. Ele representa de 0,5 a 4,3% de todos os casos de carcinoma mamário, sendo portando uma forma mais rara. Ele é caracterizado por alterações na pele do mamilo, como crostas e inflamações – no entanto, também pode ser assintomático. Existem duas teorias para explicar a origem da doença de Paget da mama: as células tumorais podem crescer nos ductos mamários e progredir em direção à epiderme do mamilo, ou então as células tumorais se desenvolvem já na porção terminal dos ductos, na junção com a epiderme.
Estadiamento do câncer de mama
O câncer de mama é dividido em quatro estadios ou estágios, conforme a extensão da doença, que vão do 0 ao 4:
· Estadio 0: as células cancerosas ainda estão contidas nos ductos, por isso o problema é quase sempre curável
· Estadio 1: tumor com menos de 2 cm, sem acometimento das glândulas linfáticas da axila
· Estadio 3: nódulo com mais de 5 cm que pode alcançar estruturas vizinhas, como músculo e pele, assim como as glândulas linfáticas. Mas ainda não há indício de que o câncer se espalhou pelo corpo
· Estadio 4: tumores de qualquer tamanho com metástases e, geralmente, há comprometimento das glândulas linfáticas. No Brasil cerca de 60 a 70% dos casos são diagnosticado em estadio 3 ou 4.
Fatores de risco
Os principais fatores de risco para o câncer de mama são:
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Histórico familiar
Os critérios para identificar o risco genético para a doença são:
· Dois ou mais parentes de primeiro grau com câncer de mama
· Um parente de primeiro grau e dois ou mais parentes de segundo ou terceiro grau com a doença
· Dois parentes de primeiro grau com esse tipo de câncer, sendo que um teve a doença antes de 45 anos
· Um parente de primeiro grau com câncer de mama bilateral
· Um parente de primeiro grau com a doença e um ou mais parentes com câncer de ovário
· Um parente de segundo ou terceiro grau com câncer de mama e dois ou mais com câncer de ovário
· Três ou mais parentes de segundo ou terceiro grau com a doença
· E dois parentes de segundo ou terceiro grau com câncer de mama e um ou mais com câncer de ovário.
Idade
As mulheres entre 40 e 69 anos são as principais vítimas. Isso porque a exposição ao hormônio estrógeno está no auge com a chegada dessa idade. A partir dos 50 anos, particularmente, os riscos entram em uma curva ascendente.
Menstruação precoce
A relação com a menstruação está no fato de que é no início desse período que o corpo da mulher passa a produzir quantidades maiores do hormônio estrógeno. Esse hormônio em quantidades alteradas facilita a proliferação desordenada de células mamárias, resultando em um tumor. Quanto mais intensa e duradoura é a ação do hormônio nas células mamárias, maior é a probabilidade de um tumor. Se a primeira menstruação ocorre por volta dos 9 ou 10 anos de idade, é porque os ovários intensificaram a produção do hormônio cedo e, assim, o organismo ficará exposto ao estrógeno por mais tempo no decorrer da vida.
Menopausa tardia
A lógica nesse caso é a mesma do caso acima - enquanto a menstruação não cessa, os ovários continuam a produzir o estrógeno, deixando as glândulas mamárias mais expostas ao crescimento celular desordenado.
Reposição hormonal
Muitas mulheres procuram a reposição hormonal para diminuir os sintomas da menopausa. Mas essa reposição - principalmente de esteroides, como estrógeno e progesterona - pode aumentar as chances. Na menopausa, os tecidos ficam ainda mais sensíveis à ação do estrógeno, já que os níveis desse hormônio estão baixos devido à ausência de sua produção pelo ovário. Como alternativa à reposição hormonal, é indicada a prática de exercícios físicos e uma dieta balanceada.
Colesterol alto
O colesterol é a gordura que serve de matéria prima para a fabricação do estrógeno. Dessa forma, mulheres que altos níveis de colesterol tendem a produzir esse hormônio em maior quantidade, aumentando o risco de câncer de mama.
Obesidade
O excesso de peso é um fator de risco para o câncer de mama principalmente após a menopausa. Isso porque a partir dessa idade o tecido gorduroso passa a atuar como uma nova fábrica de hormônios. Sob a ação de enzimas, a gordura armazenada nas mamas, por exemplo, é convertida em estrógeno. O alerta é mais sério para aquelas que apresentam um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30. A redução de apenas 5% do peso já cortaria quase pela metade os riscos de desenvolver alguns dos principais tipos da doença. A constatação é de pesquisadores do Centro de Prevenção Fred Hutchinson (EUA), com base na avaliação de dados de 439 mulheres acima do peso entre 50 e 75 anos de idade.
Ausência de gravidez
Mulheres que nunca tiveram filhos têm mais chances devido a ausência de amamentação. Quando a mulher amamenta, ela estimula as glândulas mamárias e diminui a quantidade de hormônios, como o estrógeno, em sua corrente sanguínea.
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Lesões de risco
Já ter apresentado algum tipo de alteração na mama não relacionada ao câncer de mama também pode aumentar as chances do surgimento de tumores. Dessa forma, pequenos cistos ou calcificações encontrados na mama, ainda que benignos, devem ser acompanhados com atenção.
Tumor de mama anterior
Pacientes que já tiveram câncer de mama têm mais chances de apresentar outro tumor - nesse caso é chamado de câncer recidivo ou que sofreu uma recidiva.
Sintomas
Sintomas de Câncer de mama
Os sintomas do câncer de mama variam conforme o tamanho e estágio do tumor. A maioria dos tumores da mama, quando iniciais, não apresenta sintomas.
Caso o tumor já esteja perceptível ao toque do dedo, é sinal de que ele tem cerca de 1 cm³ - o que já é uma lesão muito grande. Por isso é importante fazer os exames preventivos (como a mamografia) na idade adequada, antes do aparecimento deste e de qualquer outro sintoma do câncer de mama.
Veja os outros sinais possíveis do câncer de mama:
· Vermelhidão na pele, inchaço ou calor
· Alterações no formato dos mamilos e das mamas, principalmente as alterações recentes, é possível até que uma mama fique diferente da outra
· Nódulos na axila
· Secreção escura saindo pelo mamilo
· Pele enrugada, como uma casca de laranja
· Em estágios avançados, a mama pode abrir uma ferida.
Diagnóstico e Exames
Diagnóstico de Câncer de mama
Além da mamografia, ressonância magnética, ecografia e outros exames de imagem que podem ser feitos para identificar uma alteração suspeita de câncer de mama, é necessário fazer uma biópsia do tecido coletado da mama. Nesse material da biópsia é que a equipe médica identifica se as células são tumorosas ou não. Caso seja feito o diagnóstico, os médicos irão fazer o estudo dos receptores hormonais para saber se aquele tumor expressa algum ou não, além de sua classificação histológica. O tratamento vai ser determinado pela presença ou ausência desses receptores na célula maligna, bem como o prognóstico do paciente.
Na consulta médica
Chegando ao consultório com a mamografia suspeita para câncer de mama, o médico fará perguntas sobre seu histórico familiar da doença, idade, data de início da menstruação, se você já está na menopausa e outras questões relacionadas a fatores de risco. Depois, fará a análise da mamografia e da biópsia a fim de encontrar o diagnóstico.
Caso você já tenha recebido o diagnóstico, é importante tirar todas as suas dúvidas com o médico e não deixar nada escapar. Confira algumas dicas para aproveitar ao máximo a consulta:
· Se não entender o médico, peça que repita com termos mais simples ou usando desenhos
· Leve um caderno para a consulta e anote os pontos mais importantes e para levar dúvidas anotadas para as consultas
· Caso queira informações adicionais sobre seu caso, peça a seu médico que indique livros, sites ou artigos
· Prefira levar um acompanhante para ajudar na assimilação de novas informações.
Segue uma lista de perguntas importantes para fazer na consulta:
· Onde está a doença nesse momento e qual a sua extensão?
· Meu câncer é receptor de hormônio positivo ou negativo?
· Meu câncer é HER-2 positivo ou negativo?
· Quais são as opções de tratamento e como elas funcionam?
· Quais são os efeitos colaterais mais e menos comuns do tratamento?
· Como esse tratamento me beneficiará?
· Posso evitar os desconfortos do tratamento? Como?
· Qual a previsão de duração do tratamento?
· Precisarei visitar o médico e realizar exames com que frequência durante o tratamento? Quais exames serão necessários?
· Precisarei ficar internada?
· Precisarei seguir dieta específica?
· Posso fazer a reconstrução mamária? Como ficará minha mama?
· Posso apresentar linfedema? Quais são as chances?
· Meu câncer voltará? Quais são as chances?
· Para quem devo ligar se tiver dúvidas e problemas relativos ao tratamento?
· Quando terminar, quais serão os próximos passos?
· Eu tenho outras doenças concomitantes que afetam a minha capacidade de tolerar tratamentos?
· Há alguma recomendação especial para esse momento?
Tratamento e Cuidados
Tratamento de Câncer de mama
Existem diversos tratamentos para o câncer de mama, que podem ser combinados ou não. Todo câncer deverá ser retirado com uma cirurgia, que pode retirar parte da mama ou ela toda – entretanto, em alguns casos pode ser que a cirurgia seja combinada com outros tratamentos.
O que vai determinar a escolha do tratamento é a presença ou ausência de receptores hormonais, o estadiamento do tumor, se já apresenta o diagnóstico com metástase ou não.
Outro fator determinante para o tratamento é a paciente e qual o seu estado de saúde e época da vida. Tratar o quadro em uma mulher de 45 anos, saudável, é completamente diferente de fazer o tratamento em uma mulher com 80 anos e doenças relacionadas – ainda que o tipo e extensão do câncer sejam exatamente iguais. Nesse caso, deve ser levado em conta o impacto dos tratamentos e se eles irão interferir na qualidade de vida da paciente. Os tratamentos são divididos entre terapia local e terapia sistêmica:
Terapia local de câncer de mama
O câncer de mama tratado localmente será submetido a uma cirurgia parcial ou total seguida de radioterapia:
· Cirurgia: é a modalidade de tratamento mais antiga. Quando o tumor se encontra em estágio inicial, a retirada é mais fácil e com menor comprometimento da mama
· Radioterapia: terapia que usa radiação ionizante no local do tumor. É muito utilizada para tumores que ainda não se espalharam e não metástases, para os quais não é necessária a retirada de grande parte da mama. A radioterapia também pode ser usada nos casos em que o câncer de mama não pode ser retirado completamente com a cirurgia, ou quando se quer diminuir o risco de o tumor voltar a crescer. Dura aproximadamente um mês.
Terapia sistêmica do câncer de mama
O tratamento sistêmico se faz com um conjunto que medicamentos que serão infundidos por via oral ou diretamente na corrente sanguínea. Em ambos os casos, o tratamento não é feito de forma local – ou seja, o medicamento irá circular por todo o organismo, inclusive onde o tumor se encontra. Há três modalidade de terapia sistêmica:
· Quimioterapia: tratamento que utiliza medicamentos orais ou intravenosos, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes. A quimio pode ser feita antes ou após a cirurgia, e o período de tratamento varia conforme o câncer de mama e a paciente
· Hormonioterapia: tem como objetivo impedir a ação dos hormônios que fazem as células cancerígenas crescerem. A hormonioterapia, portanto, só poderá ser utilizada em pacientes que apresentam pelo menos um receptor hormonal em seu tumor. Essa terapia no geral é feita via oral, e as drogas agem bloqueando ou suprimindo os efeitos do hormônio sobre o órgão afetado
· Imunoterapia: também conhecido como terapia anti HER-2, essa modalidade é constituída de drogas que bloqueiam alvos específicos de determinadas proteínas ou mecanismo de divisão celular presente apenas nas células tumorais ou presentes preferencialmente nas células tumorais. São medicamentos ministrados geralmente via oral. Quando o tumor expressa a proteína HER-2 em grande quantidade, por exemplo, são utilizadas drogas que irão destruir essas células especificamente. Existem outras proteínas ou processos celular que podem se acentuar no tumor e intensificar seu crescimento, e as drogas da terapia alvo irão agir nesses pontos específicos.
Caso o tumor tenha grande extensão, pode ser que o médico recomende uma terapia sistêmica inicialmente, para diminuir o tamanho do câncer de mama e assim fazer a cirurgia parcial. Se o câncer apresentar metástases, a terapia sistêmica também é indicada, já que as drogas agem no corpo inteiro, encontrando focos do tumor e eliminando. A escolha do tratamento tem que levar em conta a curabilidade da doença e a tolerância à toxicidade do tratamento (algumas mulheres não podem se expor a tratamentos muito severos durante um longo período). Pacientes que sofreram metástases deverão se submeter ao algum tratamento sistêmico para o resto da vida, além do acompanhamento clínico.
Complicações possíveis
Entre as complicações está a recidiva, que é a volta de um tumor já tratado. A recidiva do câncer de mama ocorre nos dois ou três primeiros anos após a retirada do tumor, por isso é necessário fazer um acompanhamento próximo nesse período, com mamografias regulares em intervalos de seis meses ou anualmente mais análise clínica do paciente. O tumor também pode invadir outros tecidos e se espalhar pela circulação sanguínea ou linfática, atingindo outros órgãos como fígado e ossos - causando as chamadas metástases. Se o câncer for metastático, o tratamento deve ser sistêmico e acompanhado também individualmente.
Além disso, há os efeitos colaterais das terapias. Após a cirurgia, é necessário acompanhamento com médico e fisioterapeuta para evitar o rompimento dos pontos e necrose de tecidos - também é importante manter a higienização do local para evitar infecções. A cirurgia também envolve a modificação e pode causar uma série de alterações psicológicas na paciente, além das físicas.
A hormonioterapia pode piorar os sintomas da menopausa, favorecer a osteoporose, aumentar o risco de trombose e coágulos nas pernas - entretanto, esses efeitos colaterais são raros e as pacientes no geral tem uma alta tolerância ao tratamento.
Durante a quimioterapia a mulher pode sofrer infecções bucais, queda de cabelo, diarreia, náuseas e baixa imunidade temporária. Algumas quimioterapias também pode afetar a saúde cardiovascular - por isso é importante o acompanhamento com cardiologista. O sistema reprodutor também pode ser afetado, por isso, se você estiver em idade reprodutiva e pretende ter filhos, discuta com seu médico e parceiro(a) a possibilidade de se fazer o congelamento de óvulos. A queda dos cabelos é efeito mais comum da quimioterapia e não é controlável - isso porque o tratamento irá matar tudo aquilo que está crescendo. Dessa forma, além da queda de cabelo, pode ser que você perceba as unhas mais fracas também.
A terapia anti HER-2 tem menos efeitos colaterais, mas pode induzir uma toxicidade no coração - por isso, muita atenção com o cardiologista se optar por esse tratamento. Os anticorpos monoclonais, ligando-se às células cancerígenas e destruindo-as especificamente, apresentam geralmente menor grau de toxicidade que os quimioterápios convencionais. Ainda sim, pode gerar efeitos como falta de ar, sensação de calor, queda da pressão arterial e rubor. Notifique imediatamente a equipe que te atende ao sinal desses sintomas. Normalmente, esses efeitos diminuem nas administrações posteriores. Já a radioterapia pode causar cansaço e queimaduras leves na pele que voltam ao normal com o fim da terapia.
Convivendo (prognóstico)
Câncer de mama tem cura?
A maior chance de cura é por meio do diagnóstico precoce. Um tumor diagnosticado no estadio 0 ou 1 chega a ter mais 90% de chance de cura. Já um câncer de mama no estadio 3 ou 4 tem de 30 a 40% de chance de cura total. Mas isso não é motivo para desistir ou achar que o seu caso não tem cura – com o tratamento adequado e força de vontade, todo o obstáculo é transpassado. Mesmo cânceres em estadios mais avançados podem responder bem ao tratamento, podendo ser operados e retirados completamente. Por isso é importante conversar com seu médico e sempre buscar novas formas de lidar com a doença.
Convivendo/ Prognóstico
O prognóstico do câncer de mama depende de todas as características do tumor e paciente, como também da disponibilidade das drogas adequadas. No Brasil ainda não está disponível a terapia anti HER2 para doença metastática, por exemplo. Além disso, 40% das mulheres com câncer no geral que precisam de radioterapia não recebem o tratamento porque não tem equipamentos suficientes no país para suprir a demanda. Esse tipo de complicação pode piorar o prognóstico de uma paciente, que fica dependente de uma fila de espera ou então precisa se inscrever em programas internacionais. Existem modelos matemáticos que ajudam a estimar o risco de recidiva nos próximos dez anos – mas seus resultados não são 100% corretos ou perfeitos. Existem métodos mais modernos que avaliam o tumor da paciente em sua composição genética, individualmente. Com base na avaliação dos genes do tumor da paciente faz-se um prognóstico individualizado e o benefício que qualquer tratamento vai trazer para a cura do câncer de mama. Entretanto, esses testes são mais sofisticados e não precisam ser enviados para fora do país para avaliação.
O tratamento também envolve uma serie de cuidados e práticas para minimizar os efeitos das terapias:
Como minimizar os efeitos adversos da quimioterapia?
· Náuseas e vômitos: consuma alimentos de fácil digestão e converse com seu oncologista sobre a necessidade da utilização de antieméticos.
· Planeje a alimentação: algumas pessoas sentem-se bem comendo antes da quimioterapia e outras, não – nesse caso, o hábito varia conforme a necessidade da paciente com câncer de mama. Entretanto, deve-se sempre aguardar pelo menos uma hora após a sessão para consumir qualquer alimento ou bebida.
· Coma devagar: consuma pequenas refeições, cinco ou seis vezes por dia, em vez de três grandes refeições, evitando ingerir líquidos enquanto come. Isso evite enjoos e vômitos.
· Prefira alimentos frescos e evite consumi-los muito quentes
· Evite alimentos e bebidas fortes, como café, peixe, cebola e alho. Eles também favorecem os vômitos.
Cuidados durante a radioterapia
O radioterapeuta e a equipe de enfermagem debem orientá-la sobre os cuidados específicos que deverão ser adotados durante o tratamento de radioterapia. Esses cuidados variam muito de acordo com a região a ser irradiada.
· Pele: lave a pele irradiada com sabão suave e água morna. Tente não coçar nem esfregar a área.
· Pomada: aplique pomadas ou cremes sobre a pele somende com aprovação médica.
· Prefira roupas folgadas e confortáveis e se possível cubra a região irradiada com roupas claras.
Mais do que viver, a paciente pode viver bem, cuidando de si própria com carinho e atenção. Para ajudar as pacientes nesse desafio, é cada vez mais comum a abordagem multidisciplinar para o câncer de mama, com apoio de dentistas, nutricionistas, fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos, preparadores físicos e etc.
Fisioterapia para câncer de mama
Ela promove a independência funcional da paciente, permitindo que realize as atividades que deseja sozinha e sem inconveniências. Proporciona alívio da dor e reduz a necessidade do uso de analgésicos. Geralmente o tratamento é indicado após a cirurgia.
Nutrição
O acompanhamento nutricional ajuda a prevenir a perda de peso e a desnutrição durante o tratamento. Além disso, ele ajuda a paciente com câncer de mama a seguir as restrições dietéticas corretas para evitar possíveis efeitos colaterais do tratamento.
Exercícios físicos e câncer de mama
Não importante a atividade - o que importa é praticar. A atividade física ajuda a "mandar" a fadiga embora, aumenta a energia, a disposição e a autoestima, além de proporcionar convívio social.
· Depois da cirurgia: converse com seu médico sobre o retorno às atividades físicas. Isso varia de acordo com o tempo de recuperação esperado para cada procedimento e estado paciente.
· Algumas pacientes podem apresentar queda de imunidade durante o tratamento, o que pode ocasionar infecções oportunistas. Por isso, não se recomendam atividades com a natação – já o contato com a água da piscina pode favorecer infecções.
· Caso a ideia seja frequentar uma academia de ginástica, opte pela atividade supervisionada por um profissional de educação física. Relate seu caso, para que ele indique a série de exercícios mais adequada.
Sexualidade e sensualidade
Durante o tratamento do câncer de mama, diversas situações como diminuição da libido, alterações hormonais e incômodos emocionais podem influenciar diretamente no seu comportamento sexual. É importante que entenda que esses transtornos são causados por situações físicas que você está enfrentando e não tem a ver o que você é em essência. Tente resgatar nesse período a sensualidade que há em você – mas tudo em seu tempo.
· Fale com seu parceiro ou parceira: converse sobre a diminuição da libido para que a pessoa não se sinta rejeitada e confusa com seu possível desinteresse sexual. A comunicação aberta poderá ajudar a buscar maneiras criativas de despertas a sua libido.
· Fale com seu oncologista: seu médico pode prescrever medicamentos para combater os efeitos colaterais do tratamento, motivos que levam ao desinteresse sexual.
· Fale com um psicólogo: o profissional pode ajudar identificando e tratando os obstáculos emocionais que colaboram com o desinteresse sexual.
Cuidados com a autoestima
A queda de cabelos e a mastectomia são os pontos que mais podem afetar a autoestima da paciente. Tente não se render a esses sentimentos e procure saídas para esses incômodos, que são pequenos perto da sua qualidade de vida e da luta que você está travando. Você pode guardar os fios naturais para aplicar em rabo de cavalo quando cabelos voltarem a crescer, ou então comprar perucas e usar lenços coloridos, refletindo sua personalidade. Busque outras atividades que façam você se sentir bem, como cursos de uma área que você se interesse. Tudo vale para reconquistar a autoconfiança ou então não deixar que ela se vá.
Administrando sentimentos
O câncer de mama pode gerar uma série de sentimentos, diversos altos e baixos. Isso tudo é normal – o ser humano é cheio de emoções e a doença pode maximizar esse aspecto. Entenda que alguns dias serão melhores que outras, mas não permita que o mais estar se instale. O importante é que você não se desespere em meio aos sentimentos que experimenta. Se você perceber algum sinal de depressão, como tristeza profunda, falta de sono e apetite, insegurança e desânimo, converse com seu oncologista sobre o assunto. Ele poderá recomendar uma visita ao psicólogo.
Impacto do câncer de mama na minha vida
· Casa: se você ainda não divide a tarefas com seu parceiro (a) e filhos, essa é a hora para determinar novas funções. Durante o tratamento pode ser que você se sinta indisposta, e todo o apoio é importante nesse sentido.
· Trabalho: se você se sentir disposta e com vontade de trabalhar, vá em frente - isso ajudará a manter o convívio social e atrelará compromissos a sai vida que não estão relacionados com o tumor. Porém, em alguns momentos, você poderá se sentir debilitada e pode ser que opte por deixar o trabalho.
· Vida financeira: seu orçamento pode ficar abalado caso você precise parar de trabalhar, mais as despesas do tratamento. Saiba que é possível requisitar auxílio-doença e não se envergonhe se precisar pedir ajuda a um parente ou amigo mais próximo. Rever os gastos durante esse período também é essencial.
Conversando com seus filhos
· A pessoa mais indicada para contar é você. Fale o mais rápido possível, para não criar um clima de omissão. Além disso, evite omitir a palavra câncer ou tratar o câncer de mama como um tabu. Isso somente criará medo em torno da doença
· Você não precisa contar detalhes da doença, mas esteja preparada para questionamentos
· Explique os efeitos colaterais da doença do tratamento, que é normal você ficar mais triste em alguns momentos, que é normal a queda de cabelos e outros efeitos. Isso evite choques.
· Seus filhos poderão apresentar mudanças de comportamento e desempenho na escola. É importante que o educador saiba lidar com isso e tenha liberdade de comentar com você se algo diferente ocorrer.
· Se sentir a necessidade, busque apoio de um psicólogo familiar.
Conversando com seu marido ou companheiro
O seu companheiro ou companheira é a pessoa que, assim como os filhos, estará mais próxima de você nesse momento. Conversem francamente sobre as demandas que surgirão e peça ajuda para enfrentar a doença.
Reconstrução de mama
Passível de ser realizada em quase todas as pacientes porém há dificuldade de acesso nas pacientes do SUS principalmente por fatores econômicos. Para quem não tem acesso, é recomendado o uso de prótese externa afim de equilibrar um pouco do peso sobre a coluna e principalmente para alívio estético e maior liberdade para vestimenta da paciente.
Prevenção
Prevenção
A prevenção do câncer de mama pode ser dividida em primária e secundária: a primeira envolve a adoção de hábitos saudáveis, e a segunda diz respeito a realização de exames de rastreamento, a fim de fazer o diagnóstico precoce:
Exercícios
Um estudo publicado no Journal of the National Cancer Institute apontou que adolescentes praticantes de exercícios físicos intensos diminuem as chances de sofrer de câncer de mama na fase adulta em até 23%. Nessa análise, a prática de atividade física deveria começar por volta dos 12 anos e durar por pelo menos dez anos para que a proteção contra a doença seja notada. Os exercícios são capazes de reduzir os níveis de estrógeno, hormônio relacionado ao risco de câncer. A prática de exercícios também diminui o estresse e ajuda no controle do peso, fatores que também influenciam no desenvolvimento do tumor. É importante na prevenção do câncer e na prevenção da recidiva.
Amamentação
Mulheres que amamentam os seus filhos por, pelo menos, seis meses, têm 5% menos chances de desenvolver a doença. Quando a mulher amamenta, ela estimula as glândulas mamárias e diminui a quantidade de hormônios, como o estrógeno, da sua corrente sanguínea.
Dieta balanceada
Manter uma dieta adequada ajuda no controle do peso, na prevenção de doenças crônicas e melhora a saúde como um todo. Além disso, um corpo saudável trabalha melhor, prevenindo o surgimento de tumores. Mulheres que consomem vegetais com frequência têm até 45% menos chances de desenvolver câncer de mama, de acordo com um estudo realizado pela Boston University. Alimentos como brócolis, mostarda, couve e hortaliças verdes são ricos em glucosinolatos, que são aminoácidos com um papel importante na prevenção e tratamento.
Estresse
Mulheres que vivem uma rotina muito agitada e estressante têm quase o dobro de chances de desenvolver câncer de mama, quando relacionada a outros fatores de risco. Técnicas de respiração, meditação e relaxamento, praticadas em Tai Chi e ioga, ajudam a controlar o estresse e a ansiedade.
Álcool
O consumo de apenas 14 gramas de álcool por dia pode aumentar as chances de câncer de mama em 30%. O mecanismo de ação pelo qual o consumo de álcool aumenta esse risco ainda permanece desconhecido, mas sabemos que ele influencia as vias de sinalização do estrógeno.
Controle do peso
Ao atingir a menopausa, mulheres com sobrepeso ou obesidade correm mais risco de desenvolver o tumor. E mais: o excesso de peso ainda aumenta as chances do câncer ser mais agressivo.
Faça a mamografia
A maioria das mulheres devem começar a fazer mamografias anualmente após os 50 anos, mas, para quem tem histórico familiar de câncer de mama, o exame deve começar 10 antes do caso mais precoce na família. Assim se um parente próximo teve esse tipo de câncer aos 40, é preciso começar a fazer mamografias anualmente a partir dos 30 anos. Fazer a mamografia anualmente em idade adequada pode reduzir a morte por câncer de mama em até 30%, segundo um estudo publicado na revista Radiology.
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Seus direitos
· Reabilitação profissional: o serviço da Previdência Social visa readaptar ou reeducar o profissional para o retorno ao trabalho, com o fornecimento de materiais necessários à reabilitação (tais como taxas de inscrição em serviços profissionalizantes e auxílios para transporte e alimentação). Todos os segurados da Previdência têm direito à reabilitação.
· Auxílio-doença: você terá direito ao benefício mensal desde que fique por mais de 15 dias com incapacidade para o trabalho atestada por perícia médica da Previdência Social e que tenha contribuído com o INSS por no mínimo 12 meses (embora haja exceções). Compareça pessoalmente ou por intermédio de procurador a uma agência da Previdência Social, preencha o requerimento, apresente a documentação exigida e agende a perícia. O auxílio-doença deixará de ser pago quando você recuperar a capacidade para o trabalho, ou caso o direito se reverta em aposentadoria por invalidez.
· Aposentadoria por invalidez: você terá direito ao benefício se for segurada da Previdência Social e a perícia constatar que está incapacitada permanentemente par ao trabalho. Via de regra, é preciso ter contribuído com o INSS por, no mínimo, 12 meses para obter o benefício. Compareça pessoalmente ou por procurador a uma agência da Previdência Social, preencha o requerimento, apresente a documentação exigida e agende a perícia. Você ainda pode requerer o auxílio-doença pela internet, no site da Previdência Social ou pelo telefone gratuito 135.
· Isenção de imposto de renda: você tem direito à isenção do imposto de renda sobre os valores recebido a título de aposentadoria, pensão ou reforma, inclusive as complementações recebidas de entidades privadas e pensões alimentícias, mesmo que a doença tenha sido adquirida após a concessão da aposentadoria, pensão ou reforma. Procure o órgão responsável pelo pagamento da aposentadoria, pensão ou reforma e solicite a isenção do imposto de renda que incide sobre esses rendimentos.
· IPTU: não existe uma legislação nacional que garanta a isenção do IPTU para pessoas com determinadas patologias, como o câncer de mama, mas, como se trata de um imposto municipal, algumas cidades já garantes a isenção. Informe-se na Secretaria de Finanças do seu município.
· Cirurgia de reconstrução mamária: você tem direito a realizar a cirurgia reparadora gratuitamente, tanto pelo SUS como pelo plano de saúde. Se estiver em tratamento no SUS, exija o agendamento da cirurgia no próprio local e, se não estiver, dirija-se a uma Unidade Básica de Saúde e solicite seu encaminhamento para uma unidade especializada em reconstrução mamária. Pelo Plano de Saúde, consulte um cirurgião credenciado.
Compartilhando a experiência
A solidão pode ser um sentimento que assola a paciente com câncer de mama. Mas lembre-se que você não está sozinha. Peça ajuda, compartilhe sua experiência, procure centros e locais que façam terapia em grupo. Dissemine seu conhecimento e sua luta contra o câncer de mama e ajude a quebrar o estigma que existe em torno da doença. Incentive as mulheres a fazer a mamografia, converse com suas amigas e colegas sobre a importância do exame. Relate sua experiência para entidades de apoio ao paciente ou crie um blog para dividir suas questões com os leitores.
Perguntas frequentes
Qual a porcentagem de cânceres de mama que acontecem por conta da mutação genética?
A população geral tem cerca de 10 a 12% de riscos de desenvolver a doença. De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, a presença da mutação entre os casos de câncer de mama gira em torno de 5 a 10%, sendo que 5% de todos os cânceres de mama são de mulheres com a mutação genética BRCA. Por isso, a maneira mais segura de tratar e prevenir é visitar o seu mastologista, quando indicado, e seguir suas orientações.
Uma pessoa que tem risco comprovado para câncer de mama pode fazer uma mastectomia preventiva?
Uma mulher com alto risco pode, sim, optar por fazer a mastectomia preventiva. A mastectomia preventiva mamária consiste na retirada da região interna da mama - ou seja, da glândula mamária juntamente com os ductos mamários - que são os locais onde pode acontecer a formação de um tumor. Com a retirada do interior da mama, os riscos de câncer reduzem em até 90%. As chances do câncer ainda existem porque 10% do tecido mamário é preservado para a nutrir a pele, auréola e mamilo. Na cirurgia sempre serão removidas as duas mamas, daí a denominação de dupla mastectomia preventiva.
Existem também tratamentos que usam os chamados anti-hormônios ou moduladores hormonais, que inibem a produção de estrógeno e impedem as células da mama de se multiplicarem. Esse tratamento, no entanto, é recomendado apenas para cânceres de mama hormonais - ou seja, que acontecem ou podem acontecer em decorrência de alterações hormonais - não sendo indicado para pessoas que tem o risco genético, por exemplo.
Para pacientes com risco genético, uma alternativa é redobrar a atenção e acompanhamento da mamas, partindo para exames de rastreamento, como ultrassom de mamas e mamografias, em intervalos de tempos mais curtos, a cada seis meses, por exemplo, dependendo do que o seu médico considerar mais seguro. O objetivo nesse caso é identificar o câncer numa fase muito precoce e iniciar o tratamento adequado a partir desse diagnóstico.
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2019.02.22 05:31 Paralelo30 ÉPOCA - O que é o PSL, o partido do presidente

por Bruno Góes
Quando a então jornalista Joice Hasselmann (PSL-SP) recebeu o aval do clã Bolsonaro para se candidatar ao Senado pelo partido do presidenciável, mergulhou com apetite na empreitada. Depois de filiada ao PSL, anunciou o astronauta Marcos Pontes como seu possível suplente e partiu para uma ostensiva campanha nas redes. Os planos de Hasselmann esbarraram no latifúndio do então deputado Major Olímpio, presidente do partido em São Paulo à época. Ele decidira que ocuparia a vaga de candidato a senador e escanteou a estreante na política. Ela buscou respaldo em Jair, como a hoje deputada federal costuma se referir ao presidente da República. Não encontrou e acabou se contentando com a disputa por uma vaga à Câmara dos Deputados e uma dobradinha com o governador paulista João Doria. Hasselmann buscou apoio partidário e encontrou solidão.
O deputado estadual Fernando Francischini dividiu com Jair Bolsonaro, por quatro anos, o desprestígio de ter o gabinete no anexo III da Câmara dos Deputados — onde não há sequer um banheiro privado para cada parlamentar. O desabono geográfico e a repulsa pela esquerda os uniram. Francischini trabalhou arduamente na campanha do presidente e foi um dos primeiros filiados ao PSL após a entrada de Bolsonaro. Recebeu a promessa de que emplacaria seu filho, Felipe, como candidato do partido à Câmara dos Deputados e que sairia candidato a uma vaga no Senado. A primeira parte do acordo foi cumprida. A segunda, não. Francischini foi afastado do núcleo duro do presidenciável pelo ex-ministro Gustavo Bebianno, então presidente do partido, e começou 2019 contentando-se com uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná. Fernando Francischini abraçou o projeto eleitoral da sigla e recebeu, em troca, ingratidão.
Enquanto a redemocratização permitiu o surgimento de partidos que representaram interesses de classes e corporações, o PSL que deu lastro à candidatura de Jair Bolsonaro nasceu de uma empreitada individual do empresário pernambucano Luciano Bivar nos anos 90, permanecendo irrelevante no Congresso Nacional por cerca de 20 anos, até decidir dar guarida ao ímpeto eleitoral do hoje presidente. Sua média de deputados por legislatura não passou de cinco até 2018, e sua fatia do Fundo Partidário somou pouco mais de R$ 9 milhões no ano passado. Hoje, com 54 deputados, tem a maior bancada da Câmara dos Deputados, ao lado do PT, e um caixa de R$ 110 milhões a serem irrigados à sigla somente neste ano.
No dia 22 novembro de 2017, Bivar recebeu representantes do Livres, um movimento de cunho liberal criado na esteira dos protestos de 2013, no hotel Golden Tulip em Brasília. O motivo da conversa era a incorporação do grupo ao partido e as possíveis candidaturas que resultariam dessa união. O vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (PHS), do Livres, foi direto ao ponto: havia rumores de que o PSL abrigaria Jair Bolsonaro. “Em determinado momento, perguntei se o Bolsonaro poderia ficar com o partido. O Bivar respondeu: ‘Bolsonaro? Bolsonaro é uma piada. A gente jamais o colocaria no partido’”, contou Azevedo. Foram quase três horas de reunião e muitas conjecturas sobre o futuro. Dois meses depois, Bivar fecharia um acordo com o advogado Gustavo Bebianno, hoje ex-ministro em desgraça nas hostes bolsonaristas. Na esteira da popularidade do presidenciável, anteviu a enxurrada de candidaturas vitoriosas que o partido teria e concedeu a Bebianno a presidência interina da sigla, permitindo que o aliado de Bolsonaro controlasse todos os diretórios do PSL, exceto o do Distrito Federal e de Pernambuco — este último sendo comandado por Bivar. Em contrapartida, Bivar conseguiu direcionar 20% do Fundo Eleitoral à campanha para seu estado. O Patriota, outro partido assediado pelo entorno de Bolsonaro, não havia enxergado vantagem em tamanha concessão e terminou escanteado.
Se o negócio, à época, foi vantajoso para Bivar e Bebianno, as pontas mal atadas começam a surgir — e causaram a primeira grande crise institucional da gestão Bolsonaro. Hoje, a campanha em Pernambuco é investigada pelo suposto uso de candidata laranja financiada por dinheiro público para beneficiar a campanha de Bivar. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, um grupo ligado ao deputado teria promovido a candidatura de Lourdes Paixão, que ganhou R$ 380 mil do Fundo Eleitoral e obteve apenas 274 votos. Ela declarou ter investido o valor na contratação de uma gráfica cujo endereço era o de uma oficina mecânica — prática corriqueira da velha política que o PSL, sob Bolsonaro, prometeu combater. O episódio culminou na ruidosa queda de Bebianno, que teria chancelado o pagamento — o que o ex-ministro nega.
A reação do PSL à derrocada do ex-homem forte de Bolsonaro foi o primeiro exemplo prático da desarticulação que norteou a chegada do presidente ao partido. O grupo de bolsonaristas mais alinhados ao Palácio do Planalto, e que coincidentemente são entusiastas do filósofo Olavo de Carvalho, como é o caso do príncipe-deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança, aplaudiu a demissão de Bebianno e guardou para si qualquer crítica à forma como o desenlace ocorreu, sob a batuta do filho Carlos Bolsonaro. Os aliados de Bebianno, grupo em que se enquadram nomes como Joice Hasselmann e o também deputado Julian Lemos (PSL-PB), têm dito a interlocutores que discordam da forma como a fritura do ex-ministro foi conduzida. Lemos, nome forte da campanha bolsonarista no Nordeste, afirmou a aliados que se surpreendeu com a atitude do presidente e que desconfia ter se enganado sobre sua índole ao ver a forma como agiu com Bebianno. Nesse núcleo, a animosidade em relação aos filhos de Bolsonaro é patente — sobretudo em relação a Carlos, a quem alguns parlamentares se referem, nos bastidores, como Tonho da Lua, em referência ao personagem da novela Mulheres de areia que aparenta ter problemas psiquiátricos. O apelido maldoso é justificado, na avaliação de alguns nomes do PSL, pela incapacidade de Carlos em manter um diálogo linear e por seus rompantes de raiva. Também nesse núcleo já começa a circular uma análise um tanto pessimista a menos de dois meses do início do governo: diante da desajeitada atuação de Bolsonaro no caso Bebianno, discute-se a hipótese de a instabilidade palaciana inviabilizar o futuro do atual governo.
O restante da fauna do PSL é heterogênea e não tem liderança clara ou norte político, exceto o apoio a Jair Bolsonaro. São youtubers, policiais, militares, influenciadores digitais, ex-ator pornô e representantes de setores que embarcaram desde o início na candidatura do ex-capitão, como é o caso do agronegócio. Como todo partido nanico, o PSL não tem origem orgânica, lastreada em ideias ou projetos para o país. Mas, por influência de Bolsonaro, predominam em sua composição valores e costumes alinhados aos do capitão. Há até espaço para uma “comunista”, como vem sendo chamada a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP), uma das autoras do processo de impeachment de Dilma Rousseff, por não poupar críticas aos últimos eventos protagonizados pelo governo Bolsonaro e seu entorno familiar, a exemplo do caso Queiroz e da própria demissão de Bebianno. “É inadequado que o presidente deixe essa situação se estender por tanto tempo. Decidiu demitir, demite, para gerar um pouco mais de estabilidade para o país”, disse Paschoal. Cotada como vice no período eleitoral, ela negou a empreitada por motivos pessoais e abraçou a candidatura estadual. Mas o fato é que, entre os campeões de voto do partido — amealhou 2 milhões —, só Paschoal foi lançada à presidência de uma Casa legislativa. O deputado federal Eduardo Bolsonaro, eleito com 1,8 milhão de votos, atuou apenas nos bastidores na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, apoiando Rodrigo Maia, e o Major Olímpio, que chegou ao Senado com mais de 9 milhões de votos, desistiu de sua candidatura sob o argumento de que o governo Jair Bolsonaro precisava garantir apoio da casa para governar.
Nos primeiros dias de fevereiro, logo após a posse dos deputados e senadores, não era raro encontrar, no fundo do plenário da Câmara, parlamentares do partido que não se conheciam e acabavam de ser apresentados uns aos outros. Conforme as sessões tiveram início, a bancada passou a se aglutinar nas primeiras fileiras da direita, onde poucos meses antes estavam lotados o MDB e partidos aliados de Michel Temer. Como a exposição nas redes sociais tornou-se prerrogativa no PSL de Bolsonaro, muitos de seus expoentes chegaram à conclusão de que, se ficassem mais à frente, em pé, próximos da tribuna, seriam mais facilmente captados pelas câmeras de TV. Portanto, não raro é possível vê-los eretos abaixo do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, com o olhar perdido, em busca de um flash. Outros comportamentos de pesselistas são menos sutis para atrair holofotes, como no caso do ex-ator pornô Alexandre Frota, eleito deputado federal por São Paulo e que, no ápice da crise com Bebianno, esmagou uma laranja ao final de um discurso na tribuna. “Laranja podre, no PSL, será esmagada”, disse.
As nuances internas do PSL extrapolam o perfil diverso dos integrantes da sigla e esbarram em questões concretas. Tramitam, hoje, no Supremo Tribunal Federal (STF), ações movidas pelo PSL em seus primórdios e que contrariam parte do que é defendido pelo presidente e seus aliados. Uma delas questiona uma lei federal de 1989 que prevê a prisão temporária, um dos trunfos da Operação Lava Jato. O partido alega “desatendimento da garantia do devido processo legal”. Em uma ação de 2016 que ainda não tem data para ser julgada, a sigla contesta trecho da lei sobre organização criminosa — que, por sua vez, serviu para enquadrar muitos investigados da Lava Jato. O partido critica a suposta “criminalização” da atividade política e argumenta que a lei quebra a presunção de inocência e o princípio da dignidade humana. “É preciso impor limites aos exageros perpetrados, institucionalizando a proibição de o membro do Ministério Público externar opinião sobre os procedimentos submetidos a sua apreciação que possa causar danos à intimidade, à vida privada, à honra, à imagem e à dignidade das pessoas”, afirma processo, em clara contradição ao entendimento do ministro da Justiça, Sergio Moro, sobre a questão.
Incongruências à parte, nada foi tão emblemático da falta de entrosamento do PSL e de sua fraca liderança na Câmara dos Deputados como a derrota na alteração da Lei de Acesso à Informação, sancionada pelo vice, Hamilton Mourão, enquanto Bolsonaro viajava para Davos, no Fórum Econômico Mundial, em janeiro. O maior partido da casa não conseguiu mobilizar uma base para manter a mudança na lei e foi derrotado pelos próprios aliados, como o DEM, que votou maciçamente contra o governo. Observadores do Salão Verde veem nessa derrota a digital da velha política: diante da fraqueza do partido presidencial, Maia quer demonstrar força para barganhar poder junto ao núcleo palaciano. Em seu primeiro intento, teve sucesso. Nas semanas que precederam a votação, pelo menos três deputados relatam o uso de métodos mais rasteiros pelo presidente da Câmara para mostrar poder: ele teria ligado para os líderes partidários sugerindo o esvaziamento da primeira reunião de lideranças convocada pelo líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO). Escolhido por Bolsonaro por sua lealdade durante a campanha, Vitor Hugo ocupa posição solitária — não é encarado por colegas de partido e de casa como elo político com o governo. “Se alguém quiser mandar recado para o governo, fala com quem?”, ironizou o deputado Fernando Bezerra Filho (DEM-PE), cujo pai, Fernando Bezerra, terminou a semana como líder do governo Bolsonaro no Senado. A Casa, agora presidida pelo senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), sob a tutela de Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil, é vista como problema menos grave para o governo do que a Câmara. Exonerado num episódio burlesco com Bolsonaro, Bebianno pode complicar o atual governo. Foto: Ricardo Moraes / Reuters Exonerado num episódio burlesco com Bolsonaro, Bebianno pode complicar o atual governo. Foto: Ricardo Moraes / Reuters
O tempo que não foi gasto pelos deputados bolsonaristas para articular uma base de apoio foi dispensado a picuinhas internas de forte impacto nas redes sociais e nenhuma serventia prática. A primeira grande crise do maior partido do Brasil ocorreu em janeiro, quando 12 parlamentares foram à China a convite de autoridades locais para, entre outras coisas, conhecer o sistema de reconhecimento facial da gigante de tecnologia Huawei. Olavo de Carvalho qualificou os deputados que lá estavam de “semianalfabetos”, alegando que eles poderiam “entregar” informações dos brasileiros a Pequim. Até hoje o núcleo mais ideológico da bancada do PSL isola a chamada “bancada da China”. A Eduardo Bolsonaro é atribuída a autoria da postagem de Olavo de Carvalho.
Alguns deputados do PSL veem o comportamento exaltado de membros do partido como atitude contraproducente no momento em que os esforços deveriam se voltar para a aprovação da reforma da Previdência. Outros acham que o segredo do sucesso está justamente na postura agressiva. Carla Zambelli (PSL-SP) ganhou notoriedade ao liderar o estridente movimento Nas Ruas e concorda que é preciso rebater cada questionamento, alto e bom som, pois “é isso o que os eleitores querem”. O Delegado Waldir (PSL-GO), líder do partido na Câmara, vai além e diz que as brigas “na frente de todo mundo” são “um novo modelo a que muita gente não está acostumada”. Ou então, em suas próprias palavras: “Nossos debates não são atrás das portas”. Já Felipe Francischini (PSL-PR), que ocupa o lugar do pai, Fernando Francischini, pensa diferente. Desde que foi eleito, trabalha nos bastidores para estabelecer algum diálogo com os partidos e com Rodrigo Maia.
Como a esmagadora maioria dos deputados do PSL inicia o primeiro mandato, em alguns momentos a inexperiência ganha tons de comédia, como ocorreu na primeira votação da atual legislatura, no início de fevereiro. O plenário votaria uma lei sobre o bloqueio de bens de organizações ligadas ao terrorismo. Havia aval de Sergio Moro. Mesmo assim, o caos perseverou. O Major Vitor Hugo foi pressionado pela bancada da própria sigla e teve de negociar uma alteração do texto no momento em que o tema já era discutido em plenário. Parte da bancada achava que parte do texto feria a soberania do Brasil e seria uma forma de “entreguismo à ONU”. A alteração foi feita contra a orientação do Executivo, e a proposta foi aprovada. Depois do episódio, o governo passou a despachar técnicos para explicar, na Câmara, as pautas que seriam votadas. Como a palavra “China” não sai do anedotário do partido, na primeira ocasião em que os parlamentares receberam os técnicos, Carla Zambelli fez uma pergunta singela e fora do contexto da reunião. Quando esteve na comitiva, um empresário chinês havia dito que ele possuía um porto no Brasil. Ela, então, perguntou se isso não feria a soberania do país. O técnico teve de explicar que tratava-se de uma concessão privada.
Outro expoente da ala estridente é o policial do Rio de Janeiro Daniel Silveira, que participou do episódio em que uma placa em homenagem à vereadora Marielle Franco foi quebrada. Ele tem alardeado um projeto de lei que, se aprovado, autorizaria a cessão compulsória de órgãos de criminosos mortos em confronto, sem autorização das famílias. “Bandido morto, órgãos cedidos” é a forma sutil de anunciar a proposta em seu Twitter. No dia 7 de fevereiro, Silveira desabafou no grupo de WhatsApp da bancada. Depois de o líder do governo, Vitor Hugo, ser atacado pelo colega Julian Lemos com a ordem “lidere ou saia do posto”, ele resolveu desferir uma saraivada de críticas: “Percebi que uma boa parcela está preocupada em apertar as mãos em acordos que visam seus umbigos egocêntricos (...). Percebi que o presidente está mais sozinho que parece”. As brigas são tantas que Luciano Bivar disse, em uma ocasião, que os insatisfeitos e interessados em sair do partido poderiam valer-se de uma carta por “justa causa”, sem perder o mandato por infidelidade partidária. Ele chegou até mesmo a mandar um modelo de carta no grupo de WhatsApp da bancada.
A pulverização do partido entre ideias heterodoxas e inexperiência política fez emergir rompantes de sensatez de onde menos se esperava. A deputada Joice Hasselmann, que apareceu com algemas na tribuna da Câmara para insinuar intolerância com a corrupção, foi uma das vozes equilibradas em meio às discussões sobre a saída de Bebianno. Enquanto o ex-ministro desferia ataques velados ao Palácio do Planalto, hospedado no hotel Golden Tulip, dias antes de ser exonerado, era Hasselmann, que começou sua empreitada política disputando espaço com Major Olímpio, quem tentava contemporizar. Em uma das investidas para conter a fúria de Bebianno, ficou até a madrugada conversando com ele e a mulher no hotel. O resultado foi um avanço político para os parâmetros ainda rudimentares do PSL: Bebianno caiu atirando somente para não terminar sua breve estada no governo com a pecha de mentiroso, mas desistiu de ir além e mostrar outros áudios que possui. E que talvez não sejam do agrado do governo. Trata-se de sangue-frio digno da velha escola Renan Calheiros.
Com reportagem de Renata Mariz e Cleide Carvalho
https://epoca.globo.com/o-que-o-psl-partido-do-presidente-23469274
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2019.01.14 17:45 kong-dao Conexión AT&T : Con quién es compartida nuestra información?

AT&T es una empresa multinacional de telecomunicaciones, generalmente rodeada de controversia. La empresa es allegada a los altos cargos públicos y con relaciones internacionales de toda índole, trabajó de cerca con el NSA en el proyecto de base de datos MAINWAY, estuvo también involucrada en caso de vigilancia masiva) publicados por Snowden, y también por Mark Klein. Entre muchos otros casos controversiales, la empresa siguió compartiendo la información de los usuarios desde 1987 hasta 2019 con terceras partes. Hace unos pocos días salieron a las luz nuevas noticias que informan que la empresa multinacional seguía veniendo la información de los usuarios, en este caso a "cazarecompensas". Qué información se vendía o compartía? Geolocalización momentanea con la que generaban ofertas de coberturas móviles, promociones sobre articulos en los que se ubicaba el dispositivo, y también brinda información a los gobiernos. Una forma de manipular la información para la venta de productos, en otras palabras marketing digital o también conocido como big data. Esto debería ser un tema a tener en cuenta después del escándalo destapado con Cambridge Analitica, y la forma en la que empresas privadas como Facebook, que tras vender "o dar" (según ellos) la información lograron poner a un presidente en Estados Unidos o lograr el apoyo para un Brexit.
Pero quien está detras de todo este manejo de hilos? Quien está a cargo de aprobar este uso de la información? Claramente los directores de las empresas siempre lo están, ya que sin su concentimiento poco se podría hacer. En el caso de AT&T el directoCEO es un curioso personaje extremadamente influyente a nivel internacional: Randall L. Stephenson
Curiosamente Randall pertenece al Consejo sobre Relaciones Exteriores o conocido por sus siglas en inglés CFR. Este consejo armado en Estados Unidos se especializa en relaciones exteriores y relaciones internacionales. La curiosidad de este "grupo" compuesto por más de 4 MIL MIEMBROS, entre los que forman parte: banqueros, políticos, la CIA, abogados, profesores y figuras mediáticas entre otros. Demasiados titulos en una sala. Lo interesante de esta larga lista son los nombres que la componen, y a los "otros" grupos a los que pertenecen, por ejemplo:
Y la lista sigue....
Como vimos el director de AT&T, que también pertenece al Consejo de Relaciones Exteriores, podría estar compartiendo los datos de millones de usuarios con estas compañías de forma ilegal, sin el consemiento de los usuarios y dando información sensible que pueden afectar en gran medida las decisiones diarias.
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2018.08.28 10:47 kong-dao El lobby de Internet

Tiempo de lectura: 15 min.

Internet, una red de hardware (y software) entrelazados para crear una gran "red social" que permite la comunicación entre diferentes regiones del mundo.
Internet funciona como el cuerpo humano, tiene diferentes partes para funcionar como una unidad. Estas partes son:
Partiendo de la base, la información digital debe ser almacenada en un disco rígido, osea, hardware. Este hardware no es único, sino que comparte otros componentes para el almacenamiento, como CPU, memoria ram, placa madre (motherboard), etc. cada uno de estos componentes forman lo que hoy conocemos como Pc.
Un ejemplo para clarificar la idea de software sería el OS (Operative System o Sistema Operativo) Los OS más conocidos al día de hoy pueden ser Windows o Linux, entre otros. El software funciona como una especie de 'interprete', es decir, interpreta lo que el usuario quiere hacer o decir (igual que el predictor de texto) para luego procesarlo y guardarlo en el hardware.
Pero para que Internet funcione no bastaba con hardware y software, sino que también se necesitaban cables para conectar estas PCs, y fue en 1988 que empresas como AT&T comenzaron con el tendido de cables de fibra óptica transatlántica, osea cables submarinos (ver mapa) Estas infraestructuras requieren de una gran, gran, gran inversión, que no es realizada por los Gobiernos o Estados, por lo tanto Internet no es público, sino que pertenece a las empresas privadas o ISP.
(Casualmente) Con la infraestructura ya montada, en 1989 el ingeniero Tim Berners-Lee desarrolló lo que hoy conocemos como 'World Wide Web', también conocido como Web, y representado con las siglas 'www' (las mismas que anteceden a cualquier página web) La 'Web' tal y como la conocemos funciona con URLs (Uniform Resource Locators) Las URLs son dominios web, osea, el nombre de la página. Cada una de estas URL o nombres se almacena en un Server (servidor) instalados en 'Datacenters' o 'Web hosting' o 'Cloud'. Las siglas cambian, pero al fin y al cabo estamos hablando de PCs, osea, hardware; la información no está en ninguna "nube", no se almacena en el aire, necesita de un lugar físico para ser escrito, cada vez más grande y que consume realmente enormes recursos eléctricos. Un libro no existiría sin un lugar físico donde plasmar las letras o palabras, con la información digital pasa lo mismo, debe ser 'escrita' de forma física. Esta información almacenada en servidores no tiene sentido que esté aislada sino ¿para qué necesitaríamos Internet? Internet es una interconexión hecha por sectores privadas o ISP. Muchas de estas empresas dan servicios de 'hosting' o 'cloud' a grandes compañías multinacionales y estatales, que al mismo tiempo dan conectividad a nivel nacional e internacional gracias al tendido de cables marinos y cableado local. El cableado local puede ser ADSL, UTP, Coaxial, o actualmente Fibra Óptica, para ello como dijimos se requiere una gran infraestructura que necesita de una gran cantidad de dinero que se va a invertir en el país donde se haga, se tendrán que cavar túneles, montar torres, compra de departamentos, campos o áreas donde instalar los nodos), etc. De esta inversión los beneficiados están en la cúpula política.
Al mismo tiempo, estas empresas pueden tener empresas sub-contratadas para reducir los costos. La lista de ISP con inversión en cables marinos es larga y compleja, sin embargo vale la pena mencionar algunos de los más conocidos a nivel mundial (para más detalles ver anexos):
Estas empresas multinacionales fueron fundadas en diferentes países y por diferentes "grupos inversores", sin embargo necesitan de acuerdos mutuos entre ellas para que la información fluya, y para que esto suceda, son necesarias otras empresas de menor envergadura que funcionen como ISP locales o regionales. En los últimos años, el monopolio submarino empezó a cambiar con empresas como Google , Facebook, Amazon, Microsoft sumándose a la carrera inversionista. Por un lado está el monopolio internacional, y por el otro, el monopolio regional de ISPs en manos de empresas como Vodafone, Orange, T-System, Claro, Xfinity, Hughesnet, etc. Estas empresas no poseen cables marinos sin embargo son las encargadas de montar las infraestructuras sobre tierra. De esta forma Internet se expande por mar y tierra para conectar la más grande "red social" del mundo.
Para que Internet funcione, los ISP son imprescindibles ¿por qué?
Las URL son lo que comúnmente se conocen como 'dominios web', éstos son nombres registrados de forma legal por cuestiones de derechos de autor, así cada persona o empresa tiene que registrar el nombre de su web. Las PCs entienden números, no con letras, y la información que viaja por los cables funciona por voltajes o pulsos de luz traducidos en 1 y 0, por lo tanto es necesario traducir ese texto en números, y para ello existe lo que se llama DNS (Domain Name System / Sistema de nombres de dominio) Estos DNS están asociados al llamado direccionamiento IP. El direccionamiento IP funciona de la misma forma que un correo: Supongamos que tenemos un amigo en "x" lugar y le queremos enviar una carta, para ello es necesario conocer el país, la provincia, el código postal, el domicilio y finalmente el nombre del destinatario. De esta forma serán necesarios los datos de origen y destino. Las IP funcionan deforma similar, la IP establece de qué país, de qué ciudad, y quien es el propietario y a qué otra IP se quiere conectar.
Dentro del mundo de las telecomunicaciones, existe lo que se llaman IP Públicas y son las únicas válidas para navegar por Internet. ¿Quién tiene o posee IPs Públicas? Las empresas privadas que dan las conexiones: los ISP. Actualmente las direcciones públicas de todo el mundo se están agotando (IPv4) y para solventar esta situación se creó lo que se llama IPv6, pero no entraremos en estos detalles.
Anteriormente dijimos que las PC funcionan con números, las IP son números, por ejemplo 123.456.789.000 que van asociados a lo que se llaman Mac Address. La Mac Address sería como el número de serie del hardware, único e irrepetible en todo el mundo. Entonces por medio de una IP se puede obtener quién es el propietario de esa mac-address, quien es la empresa que le está dando el servicio, dónde está ubicada geográficamente, etc. Todo, absolutamente todo lo que se conecta a Internet tiene mac-address: los teléfonos móviles, las tablet, las PCs, Televisores Smart, consolas de videojuegos, etc.
Cuando se contrata un servicio de Internet a un ISP o Proveedor de Servicios, es necesario firmar o aceptar las clausulas y condiciones de la empresa, para ello se van a solicitar datos como domicilio, nombres y apellidos entre otros. De esta forma los ISP funcionan como "base de datos" para los Estados o Gobiernos, conglomerando a los clientes que pagan por la conexión con el mundo, osea Internet. Pero no solamente tienen este tipo de información, también conocen las conexiones que se hacen desde la PC al servidor que almacena el URL o dominio web. Así, los ISP, tienen un registro de cada empresa y ciudadano por las conexiones que realiza, montando así un 'perfil' de cada usuario ¿¡Cómo!?
Supongamos que la Pc A se quiere conectar a www.google.com y después a www.facebook.com se vería de la siguiente forma:
Pc (mac-address + IP Privada) -----> ISP (IP Pública) -----> Servidor de Google donde se almacena la URL www.google.com (IP Pública)
Pc (misma mac-address + misma IP Privada) ------> ISP (IP Pública)------> Servidor de Facebook donde se almacena la URL www.facebook.com (IP Pública)
Esta conexión queda temporalmente almacenada en los router, switches, firewall y demás equipos del ISP, y por cada consulta a las diferentes web se va armando una tabla que se conoce como "Tabla de ruteo/ruting". Como dijimos, las mac-address son únicas e irrepetibles, por lo tanto cada persona que usa Internet tiene al menos 1 mac-address en su casa o bolsillo. Cuando se compra un hardware que tenga mac-address, queda registrado en la tienda donde se compró, quién lo compró, el valor que le costó, la ubicación donde se hizo la compra, y mucha más información. Todo esto se conoce como metadata son los datos de los datos. Esta información no es la única que se "da" cuando se establecen las conexiones a una web, también están los denominados cookies. Las Cookies son pequeños archivos que dejan las páginas web en la Pc del usuario, para que la información se cargue de forma instantánea y no le agarre un ataque de ansiedad (ironía). Pero tampoco entraremos en estos detalles.
Es bien conocido el lobby entre el sector privado y los gobiernos, la venta de base de datos, osea, la venta de información o metadata (Ya lo dijo el filósofo Francis Bacon: "La información es poder") No se trata de un método actual, sino que viene siendo utilizado desde tiempos anteriores a la era digital, sucedía con las empresas de telefonía cuando llamaban para ofrecer los productos o servicios (ver anexos), también sucedía con los CV cuando los sectores de Recursos Humanos pasaban la información a otras compañías, y muchos otros miles de casos más. Esta manipulación de la información se hizo siempre a espaldas de los usuarios, sin su consentimiento y no por eso va a cambiar, fue y seguirá siendo un negocio. En la era digital, la información ocupa mucho menos espacio que los papeles y por lo tanto es más fácil de almacenar, el historial completo de una persona desde su nacimiento hasta la actualidad, puede ocupar tan sólo unos cuantos Megabytes o siendo generoso Gigabytes que pueden entrar en un pendrive USB, en un disco rígido, server, cloud, etc. volvemos al principio del texto: hardware, uno que no es propio sino que pertenece a empresas privadas.
Los servidores, hoy llamados "cloud", tienen la información que subimos (como si el concepto fuera etéreo, como si nuestra información no estuviera siendo guardada en ningún lugar, como si fuera una nube en el cielo. La ingenuidad nos empuja al abismo de la ignorancia y se caemos en él, pocos tienen la voluntad para salir) ¿Cómo es que la empresas privadas obtienen nuestra información (en sus hardwares)? Facebook, Google, Yahoo, Hotmail, Dropbox, Whatsapp, Instagram, Youtube, Twitter, Linkedin, Paypal, etc. usan hardware, son servidores donde los usuarios "guardan" sus cosas y acceden de forma remota. Cada vez que utilizamos estos servicios, significa que aceptamos las políticas de "privacidad" de cada una de estas compañías. Por ejemplo, aquellas personas que utilizan el servicio de Whatsapp (aplicación propietaria de Facebook) acepta las políticas de privacidad en las que se autoriza a las compañías a vender nuestra información a otras compañías o gobiernos:
Podemos ceder con libertad todos nuestros derechos y obligaciones en virtud de estas Condiciones a nuestras afiliadas o en relación con la fusión, adquisición, reestructuración o venta de activos, o de pleno derecho u otro modo. Así mismo, podemos transferir tu información a cualquiera de nuestras afiliadas, a entidades sucesoras o a un nuevo propietario. En el caso de que se llevase a cabo dicha cesión, estas Condiciones seguirían rigiendo tu relación con el tercero que recibiese nuestros derechos y obligaciones. Esperamos que sigas usando WhatsApp. No obstante, si no aceptases esta cesión, deberías eliminar tu cuenta para dejar de usar nuestros Servicios.

Aceptar este tipo de políticas dan pie a situaciones como la conocida por el caso de Cambridge Analytica (ver anexos) en el que la información de los usuarios se vende/cede a Gobiernos o sectores privados con fines políticos, comerciales o de otra índole desconocida a las personas (o quizás no tanto) y que pueden ser utilizados para "conocer" a los individuos, que unidos forman sociedades, y las sociedades forman Estados o Naciones, manejadas por los políticos y las empresas privadas que les llenan los bolsillos. Los que conocen este tipo de funcionamiento, son los hoy denominados 'whistblowers' o informantes, que son censurados, condenados, asilados, y estigmatizados por el establishment que se ve afectado. Existen varios ejemplos de revolucionarios que quisieron hablar y fueron censurados:
​La lista sigue, es bastante extensa. Estas personas lograron acceder a los documentos necesarios para mostrar el 'lobby del establishment', le hicieron público y sufrieron las consecuencias, algunos tan letales como la muerte, otros se convirtieron en presos políticos, otros condenados a largos años de prisión...todo por informar a la sociedad. Con la ayuda de los medios de comunicación, las cuales también son una mezcla de sectores privados y públicos (donde también se hace lobby) lograron que las personas los olviden de estos defensores de la información.

Anexos:
Cables submarinos:
ISP por región
10 Facts About the Internet's Undersea Cables

Privacidad y datos:
Welcome to the Age of Privacy Nihilism
Here is all the data Facebook and Google have on you
Whatsapp Policy
Facebook Policy
Google Policy

Caso: Cambrige Analytica
https://www.theguardian.com/news/2018/ma26/the-cambridge-analytica-files-the-story-so-far
https://www.businessinsider.com/cambridge-analytica-trump-firm-facebook-data-50-million-users-2018-3/?IR=T
https://www.huffingtonpost.com/topic/cambridge-analytica
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2018.08.16 19:50 rainha_da_sucata Preciso de ajuda numa tradução - "tmvs/." em certificado de isenção militar

Estou traduzindo (serviço voluntário) um certificado de isenção militar em que no fim possui essa sigla "tmvs/.". Alguém sabe o que significa?
Para contexto, o documento diz "Certifico que fulano nascido a data/município/estado filho de siclano e de beltrana foi isento de Serviço Militar em data por motivo xyz (assinatura do isento) tmvs/."
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2017.12.07 16:36 Brian67000 BASTABUGIE - CHI E' ANDREA RICCARDI E PERCHE' E' DIVENTATO MINISTRO NEL GOVERNO MONTI?

CHI E' ANDREA RICCARDI E PERCHE' E' DIVENTATO MINISTRO NEL GOVERNO MONTI?
Ecco la biografia non autorizzata che nel 1998 svelò tutti i retroscena della Comunità di Sant'Egidio
Andrea Riccardi, il fondatore della Comunità di Sant'Egidio, è dal 16 novembre ministro. Non degli affari esteri, come lui stesso aveva sussurrato qua e là di desiderare, ma pur sempre della cooperazione internazionale, un incarico in rima con l'epiteto di "ONU di Trastevere" applicato ad arte alla sua comunità. [...] Di lui esistono ricche e radiose biografie. Ma ce n'è anche una non autorizzata, mai oggetto di alcuna smentita, la cui lettura è stata sempre proibita ai seguaci di Sant'Egidio. Propriamente, più che una biografia di Riccardi, è una storia della sua comunità, che però con lui fa tutt'uno. Quando uscì su "L'Espresso" era il 1998. Ma chi la rilegge oggi, scopre che anche ciò che allora veniva scritto al futuro si è puntualmente adempiuto:
SANT'EGIDIO STORY. IL GRANDE BLUFF (Da "L'Espresso" del 9 aprile 1998)
Hanno la loro cittadella a Roma Trastevere, in piazza Sant'Egidio, in un ex convento di monache carmelitane con la chiesa. Ma non tengono nessuna targa sul portoncino. Lì a fianco c'è una caffetteria snob, "Pane amore e fantasia", con l'insegna tipo pellicola da cinema e la foto di Gina Lollobrigida, ma non c'è scritto che è della comunità. Anche la loro messa del sabato sera è da qualche tempo clandestina. La dicono a porte chiuse dentro la vicina basilica di Santa Maria, che raggiungono attraverso un labirinto di locali e cortili interni. Perché ormai sia la basilica, sia quasi tutti gli edifici attigui sono loro dominio, compresi i due palazzi antichi sulla piazza grande. In uno c'è un mercatino di cose vecchie e curiose, "La soffitta". Anche di questo non c'è scritto che è della comunità. Sant'Egidio si vede e non si vede. Si sa che servono minestre calde ai barboni e aiutano i vecchi rimasti soli. Si sa che in Mozambico hanno messo d'accordo governo e guerriglieri e che nel Kosovo fanno la spola tra il despota serbo Slobodan Milosevic e gli albanesi maltrattati. La segretaria di Stato americana Madeleine Albright, quando all'inizio di marzo è passata da Roma, ha speso più tempo da loro che dal papa. E uscendo li ha beatificati: "Wonderful people", meravigliosi. Sono candidati al Nobel per la pace. Hanno un efficientissimo servizio di pubbliche relazioni e tutti ne dicono un gran bene.
TRA OPUS DEI E DALAI LAMA Ma per il resto sono come la leggendaria Opus Dei. Impenetrabili. Nemmeno in Vaticano sanno bene che cosa fanno quando sono tra loro. Neanche il papa lo sa, nonostante sia loro amico. Se sapesse che quelli di Sant'Egidio hanno praticamente abolito il sacramento della penitenza sostituendolo con i mea culpa pubblici nelle assemblee di gruppo, li redarguirebbe severo. Se conoscesse le loro stranezze in materia di matrimonio e procreazione, sobbalzerebbe sulla cattedra. Se sapesse che nelle loro messe l'omelia la tiene sempre Andrea Riccardi, il fondatore e capo, che prete non è e quindi non dovrebbe predicare (divieto assoluto ribadito di fresco da un'istruzione vaticana), li richiamerebbe subito all'obbedienza. Questioni interne di Chiesa? Sì e no. Perché quella che oggi è detta "l'Onu di Trastevere" non è un'organizzazione laica tipo "Médecins sans frontières", ma è nata come comunità cattolica integrale. E tuttora si presenta così: come cittadella di Dio in un mondo invaso dai barbari. È in forza di questa identità e della benedizione papale che Sant'Egidio si offre ´urbi et orbi´ come peacemaker sui fronti di guerra. Oltre che come ponte di dialogo tra le religioni. Sono stati quelli di Sant'Egidio a organizzare il meeting interreligioso del 1986 ad Assisi, con il papa in preghiera fianco a fianco col Dalai Lama, con metropoliti ortodossi, pastori protestanti, monaci buddisti, rabbini ebrei, muftì musulmani, guru e sciamani d'ogni credo. Da allora, Sant'Egidio replica il modello di Assisi ogni anno: l'ultima volta a Padova e Venezia, altre volte a Roma, Firenze, Milano, Bari, Varsavia, Bruxelles, Malta, Gerusalemme. Con un crescendo di coreografie spettacolari. Con cerimonie ritrasmesse in mondovisione. Con un roteare di ospiti insigni, chiamati dai cinque continenti, spesati, coccolati. Minimo mezzo milione di dollari per meeting, coperti da sovvenzioni governative e private. Con questi precedenti, Sant'Egidio non avrà rivali per il prossimo Giubileo. Sua sarà la regia dell'Assisi bis, questa volta di nuovo col papa, già annunciata dal Vaticano.
IN PRINCIPIO FU CL Eppure, nonostante queste credenziali e le sue suggestive liturgie, il profilo cattolico della comunità di Sant'Egidio resta sfuggente. I suoi percorsi tortuosi. La sua data di nascita ufficiale è il 7 febbraio 1968. Ma a quella data non succede proprio niente di nuovo. I futuri membri di Sant'Egidio fanno semplicemente parte di un raggio, di una cellula di Gs nel liceo Virgilio di Roma. Gs è la sigla di Gioventù Studentesca, l'organizzazione fondata da don Luigi Giussani che più tardi, passata la bufera del Sessantotto, prenderà il nome di Comunione e Liberazione. Riccardi vi si era avvicinato negli anni di ginnasio, a Rimini. Dopo di che, tornato a Roma, aveva legato con i ´giessini´ del Virgilio, del Dante, del Mamiani. Tra quei compagni di liceo c'è già il nocciolo duro di Sant'Egidio d'oggi. Ma con loro ci sono anche Rocco Buttiglione e la sua futura moglie Maria Pia Corbò, che rimarranno con don Giussani. Se il gruppone si disfà, tre, quattro anni dopo, è perché se ne va via il prete che l'aveva tenuto assieme, Luigi Iannaccone. È solo a quel punto, inizio 1972, che Riccardi e i suoi si mettono in proprio. Con astio nei confronti dei fratelli separati di Cl, che infatti spariranno per sempre, anche in memoria, dalle storie autorizzate di Sant'Egidio.
MONACI DEL NUOVO MILLENNIO Manca ancora una sede. E per un poco Riccardi e compagni, tutti di famiglia bene, meditano di traslocare in baracche di periferia. Ma poi per i poveri scelgono solo di lavorare, senza conviverci. Nel settembre del 1973 fissano finalmente il loro quartier generale a Sant'Egidio, a Roma Trastevere. Sparite le ultime monache, l'edificio era rimasto vuoto. È di proprietà del ministero degli Interni, che lo cede a loro in cambio d'un affitto di poche lire. Chiavi in mano compreso il restauro, eseguito prontamente a spese del ministero. Segue la fase monastica. Con una spruzzata d'orientalismo. In vacanza, quelli di Sant'Egidio vanno in Belgio, a Chevetogne, un monastero che celebra raffinate liturgie bizantine, e se ne innamorano. Di ritorno a Roma, arricchiscono le loro liturgie con tocchi orientali e alla loro vita comune danno un'impronta monastica. Anche per via della giovane età, nessuno di loro è sposato. E allora s'immaginano "celibi per il Regno dei cieli" e "monaci nel deserto della città". Danno ai loro capi i nomi di priore e priora, con i rispettivi vice. Abitano in piccoli gruppi divisi per sesso. Vestono tutti in modo austero, riconoscibile: gonne ampie e lunghe, maglioni abbondanti e colori castigati le donne; giaccone blu scuro i maschi; borsa di pelle a tracolla per tutti, modello Tolfa. Le giornate sono all'insegna dell'"ora et labora", dove il "labora" sono il pasto ai poveri, le pulizie ai vecchi, il doposcuola ai monelli di periferia.
LA SCOPERTA DEL SESSO Ma anche la fase monastica si spegne presto. Nell'estate del 1978, in un ritiro collettivo nelle Marche, nell'eremo di Macereto, un po' tutti svuotano il sacco. E confessano di condurre tra loro una vita sessuale sin troppo movimentata. Da lì in poi cade il silenzio sul "nuovo monachesimo" e prendono il via i primi matrimoni. Resta l'obbedienza assoluta a quello che era di fatto l'abate indiscusso, Riccardi. Il quale, intanto, s'è laureato in legge, ma si è subito dopo tuffato, da autodidatta, negli studi di storia, in particolare di storia della Chiesa, fino ad aggiudicarsi rapidamente una cattedra in università. Come per incanto, si danno agli studi di storia anche gli altri membri importanti della comunità, maschi. Ma quello che li distingue è che la storia non vogliono solo studiarla, ma farla. Specie la storia presente della Chiesa. Il 1978 è l'anno dei tre papi: muore Paolo VI e dopo l'interregno di papa Albino Luciani sale al trono Giovanni Paolo II. Nei due preconclavi, specie nel secondo, Sant'Egidio è tutto un via vai di cardinali d'ogni continente, di conciliaboli, di manovre elettorali. La comunità fa campagna per il cardinale vicario di Roma, Ugo Poletti. Ma il conclave li delude. A vincere è il polacco Karol Wojtyla, per loro uno sconosciuto. Bastano poche settimane per ribaltare la sconfitta. Quelli di Sant'Egidio studiano a puntino la mappa della prima uscita del nuovo papa, alla parrocchia romana della Garbatella. Sul tragitto c'è una scuola materna, con un'aula che dà proprio sulla strada. Per una settimana occupano quell'aula e insegnano ai bambini canti in polacco. Li tengono lì dentro a cantare anche la domenica, col papa che arriva. Finché il papa passa, sente, si ferma, entra, vuol sapere. L'idillio tra Giovanni Paolo II e Sant'Egidio sboccia così. L'innamoramento è l'estate dopo a Castelgandolfo, una sera di luglio, in giardino, con le lucciole. Cantano e ballano con lui. Fanno ´serpentone´ tra le aiuole. Non si lasceranno più.
ALLA CONQUISTA DELLA CHIESA Gli anni Ottanta sono la fase della conquista della Chiesa, posizione dopo posizione, fino ai più alti gradi. Il riconoscimento canonico Sant'Egidio l'ottiene nel 1986. Ma più importanti sono i legami diretti stabiliti con alcuni personaggi chiave del Vaticano. Tre di questi sono tuttora i più grossi sostenitori della comunità. Uno è il segretario personale di Giovanni Paolo II, Stanislaw Dziwisz, onnipotente factotum. Un altro è il cardinale Roger Etchegaray, ambasciatore volante del papa sui fronti caldi del globo. Il terzo è il cardinale Achille Silvestrini, curiale di prima grandezza. Anche le parentele pesano. Una nipote di Silvestrini, Angela, è dentro la comunità. Mentre altri due membri di spicco di Sant'Egidio, don Matteo Zuppi e Francesco Dante, sono a loro volta nipoti di due porporati defunti: rispettivamente dei cardinali Carlo Confalonieri ed Enrico Dante. Quanto a Riccardi, il suo albero di famiglia è ancor più dotato: ha come zio non un cardinale ma un beato "che fu maestro del futuro cardinale Ildefonso Schuster", un monaco di San Paolo fuori le Mura di nome Placido, elevato agli altari nel 1954. Ed è già lui stesso un santo in terra, per i suoi fan.
MARTINI FOLGORATO Altro cardinale protettore di Sant'Egidio è Carlo Maria Martini, gesuita e arcivescovo di Milano. Martini lo dicono addirittura loro membro onorario, perché nel 1975, quando era a Roma come rettore del Pontificio istituto biblico, li incontrò, ne restò folgorato e per quattro anni fece la sua parte nella comunità: accudiva a un vecchietto di Trastevere e andava a dir messa in un locale della borgata Alessandrina. Ad accompagnare Martini passo passo era stata incaricata una giovane della comunità, Gina Schilirò. Un'altra, Maura De Bernart, aveva a sua volta conquistato alla causa pochi anni prima un sacerdote, Vincenzo Paglia, che oggi è assistente ecclesiastico ufficiale di Sant'Egidio e aspirante vescovo. Sfortunatamente, sia Schilirò che De Bernart hanno poi avuto storie tormentate. La prima è uscita dalla comunità e poi rientrata con la cenere sul capo. La seconda, che all'inizio era leader di spicco, finì presto retrocessa con l'etichetta di donna traviata. "La nostra Maria Maddalena", la definivano i suoi censori.
IN GUERRA PER LA PACE C'è forte contrasto, in Sant'Egidio, tra il proscenio e il retroscena, tra le attività ´ad extra´ e la comunità ´ad intra´. Prendiamo le iniziative di pace, quelle degli anni Novanta, la fase geopolitica della storia della comunità. Sulla ribalta del mondo, Sant'Egidio si batte indiscutibilmente per la pace e la democrazia. Se una critica le viene fatta, è che sceglie i suoi teatri con fin troppa cura di sé. Sì in Burundi, in Algeria, in Sudan, anche a costo di contrariare le Chiese del luogo. No a Timor Est e nel Chiapas. Questione di concorrenza. Il Nobel per la pace assegnato nel 1996 al vescovo di Timor, Carlos Filipe Ximenes Belo, è stato per Sant'Egidio una doccia gelata. Quanto al Chiapas, tra i candidati rivali al Nobel c'è anche lì un vescovo star, quello di San Cristóbal de las Casas, Samuel Ruiz García. Ma la democrazia vale per quelli di fuori. Dentro la comunità non ce n'è ombra. "Perché anche la Chiesa dev'essere così, non democratica", teorizza con i suoi discepoli Riccardi. La gerarchia interna è rigidissima e in trent'anni di vita della comunità lui solo è sempre stato al comando. Ma rigide sono anche le divisioni per sesso: ai maschi la diplomazia, la geopolitica, il pulpito, la cattedra, l'altare; alle femmine il sociale, le mense, gli anziani, i bambini. E così le divisioni per generazione e per classe. La struttura della comunità di Sant'Egidio ha al culmine il gruppo dei fondatori, oggi tra i 40 e i 50 anni. Sono 120 circa, ma è come se fossero i dodici apostoli: un ´unicum´ cui nessuno può aggiungersi. Poi, in subordine, viene la seconda generazione. Che è a sua volta divisa in due rami: da una parte la Pentecoste, i borghesi, quelli che hanno fatto gli studi; dall'altra la Resurrezione, il popolino, quelli di borgata. Il reclutamento dei giovanissimi è anch'esso separato: per la Pentecoste nei licei, per la Resurrezione nelle scuole professionali di periferia.
LE SACRE GERARCHIE La messa del sabato sera, quella del top della comunità, è da sempre una fotografia perfetta delle gerarchie interne. Sull'altare c´è il gruppo dei fondatori, da una parte le donne, dall'altra i maschi, ciascuno al suo posto prefissato. Nella navata ci sono una rappresentanza scelta della Pentecoste più qualche elemento della Resurrezione e gli ospiti di riguardo. Riccardi è alla regia: non solo tiene la predica, ma comanda anche le luci da una piccola consolle. E chi nella comunità cade in disgrazia perde sia il suo ruolo nella messa che il suo posto in chiesa: Claudio Cottatellucci, uno dei capi della prima ora, che per anni aveva avuto l'onore di leggere dall'ambone l'Antico Testamento, si ritrovò di punto in bianco cacciato giù nella navata. La processione d'uscita al termine della messa è anch'essa un rito gerarchico. Tornati i preti in sacrestia, il primo ad alzarsi è Riccardi, seguito in fila indiana dagli altri maschi dell'altare, in ordine d'autorità. Poi ecco Cristina Marazzi, la numero uno delle donne, con le altre dietro in fila. Infine il rompete le righe per quelli della navata.
QUINTA COLONNA AL "CORRIERE DELLA SERA" Il terremoto più grosso, al vertice di Sant'Egidio, risale a sei anni fa. Riccardi annunciò che avrebbe lasciato a un altro la presidenza per dedicarsi con più libertà alla cura spirituale della comunità. Ma quando si arrivò al voto nel comitato centrale, la sua indicazione non cadde su Andrea Bartoli, che da sempre era stato il numero due e in gioventù era stato di Riccardi l'amico intimo, ma su Alessandro Zuccari. Di norma l'indicazione di Riccardi è legge. Non si discute, si esegue. Ma quella volta accadde l'inaudito: l'unanimità fu infranta. Zuccari fu eletto, ma anche Bartoli ebbe dei voti. E i suoi sostenitori uscirono allo scoperto: Agostino Giovagnoli, l'intellettuale fine del gruppo, quello a cui spettava tenere le omelie ogni volta che Riccardi era assente; sua moglie Milena, numero due delle donne; Paola Piscitelli, futura compagna dello stesso Bartoli; Roberto Zuccolini, giornalista al "Corriere della Sera", il primo quotidiano italiano. Questa fronda non chiedeva maggior democrazia dentro la comunità: perché quanto a dispotismo, Bartoli aveva fama di terribile maestro dei novizi. Il dissenso era di strategia. Bartoli e i suoi contestavano un chiodo fisso di Riccardi: l'idea che la comunità di Sant'Egidio dovesse restare marcatamente papalina e romana, anche nelle sue filiali estere d'Europa, d'Africa, d'Asia e d'America. Volevano più autonomia per le periferie della comunità. Mentre Riccardi era ed è un accentratore estremo.
LA GUERRA DEI DUE ANDREA La guerra tra i due Andrea durò per tutto il 1992, con i fautori di Riccardi che tenevano i loro conciliaboli al Caffè Settimiano, a Trastevere. E alla fine il gruppo antipartito fu sgominato. Bartoli fu spedito in esilio a New York, dove è tuttora. Suo fratello, Marco, fu cacciato dalla filiale di Napoli, di cui era il primo responsabile. Altre filiali a Genova e in Germania, che erano pro Bartoli, furono commissariate. A Giovagnoli furono tolti il pulpito e la cura delle relazioni con l'Asia. Zuccolini invece lo recuperarono: al "Corriere della Sera" era troppo prezioso e il partito di Riccardi ci teneva ad averlo dalla sua. Salirono così di grado, assieme a Zuccari, solo i fedelissimi del fondatore. Sono gli stessi che oggi compongono il gruppo dirigente, ciascuno con le sue mansioni: Marco Impagliazzo, Mario Giro e don Vittorio Ianari si occupano di Islam e mondo arabo, dall'Algeria al Sudan; Roberto Morozzo Della Rocca e don Paglia dei Balcani; don Marco Gnavi e Adriano Roccucci dell'Oriente ortodosso, dalla Serbia alla Russia; don Zuppi dell'Africa; Valeria Martano, moglie di Zuccolini, di Istanbul e dell'Asia; don Ambrogio Spreafico, che è anche diventato rettore della Pontificia Università Urbaniana, degli ebrei; Alberto Quattrucci e Claudio Betti degli annuali meeting interreligiosi sul modello del papa ad Assisi; Gianni La Bella di sponsor e sovvenzioni; Cristina Marazzi, intramontabile numero uno delle donne, di assistenza; Mario Marazziti, suo marito, di pubbliche relazioni. E i preti? Sant'Egidio ne ha oggi una dozzina. Tolti Paglia e Spreafico, venuti da fuori, gli altri sono cresciuti tutti in casa, senza passare per i seminari diocesani. A decidere chi deve diventare prete è la comunità, ossia Riccardi. E a consacrarli basta un vescovo amico, nell'attesa che vescovo lo diventi uno di loro. Paglia è il candidato. Fermo al palo da anni. Se in Vaticano esitano a dare il via libera alla sua ordinazione è perché c'è finora un solo, troppo discusso precedente di comunità con un suo vescovo speciale: l'Opus Dei. Il timore è che Sant'Egidio diventi un'altra Chiesa nella Chiesa. Ma la spunteranno. Quelli di Sant'Egidio sono pochi di numero. Faticano a reclutare nuovi seguaci e subiscono molti abbandoni. Ma si definiscono "la formica capace di imprese grandi con piccoli mezzi". Sono una lobby potente. Condizioneranno il conclave che eleggerà il prossimo papa. Nessun magnate di Chiesa li vuole avere nemici. Riccardi lo dice spesso ai suoi: "Dobbiamo apparire più di quello che siamo. È il nostro miracolo. Il grande bluff".
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2017.11.23 11:16 Brian67000 E' facile infangare l'operato di una persona con un articolo. Questo ne è l'esempio! articolo fasullo!

Andrea Riccardi, il fondatore della Comunità di Sant'Egidio, è dal 16 novembre ministro. Non degli affari esteri, come lui stesso aveva sussurrato qua e là di desiderare, ma pur sempre della cooperazione internazionale, un incarico in rima con l'epiteto di "ONU di Trastevere" applicato ad arte alla sua comunità. [...] Di lui esistono ricche e radiose biografie. Ma ce n'è anche una non autorizzata, mai oggetto di alcuna smentita, la cui lettura è stata sempre proibita ai seguaci di Sant'Egidio. Propriamente, più che una biografia di Riccardi, è una storia della sua comunità, che però con lui fa tutt'uno. Quando uscì su "L'Espresso" era il 1998. Ma chi la rilegge oggi, scopre che anche ciò che allora veniva scritto al futuro si è puntualmente adempiuto:
SANT'EGIDIO STORY. IL GRANDE BLUFF (Da "L'Espresso" del 9 aprile 1998)
Hanno la loro cittadella a Roma Trastevere, in piazza Sant'Egidio, in un ex convento di monache carmelitane con la chiesa. Ma non tengono nessuna targa sul portoncino. Lì a fianco c'è una caffetteria snob, "Pane amore e fantasia", con l'insegna tipo pellicola da cinema e la foto di Gina Lollobrigida, ma non c'è scritto che è della comunità. Anche la loro messa del sabato sera è da qualche tempo clandestina. La dicono a porte chiuse dentro la vicina basilica di Santa Maria, che raggiungono attraverso un labirinto di locali e cortili interni. Perché ormai sia la basilica, sia quasi tutti gli edifici attigui sono loro dominio, compresi i due palazzi antichi sulla piazza grande. In uno c'è un mercatino di cose vecchie e curiose, "La soffitta". Anche di questo non c'è scritto che è della comunità. Sant'Egidio si vede e non si vede. Si sa che servono minestre calde ai barboni e aiutano i vecchi rimasti soli. Si sa che in Mozambico hanno messo d'accordo governo e guerriglieri e che nel Kosovo fanno la spola tra il despota serbo Slobodan Milosevic e gli albanesi maltrattati. La segretaria di Stato americana Madeleine Albright, quando all'inizio di marzo è passata da Roma, ha speso più tempo da loro che dal papa. E uscendo li ha beatificati: "Wonderful people", meravigliosi. Sono candidati al Nobel per la pace. Hanno un efficientissimo servizio di pubbliche relazioni e tutti ne dicono un gran bene.
TRA OPUS DEI E DALAI LAMA Ma per il resto sono come la leggendaria Opus Dei. Impenetrabili. Nemmeno in Vaticano sanno bene che cosa fanno quando sono tra loro. Neanche il papa lo sa, nonostante sia loro amico. Se sapesse che quelli di Sant'Egidio hanno praticamente abolito il sacramento della penitenza sostituendolo con i mea culpa pubblici nelle assemblee di gruppo, li redarguirebbe severo. Se conoscesse le loro stranezze in materia di matrimonio e procreazione, sobbalzerebbe sulla cattedra. Se sapesse che nelle loro messe l'omelia la tiene sempre Andrea Riccardi, il fondatore e capo, che prete non è e quindi non dovrebbe predicare (divieto assoluto ribadito di fresco da un'istruzione vaticana), li richiamerebbe subito all'obbedienza. Questioni interne di Chiesa? Sì e no. Perché quella che oggi è detta "l'Onu di Trastevere" non è un'organizzazione laica tipo "Médecins sans frontières", ma è nata come comunità cattolica integrale. E tuttora si presenta così: come cittadella di Dio in un mondo invaso dai barbari. È in forza di questa identità e della benedizione papale che Sant'Egidio si offre ´urbi et orbi´ come peacemaker sui fronti di guerra. Oltre che come ponte di dialogo tra le religioni. Sono stati quelli di Sant'Egidio a organizzare il meeting interreligioso del 1986 ad Assisi, con il papa in preghiera fianco a fianco col Dalai Lama, con metropoliti ortodossi, pastori protestanti, monaci buddisti, rabbini ebrei, muftì musulmani, guru e sciamani d'ogni credo. Da allora, Sant'Egidio replica il modello di Assisi ogni anno: l'ultima volta a Padova e Venezia, altre volte a Roma, Firenze, Milano, Bari, Varsavia, Bruxelles, Malta, Gerusalemme. Con un crescendo di coreografie spettacolari. Con cerimonie ritrasmesse in mondovisione. Con un roteare di ospiti insigni, chiamati dai cinque continenti, spesati, coccolati. Minimo mezzo milione di dollari per meeting, coperti da sovvenzioni governative e private. Con questi precedenti, Sant'Egidio non avrà rivali per il prossimo Giubileo. Sua sarà la regia dell'Assisi bis, questa volta di nuovo col papa, già annunciata dal Vaticano.
IN PRINCIPIO FU CL Eppure, nonostante queste credenziali e le sue suggestive liturgie, il profilo cattolico della comunità di Sant'Egidio resta sfuggente. I suoi percorsi tortuosi. La sua data di nascita ufficiale è il 7 febbraio 1968. Ma a quella data non succede proprio niente di nuovo. I futuri membri di Sant'Egidio fanno semplicemente parte di un raggio, di una cellula di Gs nel liceo Virgilio di Roma. Gs è la sigla di Gioventù Studentesca, l'organizzazione fondata da don Luigi Giussani che più tardi, passata la bufera del Sessantotto, prenderà il nome di Comunione e Liberazione. Riccardi vi si era avvicinato negli anni di ginnasio, a Rimini. Dopo di che, tornato a Roma, aveva legato con i ´giessini´ del Virgilio, del Dante, del Mamiani. Tra quei compagni di liceo c'è già il nocciolo duro di Sant'Egidio d'oggi. Ma con loro ci sono anche Rocco Buttiglione e la sua futura moglie Maria Pia Corbò, che rimarranno con don Giussani. Se il gruppone si disfà, tre, quattro anni dopo, è perché se ne va via il prete che l'aveva tenuto assieme, Luigi Iannaccone. È solo a quel punto, inizio 1972, che Riccardi e i suoi si mettono in proprio. Con astio nei confronti dei fratelli separati di Cl, che infatti spariranno per sempre, anche in memoria, dalle storie autorizzate di Sant'Egidio.
MONACI DEL NUOVO MILLENNIO Manca ancora una sede. E per un poco Riccardi e compagni, tutti di famiglia bene, meditano di traslocare in baracche di periferia. Ma poi per i poveri scelgono solo di lavorare, senza conviverci. Nel settembre del 1973 fissano finalmente il loro quartier generale a Sant'Egidio, a Roma Trastevere. Sparite le ultime monache, l'edificio era rimasto vuoto. È di proprietà del ministero degli Interni, che lo cede a loro in cambio d'un affitto di poche lire. Chiavi in mano compreso il restauro, eseguito prontamente a spese del ministero. Segue la fase monastica. Con una spruzzata d'orientalismo. In vacanza, quelli di Sant'Egidio vanno in Belgio, a Chevetogne, un monastero che celebra raffinate liturgie bizantine, e se ne innamorano. Di ritorno a Roma, arricchiscono le loro liturgie con tocchi orientali e alla loro vita comune danno un'impronta monastica. Anche per via della giovane età, nessuno di loro è sposato. E allora s'immaginano "celibi per il Regno dei cieli" e "monaci nel deserto della città". Danno ai loro capi i nomi di priore e priora, con i rispettivi vice. Abitano in piccoli gruppi divisi per sesso. Vestono tutti in modo austero, riconoscibile: gonne ampie e lunghe, maglioni abbondanti e colori castigati le donne; giaccone blu scuro i maschi; borsa di pelle a tracolla per tutti, modello Tolfa. Le giornate sono all'insegna dell'"ora et labora", dove il "labora" sono il pasto ai poveri, le pulizie ai vecchi, il doposcuola ai monelli di periferia.
LA SCOPERTA DEL SESSO Ma anche la fase monastica si spegne presto. Nell'estate del 1978, in un ritiro collettivo nelle Marche, nell'eremo di Macereto, un po' tutti svuotano il sacco. E confessano di condurre tra loro una vita sessuale sin troppo movimentata. Da lì in poi cade il silenzio sul "nuovo monachesimo" e prendono il via i primi matrimoni. Resta l'obbedienza assoluta a quello che era di fatto l'abate indiscusso, Riccardi. Il quale, intanto, s'è laureato in legge, ma si è subito dopo tuffato, da autodidatta, negli studi di storia, in particolare di storia della Chiesa, fino ad aggiudicarsi rapidamente una cattedra in università. Come per incanto, si danno agli studi di storia anche gli altri membri importanti della comunità, maschi. Ma quello che li distingue è che la storia non vogliono solo studiarla, ma farla. Specie la storia presente della Chiesa. Il 1978 è l'anno dei tre papi: muore Paolo VI e dopo l'interregno di papa Albino Luciani sale al trono Giovanni Paolo II. Nei due preconclavi, specie nel secondo, Sant'Egidio è tutto un via vai di cardinali d'ogni continente, di conciliaboli, di manovre elettorali. La comunità fa campagna per il cardinale vicario di Roma, Ugo Poletti. Ma il conclave li delude. A vincere è il polacco Karol Wojtyla, per loro uno sconosciuto. Bastano poche settimane per ribaltare la sconfitta. Quelli di Sant'Egidio studiano a puntino la mappa della prima uscita del nuovo papa, alla parrocchia romana della Garbatella. Sul tragitto c'è una scuola materna, con un'aula che dà proprio sulla strada. Per una settimana occupano quell'aula e insegnano ai bambini canti in polacco. Li tengono lì dentro a cantare anche la domenica, col papa che arriva. Finché il papa passa, sente, si ferma, entra, vuol sapere. L'idillio tra Giovanni Paolo II e Sant'Egidio sboccia così. L'innamoramento è l'estate dopo a Castelgandolfo, una sera di luglio, in giardino, con le lucciole. Cantano e ballano con lui. Fanno ´serpentone´ tra le aiuole. Non si lasceranno più.
ALLA CONQUISTA DELLA CHIESA Gli anni Ottanta sono la fase della conquista della Chiesa, posizione dopo posizione, fino ai più alti gradi. Il riconoscimento canonico Sant'Egidio l'ottiene nel 1986. Ma più importanti sono i legami diretti stabiliti con alcuni personaggi chiave del Vaticano. Tre di questi sono tuttora i più grossi sostenitori della comunità. Uno è il segretario personale di Giovanni Paolo II, Stanislaw Dziwisz, onnipotente factotum. Un altro è il cardinale Roger Etchegaray, ambasciatore volante del papa sui fronti caldi del globo. Il terzo è il cardinale Achille Silvestrini, curiale di prima grandezza. Anche le parentele pesano. Una nipote di Silvestrini, Angela, è dentro la comunità. Mentre altri due membri di spicco di Sant'Egidio, don Matteo Zuppi e Francesco Dante, sono a loro volta nipoti di due porporati defunti: rispettivamente dei cardinali Carlo Confalonieri ed Enrico Dante. Quanto a Riccardi, il suo albero di famiglia è ancor più dotato: ha come zio non un cardinale ma un beato "che fu maestro del futuro cardinale Ildefonso Schuster", un monaco di San Paolo fuori le Mura di nome Placido, elevato agli altari nel 1954. Ed è già lui stesso un santo in terra, per i suoi fan.
MARTINI FOLGORATO Altro cardinale protettore di Sant'Egidio è Carlo Maria Martini, gesuita e arcivescovo di Milano. Martini lo dicono addirittura loro membro onorario, perché nel 1975, quando era a Roma come rettore del Pontificio istituto biblico, li incontrò, ne restò folgorato e per quattro anni fece la sua parte nella comunità: accudiva a un vecchietto di Trastevere e andava a dir messa in un locale della borgata Alessandrina. Ad accompagnare Martini passo passo era stata incaricata una giovane della comunità, Gina Schilirò. Un'altra, Maura De Bernart, aveva a sua volta conquistato alla causa pochi anni prima un sacerdote, Vincenzo Paglia, che oggi è assistente ecclesiastico ufficiale di Sant'Egidio e aspirante vescovo. Sfortunatamente, sia Schilirò che De Bernart hanno poi avuto storie tormentate. La prima è uscita dalla comunità e poi rientrata con la cenere sul capo. La seconda, che all'inizio era leader di spicco, finì presto retrocessa con l'etichetta di donna traviata. "La nostra Maria Maddalena", la definivano i suoi censori.
IN GUERRA PER LA PACE C'è forte contrasto, in Sant'Egidio, tra il proscenio e il retroscena, tra le attività ´ad extra´ e la comunità ´ad intra´. Prendiamo le iniziative di pace, quelle degli anni Novanta, la fase geopolitica della storia della comunità. Sulla ribalta del mondo, Sant'Egidio si batte indiscutibilmente per la pace e la democrazia. Se una critica le viene fatta, è che sceglie i suoi teatri con fin troppa cura di sé. Sì in Burundi, in Algeria, in Sudan, anche a costo di contrariare le Chiese del luogo. No a Timor Est e nel Chiapas. Questione di concorrenza. Il Nobel per la pace assegnato nel 1996 al vescovo di Timor, Carlos Filipe Ximenes Belo, è stato per Sant'Egidio una doccia gelata. Quanto al Chiapas, tra i candidati rivali al Nobel c'è anche lì un vescovo star, quello di San Cristóbal de las Casas, Samuel Ruiz García. Ma la democrazia vale per quelli di fuori. Dentro la comunità non ce n'è ombra. "Perché anche la Chiesa dev'essere così, non democratica", teorizza con i suoi discepoli Riccardi. La gerarchia interna è rigidissima e in trent'anni di vita della comunità lui solo è sempre stato al comando. Ma rigide sono anche le divisioni per sesso: ai maschi la diplomazia, la geopolitica, il pulpito, la cattedra, l'altare; alle femmine il sociale, le mense, gli anziani, i bambini. E così le divisioni per generazione e per classe. La struttura della comunità di Sant'Egidio ha al culmine il gruppo dei fondatori, oggi tra i 40 e i 50 anni. Sono 120 circa, ma è come se fossero i dodici apostoli: un ´unicum´ cui nessuno può aggiungersi. Poi, in subordine, viene la seconda generazione. Che è a sua volta divisa in due rami: da una parte la Pentecoste, i borghesi, quelli che hanno fatto gli studi; dall'altra la Resurrezione, il popolino, quelli di borgata. Il reclutamento dei giovanissimi è anch'esso separato: per la Pentecoste nei licei, per la Resurrezione nelle scuole professionali di periferia.
LE SACRE GERARCHIE La messa del sabato sera, quella del top della comunità, è da sempre una fotografia perfetta delle gerarchie interne. Sull'altare c´è il gruppo dei fondatori, da una parte le donne, dall'altra i maschi, ciascuno al suo posto prefissato. Nella navata ci sono una rappresentanza scelta della Pentecoste più qualche elemento della Resurrezione e gli ospiti di riguardo. Riccardi è alla regia: non solo tiene la predica, ma comanda anche le luci da una piccola consolle. E chi nella comunità cade in disgrazia perde sia il suo ruolo nella messa che il suo posto in chiesa: Claudio Cottatellucci, uno dei capi della prima ora, che per anni aveva avuto l'onore di leggere dall'ambone l'Antico Testamento, si ritrovò di punto in bianco cacciato giù nella navata. La processione d'uscita al termine della messa è anch'essa un rito gerarchico. Tornati i preti in sacrestia, il primo ad alzarsi è Riccardi, seguito in fila indiana dagli altri maschi dell'altare, in ordine d'autorità. Poi ecco Cristina Marazzi, la numero uno delle donne, con le altre dietro in fila. Infine il rompete le righe per quelli della navata.
QUINTA COLONNA AL "CORRIERE DELLA SERA" Il terremoto più grosso, al vertice di Sant'Egidio, risale a sei anni fa. Riccardi annunciò che avrebbe lasciato a un altro la presidenza per dedicarsi con più libertà alla cura spirituale della comunità. Ma quando si arrivò al voto nel comitato centrale, la sua indicazione non cadde su Andrea Bartoli, che da sempre era stato il numero due e in gioventù era stato di Riccardi l'amico intimo, ma su Alessandro Zuccari. Di norma l'indicazione di Riccardi è legge. Non si discute, si esegue. Ma quella volta accadde l'inaudito: l'unanimità fu infranta. Zuccari fu eletto, ma anche Bartoli ebbe dei voti. E i suoi sostenitori uscirono allo scoperto: Agostino Giovagnoli, l'intellettuale fine del gruppo, quello a cui spettava tenere le omelie ogni volta che Riccardi era assente; sua moglie Milena, numero due delle donne; Paola Piscitelli, futura compagna dello stesso Bartoli; Roberto Zuccolini, giornalista al "Corriere della Sera", il primo quotidiano italiano. Questa fronda non chiedeva maggior democrazia dentro la comunità: perché quanto a dispotismo, Bartoli aveva fama di terribile maestro dei novizi. Il dissenso era di strategia. Bartoli e i suoi contestavano un chiodo fisso di Riccardi: l'idea che la comunità di Sant'Egidio dovesse restare marcatamente papalina e romana, anche nelle sue filiali estere d'Europa, d'Africa, d'Asia e d'America. Volevano più autonomia per le periferie della comunità. Mentre Riccardi era ed è un accentratore estremo.
LA GUERRA DEI DUE ANDREA La guerra tra i due Andrea durò per tutto il 1992, con i fautori di Riccardi che tenevano i loro conciliaboli al Caffè Settimiano, a Trastevere. E alla fine il gruppo antipartito fu sgominato. Bartoli fu spedito in esilio a New York, dove è tuttora. Suo fratello, Marco, fu cacciato dalla filiale di Napoli, di cui era il primo responsabile. Altre filiali a Genova e in Germania, che erano pro Bartoli, furono commissariate. A Giovagnoli furono tolti il pulpito e la cura delle relazioni con l'Asia. Zuccolini invece lo recuperarono: al "Corriere della Sera" era troppo prezioso e il partito di Riccardi ci teneva ad averlo dalla sua. Salirono così di grado, assieme a Zuccari, solo i fedelissimi del fondatore. Sono gli stessi che oggi compongono il gruppo dirigente, ciascuno con le sue mansioni: Marco Impagliazzo, Mario Giro e don Vittorio Ianari si occupano di Islam e mondo arabo, dall'Algeria al Sudan; Roberto Morozzo Della Rocca e don Paglia dei Balcani; don Marco Gnavi e Adriano Roccucci dell'Oriente ortodosso, dalla Serbia alla Russia; don Zuppi dell'Africa; Valeria Martano, moglie di Zuccolini, di Istanbul e dell'Asia; don Ambrogio Spreafico, che è anche diventato rettore della Pontificia Università Urbaniana, degli ebrei; Alberto Quattrucci e Claudio Betti degli annuali meeting interreligiosi sul modello del papa ad Assisi; Gianni La Bella di sponsor e sovvenzioni; Cristina Marazzi, intramontabile numero uno delle donne, di assistenza; Mario Marazziti, suo marito, di pubbliche relazioni. E i preti? Sant'Egidio ne ha oggi una dozzina. Tolti Paglia e Spreafico, venuti da fuori, gli altri sono cresciuti tutti in casa, senza passare per i seminari diocesani. A decidere chi deve diventare prete è la comunità, ossia Riccardi. E a consacrarli basta un vescovo amico, nell'attesa che vescovo lo diventi uno di loro. Paglia è il candidato. Fermo al palo da anni. Se in Vaticano esitano a dare il via libera alla sua ordinazione è perché c'è finora un solo, troppo discusso precedente di comunità con un suo vescovo speciale: l'Opus Dei. Il timore è che Sant'Egidio diventi un'altra Chiesa nella Chiesa. Ma la spunteranno. Quelli di Sant'Egidio sono pochi di numero. Faticano a reclutare nuovi seguaci e subiscono molti abbandoni. Ma si definiscono "la formica capace di imprese grandi con piccoli mezzi". Sono una lobby potente. Condizioneranno il conclave che eleggerà il prossimo papa. Nessun magnate di Chiesa li vuole avere nemici. Riccardi lo dice spesso ai suoi: "Dobbiamo apparire più di quello che siamo. È il nostro miracolo. Il grande bluff".
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2017.11.23 11:14 Brian67000 Come infangare un Politico. Articolo fasullo su bastabugie

Andrea Riccardi, il fondatore della Comunità di Sant'Egidio, è dal 16 novembre ministro. Non degli affari esteri, come lui stesso aveva sussurrato qua e là di desiderare, ma pur sempre della cooperazione internazionale, un incarico in rima con l'epiteto di "ONU di Trastevere" applicato ad arte alla sua comunità. [...] Di lui esistono ricche e radiose biografie. Ma ce n'è anche una non autorizzata, mai oggetto di alcuna smentita, la cui lettura è stata sempre proibita ai seguaci di Sant'Egidio. Propriamente, più che una biografia di Riccardi, è una storia della sua comunità, che però con lui fa tutt'uno. Quando uscì su "L'Espresso" era il 1998. Ma chi la rilegge oggi, scopre che anche ciò che allora veniva scritto al futuro si è puntualmente adempiuto:
SANT'EGIDIO STORY. IL GRANDE BLUFF (Da "L'Espresso" del 9 aprile 1998)
Hanno la loro cittadella a Roma Trastevere, in piazza Sant'Egidio, in un ex convento di monache carmelitane con la chiesa. Ma non tengono nessuna targa sul portoncino. Lì a fianco c'è una caffetteria snob, "Pane amore e fantasia", con l'insegna tipo pellicola da cinema e la foto di Gina Lollobrigida, ma non c'è scritto che è della comunità. Anche la loro messa del sabato sera è da qualche tempo clandestina. La dicono a porte chiuse dentro la vicina basilica di Santa Maria, che raggiungono attraverso un labirinto di locali e cortili interni. Perché ormai sia la basilica, sia quasi tutti gli edifici attigui sono loro dominio, compresi i due palazzi antichi sulla piazza grande. In uno c'è un mercatino di cose vecchie e curiose, "La soffitta". Anche di questo non c'è scritto che è della comunità. Sant'Egidio si vede e non si vede. Si sa che servono minestre calde ai barboni e aiutano i vecchi rimasti soli. Si sa che in Mozambico hanno messo d'accordo governo e guerriglieri e che nel Kosovo fanno la spola tra il despota serbo Slobodan Milosevic e gli albanesi maltrattati. La segretaria di Stato americana Madeleine Albright, quando all'inizio di marzo è passata da Roma, ha speso più tempo da loro che dal papa. E uscendo li ha beatificati: "Wonderful people", meravigliosi. Sono candidati al Nobel per la pace. Hanno un efficientissimo servizio di pubbliche relazioni e tutti ne dicono un gran bene.
TRA OPUS DEI E DALAI LAMA Ma per il resto sono come la leggendaria Opus Dei. Impenetrabili. Nemmeno in Vaticano sanno bene che cosa fanno quando sono tra loro. Neanche il papa lo sa, nonostante sia loro amico. Se sapesse che quelli di Sant'Egidio hanno praticamente abolito il sacramento della penitenza sostituendolo con i mea culpa pubblici nelle assemblee di gruppo, li redarguirebbe severo. Se conoscesse le loro stranezze in materia di matrimonio e procreazione, sobbalzerebbe sulla cattedra. Se sapesse che nelle loro messe l'omelia la tiene sempre Andrea Riccardi, il fondatore e capo, che prete non è e quindi non dovrebbe predicare (divieto assoluto ribadito di fresco da un'istruzione vaticana), li richiamerebbe subito all'obbedienza. Questioni interne di Chiesa? Sì e no. Perché quella che oggi è detta "l'Onu di Trastevere" non è un'organizzazione laica tipo "Médecins sans frontières", ma è nata come comunità cattolica integrale. E tuttora si presenta così: come cittadella di Dio in un mondo invaso dai barbari. È in forza di questa identità e della benedizione papale che Sant'Egidio si offre ´urbi et orbi´ come peacemaker sui fronti di guerra. Oltre che come ponte di dialogo tra le religioni. Sono stati quelli di Sant'Egidio a organizzare il meeting interreligioso del 1986 ad Assisi, con il papa in preghiera fianco a fianco col Dalai Lama, con metropoliti ortodossi, pastori protestanti, monaci buddisti, rabbini ebrei, muftì musulmani, guru e sciamani d'ogni credo. Da allora, Sant'Egidio replica il modello di Assisi ogni anno: l'ultima volta a Padova e Venezia, altre volte a Roma, Firenze, Milano, Bari, Varsavia, Bruxelles, Malta, Gerusalemme. Con un crescendo di coreografie spettacolari. Con cerimonie ritrasmesse in mondovisione. Con un roteare di ospiti insigni, chiamati dai cinque continenti, spesati, coccolati. Minimo mezzo milione di dollari per meeting, coperti da sovvenzioni governative e private. Con questi precedenti, Sant'Egidio non avrà rivali per il prossimo Giubileo. Sua sarà la regia dell'Assisi bis, questa volta di nuovo col papa, già annunciata dal Vaticano.
IN PRINCIPIO FU CL Eppure, nonostante queste credenziali e le sue suggestive liturgie, il profilo cattolico della comunità di Sant'Egidio resta sfuggente. I suoi percorsi tortuosi. La sua data di nascita ufficiale è il 7 febbraio 1968. Ma a quella data non succede proprio niente di nuovo. I futuri membri di Sant'Egidio fanno semplicemente parte di un raggio, di una cellula di Gs nel liceo Virgilio di Roma. Gs è la sigla di Gioventù Studentesca, l'organizzazione fondata da don Luigi Giussani che più tardi, passata la bufera del Sessantotto, prenderà il nome di Comunione e Liberazione. Riccardi vi si era avvicinato negli anni di ginnasio, a Rimini. Dopo di che, tornato a Roma, aveva legato con i ´giessini´ del Virgilio, del Dante, del Mamiani. Tra quei compagni di liceo c'è già il nocciolo duro di Sant'Egidio d'oggi. Ma con loro ci sono anche Rocco Buttiglione e la sua futura moglie Maria Pia Corbò, che rimarranno con don Giussani. Se il gruppone si disfà, tre, quattro anni dopo, è perché se ne va via il prete che l'aveva tenuto assieme, Luigi Iannaccone. È solo a quel punto, inizio 1972, che Riccardi e i suoi si mettono in proprio. Con astio nei confronti dei fratelli separati di Cl, che infatti spariranno per sempre, anche in memoria, dalle storie autorizzate di Sant'Egidio.
MONACI DEL NUOVO MILLENNIO Manca ancora una sede. E per un poco Riccardi e compagni, tutti di famiglia bene, meditano di traslocare in baracche di periferia. Ma poi per i poveri scelgono solo di lavorare, senza conviverci. Nel settembre del 1973 fissano finalmente il loro quartier generale a Sant'Egidio, a Roma Trastevere. Sparite le ultime monache, l'edificio era rimasto vuoto. È di proprietà del ministero degli Interni, che lo cede a loro in cambio d'un affitto di poche lire. Chiavi in mano compreso il restauro, eseguito prontamente a spese del ministero. Segue la fase monastica. Con una spruzzata d'orientalismo. In vacanza, quelli di Sant'Egidio vanno in Belgio, a Chevetogne, un monastero che celebra raffinate liturgie bizantine, e se ne innamorano. Di ritorno a Roma, arricchiscono le loro liturgie con tocchi orientali e alla loro vita comune danno un'impronta monastica. Anche per via della giovane età, nessuno di loro è sposato. E allora s'immaginano "celibi per il Regno dei cieli" e "monaci nel deserto della città". Danno ai loro capi i nomi di priore e priora, con i rispettivi vice. Abitano in piccoli gruppi divisi per sesso. Vestono tutti in modo austero, riconoscibile: gonne ampie e lunghe, maglioni abbondanti e colori castigati le donne; giaccone blu scuro i maschi; borsa di pelle a tracolla per tutti, modello Tolfa. Le giornate sono all'insegna dell'"ora et labora", dove il "labora" sono il pasto ai poveri, le pulizie ai vecchi, il doposcuola ai monelli di periferia.
LA SCOPERTA DEL SESSO Ma anche la fase monastica si spegne presto. Nell'estate del 1978, in un ritiro collettivo nelle Marche, nell'eremo di Macereto, un po' tutti svuotano il sacco. E confessano di condurre tra loro una vita sessuale sin troppo movimentata. Da lì in poi cade il silenzio sul "nuovo monachesimo" e prendono il via i primi matrimoni. Resta l'obbedienza assoluta a quello che era di fatto l'abate indiscusso, Riccardi. Il quale, intanto, s'è laureato in legge, ma si è subito dopo tuffato, da autodidatta, negli studi di storia, in particolare di storia della Chiesa, fino ad aggiudicarsi rapidamente una cattedra in università. Come per incanto, si danno agli studi di storia anche gli altri membri importanti della comunità, maschi. Ma quello che li distingue è che la storia non vogliono solo studiarla, ma farla. Specie la storia presente della Chiesa. Il 1978 è l'anno dei tre papi: muore Paolo VI e dopo l'interregno di papa Albino Luciani sale al trono Giovanni Paolo II. Nei due preconclavi, specie nel secondo, Sant'Egidio è tutto un via vai di cardinali d'ogni continente, di conciliaboli, di manovre elettorali. La comunità fa campagna per il cardinale vicario di Roma, Ugo Poletti. Ma il conclave li delude. A vincere è il polacco Karol Wojtyla, per loro uno sconosciuto. Bastano poche settimane per ribaltare la sconfitta. Quelli di Sant'Egidio studiano a puntino la mappa della prima uscita del nuovo papa, alla parrocchia romana della Garbatella. Sul tragitto c'è una scuola materna, con un'aula che dà proprio sulla strada. Per una settimana occupano quell'aula e insegnano ai bambini canti in polacco. Li tengono lì dentro a cantare anche la domenica, col papa che arriva. Finché il papa passa, sente, si ferma, entra, vuol sapere. L'idillio tra Giovanni Paolo II e Sant'Egidio sboccia così. L'innamoramento è l'estate dopo a Castelgandolfo, una sera di luglio, in giardino, con le lucciole. Cantano e ballano con lui. Fanno ´serpentone´ tra le aiuole. Non si lasceranno più.
ALLA CONQUISTA DELLA CHIESA Gli anni Ottanta sono la fase della conquista della Chiesa, posizione dopo posizione, fino ai più alti gradi. Il riconoscimento canonico Sant'Egidio l'ottiene nel 1986. Ma più importanti sono i legami diretti stabiliti con alcuni personaggi chiave del Vaticano. Tre di questi sono tuttora i più grossi sostenitori della comunità. Uno è il segretario personale di Giovanni Paolo II, Stanislaw Dziwisz, onnipotente factotum. Un altro è il cardinale Roger Etchegaray, ambasciatore volante del papa sui fronti caldi del globo. Il terzo è il cardinale Achille Silvestrini, curiale di prima grandezza. Anche le parentele pesano. Una nipote di Silvestrini, Angela, è dentro la comunità. Mentre altri due membri di spicco di Sant'Egidio, don Matteo Zuppi e Francesco Dante, sono a loro volta nipoti di due porporati defunti: rispettivamente dei cardinali Carlo Confalonieri ed Enrico Dante. Quanto a Riccardi, il suo albero di famiglia è ancor più dotato: ha come zio non un cardinale ma un beato "che fu maestro del futuro cardinale Ildefonso Schuster", un monaco di San Paolo fuori le Mura di nome Placido, elevato agli altari nel 1954. Ed è già lui stesso un santo in terra, per i suoi fan.
MARTINI FOLGORATO Altro cardinale protettore di Sant'Egidio è Carlo Maria Martini, gesuita e arcivescovo di Milano. Martini lo dicono addirittura loro membro onorario, perché nel 1975, quando era a Roma come rettore del Pontificio istituto biblico, li incontrò, ne restò folgorato e per quattro anni fece la sua parte nella comunità: accudiva a un vecchietto di Trastevere e andava a dir messa in un locale della borgata Alessandrina. Ad accompagnare Martini passo passo era stata incaricata una giovane della comunità, Gina Schilirò. Un'altra, Maura De Bernart, aveva a sua volta conquistato alla causa pochi anni prima un sacerdote, Vincenzo Paglia, che oggi è assistente ecclesiastico ufficiale di Sant'Egidio e aspirante vescovo. Sfortunatamente, sia Schilirò che De Bernart hanno poi avuto storie tormentate. La prima è uscita dalla comunità e poi rientrata con la cenere sul capo. La seconda, che all'inizio era leader di spicco, finì presto retrocessa con l'etichetta di donna traviata. "La nostra Maria Maddalena", la definivano i suoi censori.
IN GUERRA PER LA PACE C'è forte contrasto, in Sant'Egidio, tra il proscenio e il retroscena, tra le attività ´ad extra´ e la comunità ´ad intra´. Prendiamo le iniziative di pace, quelle degli anni Novanta, la fase geopolitica della storia della comunità. Sulla ribalta del mondo, Sant'Egidio si batte indiscutibilmente per la pace e la democrazia. Se una critica le viene fatta, è che sceglie i suoi teatri con fin troppa cura di sé. Sì in Burundi, in Algeria, in Sudan, anche a costo di contrariare le Chiese del luogo. No a Timor Est e nel Chiapas. Questione di concorrenza. Il Nobel per la pace assegnato nel 1996 al vescovo di Timor, Carlos Filipe Ximenes Belo, è stato per Sant'Egidio una doccia gelata. Quanto al Chiapas, tra i candidati rivali al Nobel c'è anche lì un vescovo star, quello di San Cristóbal de las Casas, Samuel Ruiz García. Ma la democrazia vale per quelli di fuori. Dentro la comunità non ce n'è ombra. "Perché anche la Chiesa dev'essere così, non democratica", teorizza con i suoi discepoli Riccardi. La gerarchia interna è rigidissima e in trent'anni di vita della comunità lui solo è sempre stato al comando. Ma rigide sono anche le divisioni per sesso: ai maschi la diplomazia, la geopolitica, il pulpito, la cattedra, l'altare; alle femmine il sociale, le mense, gli anziani, i bambini. E così le divisioni per generazione e per classe. La struttura della comunità di Sant'Egidio ha al culmine il gruppo dei fondatori, oggi tra i 40 e i 50 anni. Sono 120 circa, ma è come se fossero i dodici apostoli: un ´unicum´ cui nessuno può aggiungersi. Poi, in subordine, viene la seconda generazione. Che è a sua volta divisa in due rami: da una parte la Pentecoste, i borghesi, quelli che hanno fatto gli studi; dall'altra la Resurrezione, il popolino, quelli di borgata. Il reclutamento dei giovanissimi è anch'esso separato: per la Pentecoste nei licei, per la Resurrezione nelle scuole professionali di periferia.
LE SACRE GERARCHIE La messa del sabato sera, quella del top della comunità, è da sempre una fotografia perfetta delle gerarchie interne. Sull'altare c´è il gruppo dei fondatori, da una parte le donne, dall'altra i maschi, ciascuno al suo posto prefissato. Nella navata ci sono una rappresentanza scelta della Pentecoste più qualche elemento della Resurrezione e gli ospiti di riguardo. Riccardi è alla regia: non solo tiene la predica, ma comanda anche le luci da una piccola consolle. E chi nella comunità cade in disgrazia perde sia il suo ruolo nella messa che il suo posto in chiesa: Claudio Cottatellucci, uno dei capi della prima ora, che per anni aveva avuto l'onore di leggere dall'ambone l'Antico Testamento, si ritrovò di punto in bianco cacciato giù nella navata. La processione d'uscita al termine della messa è anch'essa un rito gerarchico. Tornati i preti in sacrestia, il primo ad alzarsi è Riccardi, seguito in fila indiana dagli altri maschi dell'altare, in ordine d'autorità. Poi ecco Cristina Marazzi, la numero uno delle donne, con le altre dietro in fila. Infine il rompete le righe per quelli della navata.
QUINTA COLONNA AL "CORRIERE DELLA SERA" Il terremoto più grosso, al vertice di Sant'Egidio, risale a sei anni fa. Riccardi annunciò che avrebbe lasciato a un altro la presidenza per dedicarsi con più libertà alla cura spirituale della comunità. Ma quando si arrivò al voto nel comitato centrale, la sua indicazione non cadde su Andrea Bartoli, che da sempre era stato il numero due e in gioventù era stato di Riccardi l'amico intimo, ma su Alessandro Zuccari. Di norma l'indicazione di Riccardi è legge. Non si discute, si esegue. Ma quella volta accadde l'inaudito: l'unanimità fu infranta. Zuccari fu eletto, ma anche Bartoli ebbe dei voti. E i suoi sostenitori uscirono allo scoperto: Agostino Giovagnoli, l'intellettuale fine del gruppo, quello a cui spettava tenere le omelie ogni volta che Riccardi era assente; sua moglie Milena, numero due delle donne; Paola Piscitelli, futura compagna dello stesso Bartoli; Roberto Zuccolini, giornalista al "Corriere della Sera", il primo quotidiano italiano. Questa fronda non chiedeva maggior democrazia dentro la comunità: perché quanto a dispotismo, Bartoli aveva fama di terribile maestro dei novizi. Il dissenso era di strategia. Bartoli e i suoi contestavano un chiodo fisso di Riccardi: l'idea che la comunità di Sant'Egidio dovesse restare marcatamente papalina e romana, anche nelle sue filiali estere d'Europa, d'Africa, d'Asia e d'America. Volevano più autonomia per le periferie della comunità. Mentre Riccardi era ed è un accentratore estremo.
LA GUERRA DEI DUE ANDREA La guerra tra i due Andrea durò per tutto il 1992, con i fautori di Riccardi che tenevano i loro conciliaboli al Caffè Settimiano, a Trastevere. E alla fine il gruppo antipartito fu sgominato. Bartoli fu spedito in esilio a New York, dove è tuttora. Suo fratello, Marco, fu cacciato dalla filiale di Napoli, di cui era il primo responsabile. Altre filiali a Genova e in Germania, che erano pro Bartoli, furono commissariate. A Giovagnoli furono tolti il pulpito e la cura delle relazioni con l'Asia. Zuccolini invece lo recuperarono: al "Corriere della Sera" era troppo prezioso e il partito di Riccardi ci teneva ad averlo dalla sua. Salirono così di grado, assieme a Zuccari, solo i fedelissimi del fondatore. Sono gli stessi che oggi compongono il gruppo dirigente, ciascuno con le sue mansioni: Marco Impagliazzo, Mario Giro e don Vittorio Ianari si occupano di Islam e mondo arabo, dall'Algeria al Sudan; Roberto Morozzo Della Rocca e don Paglia dei Balcani; don Marco Gnavi e Adriano Roccucci dell'Oriente ortodosso, dalla Serbia alla Russia; don Zuppi dell'Africa; Valeria Martano, moglie di Zuccolini, di Istanbul e dell'Asia; don Ambrogio Spreafico, che è anche diventato rettore della Pontificia Università Urbaniana, degli ebrei; Alberto Quattrucci e Claudio Betti degli annuali meeting interreligiosi sul modello del papa ad Assisi; Gianni La Bella di sponsor e sovvenzioni; Cristina Marazzi, intramontabile numero uno delle donne, di assistenza; Mario Marazziti, suo marito, di pubbliche relazioni. E i preti? Sant'Egidio ne ha oggi una dozzina. Tolti Paglia e Spreafico, venuti da fuori, gli altri sono cresciuti tutti in casa, senza passare per i seminari diocesani. A decidere chi deve diventare prete è la comunità, ossia Riccardi. E a consacrarli basta un vescovo amico, nell'attesa che vescovo lo diventi uno di loro. Paglia è il candidato. Fermo al palo da anni. Se in Vaticano esitano a dare il via libera alla sua ordinazione è perché c'è finora un solo, troppo discusso precedente di comunità con un suo vescovo speciale: l'Opus Dei. Il timore è che Sant'Egidio diventi un'altra Chiesa nella Chiesa. Ma la spunteranno. Quelli di Sant'Egidio sono pochi di numero. Faticano a reclutare nuovi seguaci e subiscono molti abbandoni. Ma si definiscono "la formica capace di imprese grandi con piccoli mezzi". Sono una lobby potente. Condizioneranno il conclave che eleggerà il prossimo papa. Nessun magnate di Chiesa li vuole avere nemici. Riccardi lo dice spesso ai suoi: "Dobbiamo apparire più di quello che siamo. È il nostro miracolo. Il grande bluff".
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2017.11.23 11:14 Brian67000 Notizia infondata di bastabugie

Andrea Riccardi, il fondatore della Comunità di Sant'Egidio, è dal 16 novembre ministro. Non degli affari esteri, come lui stesso aveva sussurrato qua e là di desiderare, ma pur sempre della cooperazione internazionale, un incarico in rima con l'epiteto di "ONU di Trastevere" applicato ad arte alla sua comunità. [...] Di lui esistono ricche e radiose biografie. Ma ce n'è anche una non autorizzata, mai oggetto di alcuna smentita, la cui lettura è stata sempre proibita ai seguaci di Sant'Egidio. Propriamente, più che una biografia di Riccardi, è una storia della sua comunità, che però con lui fa tutt'uno. Quando uscì su "L'Espresso" era il 1998. Ma chi la rilegge oggi, scopre che anche ciò che allora veniva scritto al futuro si è puntualmente adempiuto:
SANT'EGIDIO STORY. IL GRANDE BLUFF (Da "L'Espresso" del 9 aprile 1998)
Hanno la loro cittadella a Roma Trastevere, in piazza Sant'Egidio, in un ex convento di monache carmelitane con la chiesa. Ma non tengono nessuna targa sul portoncino. Lì a fianco c'è una caffetteria snob, "Pane amore e fantasia", con l'insegna tipo pellicola da cinema e la foto di Gina Lollobrigida, ma non c'è scritto che è della comunità. Anche la loro messa del sabato sera è da qualche tempo clandestina. La dicono a porte chiuse dentro la vicina basilica di Santa Maria, che raggiungono attraverso un labirinto di locali e cortili interni. Perché ormai sia la basilica, sia quasi tutti gli edifici attigui sono loro dominio, compresi i due palazzi antichi sulla piazza grande. In uno c'è un mercatino di cose vecchie e curiose, "La soffitta". Anche di questo non c'è scritto che è della comunità. Sant'Egidio si vede e non si vede. Si sa che servono minestre calde ai barboni e aiutano i vecchi rimasti soli. Si sa che in Mozambico hanno messo d'accordo governo e guerriglieri e che nel Kosovo fanno la spola tra il despota serbo Slobodan Milosevic e gli albanesi maltrattati. La segretaria di Stato americana Madeleine Albright, quando all'inizio di marzo è passata da Roma, ha speso più tempo da loro che dal papa. E uscendo li ha beatificati: "Wonderful people", meravigliosi. Sono candidati al Nobel per la pace. Hanno un efficientissimo servizio di pubbliche relazioni e tutti ne dicono un gran bene.
TRA OPUS DEI E DALAI LAMA Ma per il resto sono come la leggendaria Opus Dei. Impenetrabili. Nemmeno in Vaticano sanno bene che cosa fanno quando sono tra loro. Neanche il papa lo sa, nonostante sia loro amico. Se sapesse che quelli di Sant'Egidio hanno praticamente abolito il sacramento della penitenza sostituendolo con i mea culpa pubblici nelle assemblee di gruppo, li redarguirebbe severo. Se conoscesse le loro stranezze in materia di matrimonio e procreazione, sobbalzerebbe sulla cattedra. Se sapesse che nelle loro messe l'omelia la tiene sempre Andrea Riccardi, il fondatore e capo, che prete non è e quindi non dovrebbe predicare (divieto assoluto ribadito di fresco da un'istruzione vaticana), li richiamerebbe subito all'obbedienza. Questioni interne di Chiesa? Sì e no. Perché quella che oggi è detta "l'Onu di Trastevere" non è un'organizzazione laica tipo "Médecins sans frontières", ma è nata come comunità cattolica integrale. E tuttora si presenta così: come cittadella di Dio in un mondo invaso dai barbari. È in forza di questa identità e della benedizione papale che Sant'Egidio si offre ´urbi et orbi´ come peacemaker sui fronti di guerra. Oltre che come ponte di dialogo tra le religioni. Sono stati quelli di Sant'Egidio a organizzare il meeting interreligioso del 1986 ad Assisi, con il papa in preghiera fianco a fianco col Dalai Lama, con metropoliti ortodossi, pastori protestanti, monaci buddisti, rabbini ebrei, muftì musulmani, guru e sciamani d'ogni credo. Da allora, Sant'Egidio replica il modello di Assisi ogni anno: l'ultima volta a Padova e Venezia, altre volte a Roma, Firenze, Milano, Bari, Varsavia, Bruxelles, Malta, Gerusalemme. Con un crescendo di coreografie spettacolari. Con cerimonie ritrasmesse in mondovisione. Con un roteare di ospiti insigni, chiamati dai cinque continenti, spesati, coccolati. Minimo mezzo milione di dollari per meeting, coperti da sovvenzioni governative e private. Con questi precedenti, Sant'Egidio non avrà rivali per il prossimo Giubileo. Sua sarà la regia dell'Assisi bis, questa volta di nuovo col papa, già annunciata dal Vaticano.
IN PRINCIPIO FU CL Eppure, nonostante queste credenziali e le sue suggestive liturgie, il profilo cattolico della comunità di Sant'Egidio resta sfuggente. I suoi percorsi tortuosi. La sua data di nascita ufficiale è il 7 febbraio 1968. Ma a quella data non succede proprio niente di nuovo. I futuri membri di Sant'Egidio fanno semplicemente parte di un raggio, di una cellula di Gs nel liceo Virgilio di Roma. Gs è la sigla di Gioventù Studentesca, l'organizzazione fondata da don Luigi Giussani che più tardi, passata la bufera del Sessantotto, prenderà il nome di Comunione e Liberazione. Riccardi vi si era avvicinato negli anni di ginnasio, a Rimini. Dopo di che, tornato a Roma, aveva legato con i ´giessini´ del Virgilio, del Dante, del Mamiani. Tra quei compagni di liceo c'è già il nocciolo duro di Sant'Egidio d'oggi. Ma con loro ci sono anche Rocco Buttiglione e la sua futura moglie Maria Pia Corbò, che rimarranno con don Giussani. Se il gruppone si disfà, tre, quattro anni dopo, è perché se ne va via il prete che l'aveva tenuto assieme, Luigi Iannaccone. È solo a quel punto, inizio 1972, che Riccardi e i suoi si mettono in proprio. Con astio nei confronti dei fratelli separati di Cl, che infatti spariranno per sempre, anche in memoria, dalle storie autorizzate di Sant'Egidio.
MONACI DEL NUOVO MILLENNIO Manca ancora una sede. E per un poco Riccardi e compagni, tutti di famiglia bene, meditano di traslocare in baracche di periferia. Ma poi per i poveri scelgono solo di lavorare, senza conviverci. Nel settembre del 1973 fissano finalmente il loro quartier generale a Sant'Egidio, a Roma Trastevere. Sparite le ultime monache, l'edificio era rimasto vuoto. È di proprietà del ministero degli Interni, che lo cede a loro in cambio d'un affitto di poche lire. Chiavi in mano compreso il restauro, eseguito prontamente a spese del ministero. Segue la fase monastica. Con una spruzzata d'orientalismo. In vacanza, quelli di Sant'Egidio vanno in Belgio, a Chevetogne, un monastero che celebra raffinate liturgie bizantine, e se ne innamorano. Di ritorno a Roma, arricchiscono le loro liturgie con tocchi orientali e alla loro vita comune danno un'impronta monastica. Anche per via della giovane età, nessuno di loro è sposato. E allora s'immaginano "celibi per il Regno dei cieli" e "monaci nel deserto della città". Danno ai loro capi i nomi di priore e priora, con i rispettivi vice. Abitano in piccoli gruppi divisi per sesso. Vestono tutti in modo austero, riconoscibile: gonne ampie e lunghe, maglioni abbondanti e colori castigati le donne; giaccone blu scuro i maschi; borsa di pelle a tracolla per tutti, modello Tolfa. Le giornate sono all'insegna dell'"ora et labora", dove il "labora" sono il pasto ai poveri, le pulizie ai vecchi, il doposcuola ai monelli di periferia.
LA SCOPERTA DEL SESSO Ma anche la fase monastica si spegne presto. Nell'estate del 1978, in un ritiro collettivo nelle Marche, nell'eremo di Macereto, un po' tutti svuotano il sacco. E confessano di condurre tra loro una vita sessuale sin troppo movimentata. Da lì in poi cade il silenzio sul "nuovo monachesimo" e prendono il via i primi matrimoni. Resta l'obbedienza assoluta a quello che era di fatto l'abate indiscusso, Riccardi. Il quale, intanto, s'è laureato in legge, ma si è subito dopo tuffato, da autodidatta, negli studi di storia, in particolare di storia della Chiesa, fino ad aggiudicarsi rapidamente una cattedra in università. Come per incanto, si danno agli studi di storia anche gli altri membri importanti della comunità, maschi. Ma quello che li distingue è che la storia non vogliono solo studiarla, ma farla. Specie la storia presente della Chiesa. Il 1978 è l'anno dei tre papi: muore Paolo VI e dopo l'interregno di papa Albino Luciani sale al trono Giovanni Paolo II. Nei due preconclavi, specie nel secondo, Sant'Egidio è tutto un via vai di cardinali d'ogni continente, di conciliaboli, di manovre elettorali. La comunità fa campagna per il cardinale vicario di Roma, Ugo Poletti. Ma il conclave li delude. A vincere è il polacco Karol Wojtyla, per loro uno sconosciuto. Bastano poche settimane per ribaltare la sconfitta. Quelli di Sant'Egidio studiano a puntino la mappa della prima uscita del nuovo papa, alla parrocchia romana della Garbatella. Sul tragitto c'è una scuola materna, con un'aula che dà proprio sulla strada. Per una settimana occupano quell'aula e insegnano ai bambini canti in polacco. Li tengono lì dentro a cantare anche la domenica, col papa che arriva. Finché il papa passa, sente, si ferma, entra, vuol sapere. L'idillio tra Giovanni Paolo II e Sant'Egidio sboccia così. L'innamoramento è l'estate dopo a Castelgandolfo, una sera di luglio, in giardino, con le lucciole. Cantano e ballano con lui. Fanno ´serpentone´ tra le aiuole. Non si lasceranno più.
ALLA CONQUISTA DELLA CHIESA Gli anni Ottanta sono la fase della conquista della Chiesa, posizione dopo posizione, fino ai più alti gradi. Il riconoscimento canonico Sant'Egidio l'ottiene nel 1986. Ma più importanti sono i legami diretti stabiliti con alcuni personaggi chiave del Vaticano. Tre di questi sono tuttora i più grossi sostenitori della comunità. Uno è il segretario personale di Giovanni Paolo II, Stanislaw Dziwisz, onnipotente factotum. Un altro è il cardinale Roger Etchegaray, ambasciatore volante del papa sui fronti caldi del globo. Il terzo è il cardinale Achille Silvestrini, curiale di prima grandezza. Anche le parentele pesano. Una nipote di Silvestrini, Angela, è dentro la comunità. Mentre altri due membri di spicco di Sant'Egidio, don Matteo Zuppi e Francesco Dante, sono a loro volta nipoti di due porporati defunti: rispettivamente dei cardinali Carlo Confalonieri ed Enrico Dante. Quanto a Riccardi, il suo albero di famiglia è ancor più dotato: ha come zio non un cardinale ma un beato "che fu maestro del futuro cardinale Ildefonso Schuster", un monaco di San Paolo fuori le Mura di nome Placido, elevato agli altari nel 1954. Ed è già lui stesso un santo in terra, per i suoi fan.
MARTINI FOLGORATO Altro cardinale protettore di Sant'Egidio è Carlo Maria Martini, gesuita e arcivescovo di Milano. Martini lo dicono addirittura loro membro onorario, perché nel 1975, quando era a Roma come rettore del Pontificio istituto biblico, li incontrò, ne restò folgorato e per quattro anni fece la sua parte nella comunità: accudiva a un vecchietto di Trastevere e andava a dir messa in un locale della borgata Alessandrina. Ad accompagnare Martini passo passo era stata incaricata una giovane della comunità, Gina Schilirò. Un'altra, Maura De Bernart, aveva a sua volta conquistato alla causa pochi anni prima un sacerdote, Vincenzo Paglia, che oggi è assistente ecclesiastico ufficiale di Sant'Egidio e aspirante vescovo. Sfortunatamente, sia Schilirò che De Bernart hanno poi avuto storie tormentate. La prima è uscita dalla comunità e poi rientrata con la cenere sul capo. La seconda, che all'inizio era leader di spicco, finì presto retrocessa con l'etichetta di donna traviata. "La nostra Maria Maddalena", la definivano i suoi censori.
IN GUERRA PER LA PACE C'è forte contrasto, in Sant'Egidio, tra il proscenio e il retroscena, tra le attività ´ad extra´ e la comunità ´ad intra´. Prendiamo le iniziative di pace, quelle degli anni Novanta, la fase geopolitica della storia della comunità. Sulla ribalta del mondo, Sant'Egidio si batte indiscutibilmente per la pace e la democrazia. Se una critica le viene fatta, è che sceglie i suoi teatri con fin troppa cura di sé. Sì in Burundi, in Algeria, in Sudan, anche a costo di contrariare le Chiese del luogo. No a Timor Est e nel Chiapas. Questione di concorrenza. Il Nobel per la pace assegnato nel 1996 al vescovo di Timor, Carlos Filipe Ximenes Belo, è stato per Sant'Egidio una doccia gelata. Quanto al Chiapas, tra i candidati rivali al Nobel c'è anche lì un vescovo star, quello di San Cristóbal de las Casas, Samuel Ruiz García. Ma la democrazia vale per quelli di fuori. Dentro la comunità non ce n'è ombra. "Perché anche la Chiesa dev'essere così, non democratica", teorizza con i suoi discepoli Riccardi. La gerarchia interna è rigidissima e in trent'anni di vita della comunità lui solo è sempre stato al comando. Ma rigide sono anche le divisioni per sesso: ai maschi la diplomazia, la geopolitica, il pulpito, la cattedra, l'altare; alle femmine il sociale, le mense, gli anziani, i bambini. E così le divisioni per generazione e per classe. La struttura della comunità di Sant'Egidio ha al culmine il gruppo dei fondatori, oggi tra i 40 e i 50 anni. Sono 120 circa, ma è come se fossero i dodici apostoli: un ´unicum´ cui nessuno può aggiungersi. Poi, in subordine, viene la seconda generazione. Che è a sua volta divisa in due rami: da una parte la Pentecoste, i borghesi, quelli che hanno fatto gli studi; dall'altra la Resurrezione, il popolino, quelli di borgata. Il reclutamento dei giovanissimi è anch'esso separato: per la Pentecoste nei licei, per la Resurrezione nelle scuole professionali di periferia.
LE SACRE GERARCHIE La messa del sabato sera, quella del top della comunità, è da sempre una fotografia perfetta delle gerarchie interne. Sull'altare c´è il gruppo dei fondatori, da una parte le donne, dall'altra i maschi, ciascuno al suo posto prefissato. Nella navata ci sono una rappresentanza scelta della Pentecoste più qualche elemento della Resurrezione e gli ospiti di riguardo. Riccardi è alla regia: non solo tiene la predica, ma comanda anche le luci da una piccola consolle. E chi nella comunità cade in disgrazia perde sia il suo ruolo nella messa che il suo posto in chiesa: Claudio Cottatellucci, uno dei capi della prima ora, che per anni aveva avuto l'onore di leggere dall'ambone l'Antico Testamento, si ritrovò di punto in bianco cacciato giù nella navata. La processione d'uscita al termine della messa è anch'essa un rito gerarchico. Tornati i preti in sacrestia, il primo ad alzarsi è Riccardi, seguito in fila indiana dagli altri maschi dell'altare, in ordine d'autorità. Poi ecco Cristina Marazzi, la numero uno delle donne, con le altre dietro in fila. Infine il rompete le righe per quelli della navata.
QUINTA COLONNA AL "CORRIERE DELLA SERA" Il terremoto più grosso, al vertice di Sant'Egidio, risale a sei anni fa. Riccardi annunciò che avrebbe lasciato a un altro la presidenza per dedicarsi con più libertà alla cura spirituale della comunità. Ma quando si arrivò al voto nel comitato centrale, la sua indicazione non cadde su Andrea Bartoli, che da sempre era stato il numero due e in gioventù era stato di Riccardi l'amico intimo, ma su Alessandro Zuccari. Di norma l'indicazione di Riccardi è legge. Non si discute, si esegue. Ma quella volta accadde l'inaudito: l'unanimità fu infranta. Zuccari fu eletto, ma anche Bartoli ebbe dei voti. E i suoi sostenitori uscirono allo scoperto: Agostino Giovagnoli, l'intellettuale fine del gruppo, quello a cui spettava tenere le omelie ogni volta che Riccardi era assente; sua moglie Milena, numero due delle donne; Paola Piscitelli, futura compagna dello stesso Bartoli; Roberto Zuccolini, giornalista al "Corriere della Sera", il primo quotidiano italiano. Questa fronda non chiedeva maggior democrazia dentro la comunità: perché quanto a dispotismo, Bartoli aveva fama di terribile maestro dei novizi. Il dissenso era di strategia. Bartoli e i suoi contestavano un chiodo fisso di Riccardi: l'idea che la comunità di Sant'Egidio dovesse restare marcatamente papalina e romana, anche nelle sue filiali estere d'Europa, d'Africa, d'Asia e d'America. Volevano più autonomia per le periferie della comunità. Mentre Riccardi era ed è un accentratore estremo.
LA GUERRA DEI DUE ANDREA La guerra tra i due Andrea durò per tutto il 1992, con i fautori di Riccardi che tenevano i loro conciliaboli al Caffè Settimiano, a Trastevere. E alla fine il gruppo antipartito fu sgominato. Bartoli fu spedito in esilio a New York, dove è tuttora. Suo fratello, Marco, fu cacciato dalla filiale di Napoli, di cui era il primo responsabile. Altre filiali a Genova e in Germania, che erano pro Bartoli, furono commissariate. A Giovagnoli furono tolti il pulpito e la cura delle relazioni con l'Asia. Zuccolini invece lo recuperarono: al "Corriere della Sera" era troppo prezioso e il partito di Riccardi ci teneva ad averlo dalla sua. Salirono così di grado, assieme a Zuccari, solo i fedelissimi del fondatore. Sono gli stessi che oggi compongono il gruppo dirigente, ciascuno con le sue mansioni: Marco Impagliazzo, Mario Giro e don Vittorio Ianari si occupano di Islam e mondo arabo, dall'Algeria al Sudan; Roberto Morozzo Della Rocca e don Paglia dei Balcani; don Marco Gnavi e Adriano Roccucci dell'Oriente ortodosso, dalla Serbia alla Russia; don Zuppi dell'Africa; Valeria Martano, moglie di Zuccolini, di Istanbul e dell'Asia; don Ambrogio Spreafico, che è anche diventato rettore della Pontificia Università Urbaniana, degli ebrei; Alberto Quattrucci e Claudio Betti degli annuali meeting interreligiosi sul modello del papa ad Assisi; Gianni La Bella di sponsor e sovvenzioni; Cristina Marazzi, intramontabile numero uno delle donne, di assistenza; Mario Marazziti, suo marito, di pubbliche relazioni. E i preti? Sant'Egidio ne ha oggi una dozzina. Tolti Paglia e Spreafico, venuti da fuori, gli altri sono cresciuti tutti in casa, senza passare per i seminari diocesani. A decidere chi deve diventare prete è la comunità, ossia Riccardi. E a consacrarli basta un vescovo amico, nell'attesa che vescovo lo diventi uno di loro. Paglia è il candidato. Fermo al palo da anni. Se in Vaticano esitano a dare il via libera alla sua ordinazione è perché c'è finora un solo, troppo discusso precedente di comunità con un suo vescovo speciale: l'Opus Dei. Il timore è che Sant'Egidio diventi un'altra Chiesa nella Chiesa. Ma la spunteranno. Quelli di Sant'Egidio sono pochi di numero. Faticano a reclutare nuovi seguaci e subiscono molti abbandoni. Ma si definiscono "la formica capace di imprese grandi con piccoli mezzi". Sono una lobby potente. Condizioneranno il conclave che eleggerà il prossimo papa. Nessun magnate di Chiesa li vuole avere nemici. Riccardi lo dice spesso ai suoi: "Dobbiamo apparire più di quello che siamo. È il nostro miracolo. Il grande bluff".
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